Vírus é mais um aliado da ditadura no genocídio contra o povo brasileiro

Na última quarta-feira, dia 22 de julho, o Chefe das Forças Armadas, General Edson Pujol, postou nas redes sociais um vídeo em resposta à crítica do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que na semana passada afirmara que o “Exército estava se associando ao genocídio“.  

Pujol já provou que para defender o Brasil é inútil, pois serve aos interesses do país que mais nos ataca: os Estados Unidos e aos bancos. Mas demonstrou uma vocação especial para ser blogueiro do MBL. 

O papel de entreter o público, enquanto a ditadura militar privatiza até a nossa água, foi cumprido pelo general, enquanto a imprensa colonial (Globo, Folha e outras), sócia das Forças Armadas desde a ditadura de 1964, dava repercussão às asneiras ditas pelo comandante. Entretanto, suas declarações mentirosas mostram a ligação das Forças Armadas no descalabro da gestão da pandemia.  

Nesse vídeo, que não recomendamos que ninguém veja, para não perder tempo, o General Pujol afirma que as Forças Armadas estão, sim, combatendo a pandemia – uma mentira escabrosa aos olhos de qualquer pessoa lúcida..

Como “prova” desse suposto combate, o General afirma que os laboratórios do Exército produziram 1,5 milhão de comprimidos de cloroquina – o mesmo medicamento que tem sua eficácia negada pela Organização Mundial da Saúde. As Forças Armadas estão gastando dinheiro do povo para produzir um produto unicamente para atender a uma pauta econômica e ideológica da extrema-direita norte-americana. Vale dizer que o medicamento não vem sendo utilizado entre os ianques, porque uma agência de saúde revogou a autorização de uso no tratamento do Covid-19; assim, o encalhe ‘sobra’ para o país governado por seu lacaio mais subserviente – o Brasil, infelizmente.

As Forças Armadas, que estão desaparecidas desde o inicio da pandemia que já deixou mais de 85 mil mortos, diz hoje que “salvou milhares de vidas”. E como ninguém na sociedade viu os militares atuando na pandemia, o comandante afirma que as supostas vidas salvas “eram de militares”.

Se realmente o Brasil tivesse Forças Armadas e não um cartel de criminosos traidores da pátria, os militares daqui estariam cumprindo o mesmo papel exercido por militares de outros países, tais como Venezuela, China, Rússia ou até mesmo União Europeia: dar suporte logístico e construir hospitais de campanha, por exemplo.  Nada disso foi feito pelos militares brasileiros.  

As Forças Armadas não cumprem suas prerrogativas institucionais, mas são o poder político que sustenta o golpe de Estado. Em última instância,  são os responsáveis por toda essa crise, e não é possível neste momento tentarem se eximir dos crimes cometidos contra o povo brasileiro.  

O Ministro interino da Saúde, General Pazuello, sumiu na pandemia. Limita-se a fazer marketing, desfilando com máscaras coloridas em Brasília, enquanto desmonta o SUS, aparelha o sistema com militares, coloca a própria filha em cargos públicos e não tem qualquer vontade política de repassar os recursos para estados e municípios para responder à  pandemia.  

Em 2014, quando os militares se associaram à Lava-Jato, uma operação do FBI para destruir a Industria Nacional e perseguir o Partido dos Trabalhadores, deram o golpe justamente para matar o povo da fome causada pela política neoliberal, violência do Estado policial e doenças do século XVIII. A pandemia veio e mostrou que, mesmo nessa situação, os militares são incapazes de ter qualquer empatia pelo povo. Ao contrário, viram aí uma oportunidade para atacar o povo e “passar a boiada”: reforma trabalhista, privatizações, R$ 1 trilhão para bancos e outros crimes. Como a Voz Operária afirmou em editorial no mês de abril, “quem deu o golpe para matar o povo, agora não pode salvá-lo“.  

Os militares são governo desde 2016, quando decidiram dar um golpe e instaurar a ditadura do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). No seu primeiro momento, o ditador de fato foi o General Etchegoyen, e agora é o General Augusto Heleno.  

Na associação criminosa entre militares e Lava-Jato, retomaram o neoliberalismo, destruindo a indústria e gerando empregos precários que necessariamente requerem presença e mais exposição ao vírus. As Forças Armadas foram os maiores cabos eleitorais do miliciano: abriram os quartéis para a extrema-direita fazer campanha eleitoral; deram todo suporte para os criminosos da Lava-Jato. O Comandante do Exército, hoje assessor do GSI, Villas-Boas ameaçou o STF para manter o Presidente Lula preso e beneficiar  seu candidato, o miliciano. O Exército interveio no STF, colocando um general, que hoje é ministro da Defesa, como assessor de Dias Tóffoli. Militares estão empilhados em todos os cargos públicos de importância em Brasília. Isto torna ainda maior o crime de tentarem agora se eximir da responsabilidade por toda a crise que  geraram.   

Vamos parar com esse jogo cínico: todo o povo brasileiro sabe que as Forças Armadas vêm promovendo um genocídio de forma intencional; que não fizeram coisa alguma de aproveitável pelo povo e só pioram a situação. Já passou da hora de o povo se livrar dessas Forças Armadas, incompetentes, golpistas e traidoras.

Abaixo a Ditadura do GSI!

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s