Militares traidores são responsáveis pelo genocídio do povo brasileiro

No último sábado, dia 11 de julho, em debate promovido pela revista golpista IstoÉ, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes declarou: “o Exército está se associando à esse genocídio”.  A IstoÉ deve ter ficada estarrecida com essa declaração, pois foi na capa dessa revista que saiu a ordem de comando chamada: “A solução Mourão”.

Se o Brasil não fosse uma Ditadura, a declaração do Ministro não só seria totalmente normal – pois teoricamente em uma democracia é papel das instituições é proteger a vida dos cidadãos –, mas abriria caminho para punição dos responsáveis pela crise sanitária. 

Entretanto, Mourão, Heleno, Fernando Azevedo e Silva, Pujol (o general que se enche de medalhas sem ter ido em guerra nenhuma), Alto Comando e outros milicos promoveram uma histeria para tentar se livrar da responsabilidade dos crimes que eles estão promovendo.  

Não só o Exército, mas todas as Forças Armadas devem ser sim ser responsabilizadas pela crise econômica, social, política e sanitária – que já matou mais de 80 mil brasileiros. Afinal, os militares são governo desde 2016. Eles comandam todos os ministérios e tem o poder de fato do país, não moveram uma palha para combater o coronavírus. Pelo contrário, roubaram o auxílio emergencial, aumentaram o próprio salário, aproveitaram a pandemia para pisar ainda mais na população.

Os militares por meio do GSI em articulação com a Quadrilha da Lava-Jato que se encontrava no Ministério da Justiça e Segurança Pública, com Sergio Moro, criaram o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), com o objetivo de centralizar o comando das forças de repressão da segurança pública, desde as Guardas Metropolitanas até as Polícias Civis e Militares dos Estados. Nesse sentido, o crescimento da violência policial em 70% durante o período da pandemia do coronavírus é de responsabilidade direta dos militares e dos governadores golpistas, como João Dória (PSDB-SP) e Witzel (PSC-RJ).

No final de maio, o Instituto de Segurança Pública (ISP) do Estado do Rio de Janeiro, divulgou que houve um crescimento de 43% nos assassinatos policiais naquele mês em relação ao mesmo mês em 2019.

Na Grande São Paulo, durante os quatro primeiros meses do ano, houve um aumento em 60% nos assassinatos realizados pela PM. Na capital, esse aumento foi de 44%. Sendo que do conjunto de pessoas assassinada, 97% foram vítimas da Polícia Militar.

O outro flanco aberto pelos militares e os golpistas de forma geral com a intenção de aprofundar o genocídio contra a população pobre do Brasil, é deixando-os morrer de fome. Desde o golpe de 2016, 5,6 milhões de compatriotas passaram a ser afetados pela insegurança alimentar moderada e/ou aguda, colocando o país nos rumos do retorno ao mapa da fome. Milhões não estão conseguindo acessar o auxílio emergencial, que sob o comando dos golpistas, está sendo feito justamente para dar errado, para que os militares consigam fraudar e abocanhar parcela desse dinheiro que é do povo.    

Os militares querem agora punir o ministro por uma declaração óbvia, tardia e demagoga, já que o STF e o Gilmar Mendes também são governo Bolsonaro. O STF, nesse sentido, também é atingido pela própria política de censura que promove, como é o caso da maior das fake News, que é o suposto combate dos golpistas e da imprensa burguesa às fake News, sendo que eles são os maiores propagadores de fake news. 

As Forças Armadas não só estão associadas ao genocídio, mas elas comandam o próprio genocídio. Pois, ao contrário da desinformação de Gilmar Mendes, o Exército não é meramente sócio do genocídio, os milicianos aplicam o genocídio ao aplicarem o projeto de traição nacional e neoliberal.  

Em outro momento, quando o Partido dos Trabalhadores era governo, os presidentes Dilma e Lula eram culpados de tudo que acontecia no país, inclusive pelo que não fizeram. A Lava-Jato, apoiada pelos militares, comandada pela CIA e FBI, até criaram um termo, “proprinocracia”, para expressar que toda a corrupção sistémica era encabeçada pelo então presidente Lula. Depois do golpe, os militares afirmaram que toda a crise foi responsabilidade da “herança maldita”. Agora que os militares afundam o país na pior crise econômica, social e sanitária, eles não aceitam nem uma crítica moderada de um Ministro.  

Os militares estão no governo desde 2016, formaram uma Ditadura através do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e um programa neoliberal que deixou o país em uma situação horrível para enfrentar a pandemia. Agora querem se evadir da responsabilidade, sua posição autoritária de tentar conter toda critica mostra mais uma vez que a pandemia é usada como arma pelos militares para manter o golpe imperialista.  

De fato, a crítica de Gilmar ao exército não é nenhum despertar de democracia, mas sim um jogo cínico para controlar a crítica às Forças Armadas. Como representante das oligarquias, Gilmar sabe que quando acentuar a crise, a culpa de todos esses crimes recairá sobre os militares. O papel de Gilmar no caso é aliviar a crítica, conduzi-la para as sínteses que interessam aos golpistas, ou seja, preservar a Ditadura quando a crise nas Forças Armadas chegar.  

O genocídio do povo promovido pelas Forças Armadas só terá fim quando acabar com o jogo cínico da “defesa da democracia” que eles destruíram, desnudar que vivemos uma Ditadura, pois com o golpe de Estado de 2016 – apoiado por Gilmar Mendes e os militares – a República de 1988 caiu.  

É preciso afirmar a necessidade de formar um governo de emergência nacional, encabeçado pelo Partido dos Trabalhadores para aplicar as medidas de proteção da vida da população, abrindo caminho para uma nova Constituinte para derrubar o golpe e não permitir a anistia dos crimes dos militares. Dessa vez, não podemos permitir que os milicianos traidores saiam em punes, com o risco deles voltarem daqui a 20 anos para dar outro golpe.  

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