90% Dos pacientes da covid-19 ainda tem problemas no pulmão

É o que informa um relatório publicado na última terça. Segundo a Global Times, noventa porcento de 100 pacientes recuperados da COVID-19 em Wuhan ainda apresentam problemas respiratórios, 5% foram postos novamente em quarentena após testarem positivo novamente e, de acordo com o Diário do Povo, 10% dos pacientes perderam os anticorpos.

Essa última tendência havia sido identificado ainda em fevereiro, quando alguns poucos pacientes recuperados da doença, em Wuhan, testaram positivo novamente. O fato foi suficiente para que todos os pacientes recuperados fossem postos novamente em quarentena por quatorze dias, segundo o South China Morning Post. Em 23 de fevereiro, o novo coronavírus havia infectado 77 mil pessoas, resultando na morte de 2,4 mil na China, enquanto que, no Brasil, o primeiro caso só viria a ser confirmado três dias depois.

No Brasil, essa tendência começa a ser informada agora. Nessa quarta (05), o Hospital das Clínicas divulgou um relatório da Universidade de São Paulo (USP) que indica a reinfecção de uma técnica de enfermagem de 24 anos. Segundo o relatório, a paciente testou positivo para a COVID-19 pela segunda vez, com um intervalo de 50 dias.

Em abril, mais de 160 pacientes recuperados já haviam testado positivo por uma segunda vez na parte sul da península coreana, ocupada pelos EUA. Casos similares também foram notificados no Vietnã e nas Filipinas, além de em outras regiões da China, como Macau, Hong Kong e Taiwan. Em Guangzhou, cerca de 14% dos pacientes recuperados foram hospitalizados novamente.

Considerando a taxa de reincidência apontado pela China para Wuhan (5%) e o número atual de de contaminados no Brasil (2,8 milhões nas últimas horas), é possível que mais de 140 mil pacientes possam apresentar novamente os sintomas da doença.

Quanto aos problemas respiratórios, o relatório de Wuhan dessa última terça (04) aponta que 90% dos pacientes recuperados ainda apresentam problemas pulmonares. No final de abril, a equipe de pesquisadores liderados por Brian Xiuwu, da Universidade Médica Militar de Chongqing (localizada no sudoeste da China e afiliada ao Exército Popular de Libertação), dizia em um estudo publicado na revista Cell Research que o “trabalho proveu a primeira evidência patológica para vírus residuais no pulmão de um paciente [que testou negativo] três vezes consecutivas”.

Nessa pesquisa, a paciente (uma senhora de 78 anos) testou negativo três vezes. Na autópsia, não foram encontrados nenhum traço do coronavírus no fígado, coração, intestino, pele ou ossos. Mas, no tecido dos pulmões foram encontradas cepas completas do vírus.

De acordo com pesquisadores da Região Administrativa Especial de Hong Kong (localizada no sudeste da China), os pacientes recuperados podem ter uma redução de 20 a 30% das funções pulmonares.

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