PIG faz falsa campanha contra as fake news para aprofundar o golpe e a censura

Em 2016, durante as eleições nos Estados Unidos, foi iniciada, na política, a discussão sobre as “fake news” para combater a campanha do Donald Trump. Nessa época, Steven Bannon criou sua própria rede de desinformação para concorrer com o monopólio das mentiras da imprensa imperialista, que apoiava abertamente a candidata Hillary Clinton.

As notícias falsas sempre foram utilizadas, como campanha, pelo Imperialismo para impor ditaduras nas suas colônias, dar golpes de Estado e promover guerras por todo o mundo. Por exemplo, a imprensa imperialista que hoje se diz defensora da “democracia” e da “verdade”, em 2003, propagou que o Iraque tinha armas de destruição em massa. O imperialismo matou 1,6 milhões de civis após o bombardeio à Bagdá, invadiu o país, capturou e executou o ex-presidente Sadam Hussein. Posteriormente, quando seus objetivos já haviam sido conquistados e era impossível seguir sustentando a mentira, reconheceram que tais armas nunca existiram.

Mais recentemente, em 2019, a Organização dos Estados Americanos, que nada mais é que uma sucursal norte-americana para o controle da América Latina mentiu dizendo que o Presidente Evo Morales havia sido eleito através de fraude. Em Fevereiro de 2020, o MIT – Massachusetts Institute of Technology, fez uma análise científica e constatou que a OEA mentiu e que as eleições bolivianas foram completamente legais. Contrariando assim a propaganda mentirosa da imprensa colonial, em especial no Brasil da Rede Globo. O MIT é um dos maiores institutos de desenvolvimento tecnológicos do mundo e fornece a mais de sete décadas tecnologia militar para o Pentágono. Tecnologia essa aparentemente “muito bem sucedida”, basta perguntarmos para os iraquianos, afegãos, sírios e tantos outros povos agredidos pelo imperialismo.

No Brasil, o golpe de Estado comandado pelos Estados Unidos e das oligarquias contra o governo nacionalista do Partido dos Trabalhadores contou com o apoio fundamental da imprensa colonial para gerar a crise política, colocaram uma opinião pública artificial para atacar os direitos democráticos da população e derrubar a República de 1988.

De maneira sistemática a imprensa colonial, em especial a Rede Globo, deslegitimou e acusou sem provas o governo Dilma e o presidente Lula. Vale lembrar que foi através de uma notícia falsa criada pelo Jornal O Globo de 2010, que a Lava-Jato condenou sem provas o Presidente Lula. Possibilitando a fraude eleitoral de 2018 e a eleição do miliciano. Durante a campanha presidencial, permitiu que não houvesse debate eleitoral, e quando o miliciano participou da sabatina mentiu, descaradamente, na tribuna do Jornal Nacional e não foi devidamente repreendido pela mentira. Para completar, a Rede Globo noticiou uma delação fraudulenta da Lava-Jato, na véspera da eleição, para prejudicar o Partido dos Trabalhadores. A Globo também censurou de maneira explícita as reportagens do Site The Intercept que revelaram os crimes da operação Lava-Jato. Enfim, não faltariam espaço nesse texto para listar a quantidade de mentiras e manipulações da imprensa colonial brasileira, sobretudo durante as eleições de 2018 para sustentar a fraude do miliciano.

A crise política, social, econômica e sanitária, que já matou 51.502 (dados do MS de 23/06) é responsabilidade daqueles que deram o golpe de 2016, inclusive da imprensa colonial. Para tentar controlar a situação política e ampliar a perseguição política e a legislação autoritária, os golpistas usam a “luta contra as fake news”. Tratasse de uma reedição da “luta contra a corrupção”, já que é impossível ir adiante com uma campanha contra a corrupção quando todos sabemos que a Lava-jato é corrupta. Para ganhar apoio da esquerda e do povo usam o “bolsonarismo” como bode expiatório, para isso todas as armas são válidas pra combater o miliciano, porém, assim como a Lava-Jato não travou nenhuma luta contra a corrupção e toda aquela farsa serviu para os Estados Unidos roubar o nosso patrimônio e dar o golpe de Estado, a atual campanha autodeclarada contra a “fake news” na verdade visa censurar e fortalecer o estado policial da Ditadura.

Apoiar o punitivismo e o fortalecimento da Ditadura sempre se reverte contra a esquerda e o povo. Foi assim na Lei da Ficha Limpa. A única fez que a lei foi aplicada para valer foi para surrupiar os votos do PT e perseguir o presidente Lula. Agora querem reeditar o problema apoiando punições contra as “fake news”. Já basta do povo pagar pela histeria insandecida da esquerda punitivista!

Além disso, não vai ser com mais leis punitivas da Ditadura que a mentira e manipulações irão acabar. Muito pelo contrário, a imprensa colonial quer unicamente o monopólio da mentira e censurar as verdades e denuncias promovidas pela imprensa de esquerda e popular. Enquanto o judiciário golpista promove uma cruzada de censura, a Globo já iniciou uma comparação entre grupos de extrema direita e organizações de esquerda, dizendo que ambos atacam as instituições. Evocando assim a Lei de Segurança Nacional da Ditadura.

Já preparam a nova fase do golpe de Estado, dizendo que a crise econômica e sanitária só será superada se forem adotadas reformas mais duras contra a população, ou então o “Brasil vai quebrar”. Lei nenhuma do judiciário golpista vai impedir que o Partido da Imprensa Golpistas siga propagando mentiras para atacar os direitos do povo.

Se por um lado a chamada investigação sobre o financiamento dos “atos antidemocráticos”, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes é uma expressão da disputa entre as facções que deram o golpe de Estado de 2016. As notícias falsas tem sido a desculpa dada pela imprensa colonial para aprofundar o golpe de Estado de 2016 e caçar o direito de expressão do povo.

Surfando mais uma vez na onda da opinião publicada nas tribunas do Jornal Nacional, o PSOL que foi um dos maiores defensores da Lava-Jato em 2014, agora surge como baluarte da campanha contra as “fake news”. Esse projeto de partido recorre ao Estado fascista para combater o fascismo. Não será enquadrando em novos crimes que os fascistas serão derrotados, mas apenas na organização dos movimentos de massas e na derrubada da Ditadura e do golpe de Estado de 2016.

Por isso é fundamental que as organizações dos trabalhadores estimulem a criação de meios de comunicação dos trabalhadores para enfrentar o poderio dos patrões. O militante Comunista Vito Giannotti deixou-nos uma lição para a luta do povo. Ele acredita que as ideias dominantes na sociedade são as ideias da classe dominante. E estas são transmitidas para toda a sociedade pelos ‘meios de comunicação dos patrões’, como enfatiza em seus inúmeros livros, artigos e palestras. O escritor defende que os trabalhadores devem ter seus próprios instrumentos de comunicação – jornais, rádios, TVs, redes sociais.   

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