Cresce a presença militar dos EUA no mar do sul da China. mas, para a mídia, ameaçadora é a China.

A instituição “Iniciativa de Sondagem do Mar do Sul da China” (ou SCSPI na sigla em inglês), lançada em abril do ano passado, tem relatado um aumento na frequência e intensidade de voos espiões estadunidenses no mar do Sul da China, chegando a menos de 100km da costa de Guangdong (Cantão).

Segundo a análise do SCSPI, desde 2009 há um aumento nas atividades militares dos EUA. Na última década, a “presença de navios de superfície aumentou por mais de 60%” e uma média de 3-5 incursões de aviações militares todo os dias, representando mais de 1.500 anualmente. Dos números disponíveis, somente em julho foram realizados 67 voos de reconhecimento com aviões grandes, como o Boeing P-8A Poseidon (desenvolvido a partir do Boeing 737-800), em comparação a 49 voos em junho e outros 35 em maio.

Voo USAF RC-135W alcançou 59 milhas náuticas de Guangdong em 13 julho de 2020

Os dados sobre voos de reconhecimento de aviações militares dos EUA não são claros para o público. Por isso, o SCSPI começou a monitorar esses eventos, baseando-se nos dados comerciais do sistema ADS-B (do inglês Automatic Dependent Surveillance Broadcast, ou “vigilância dependente automática por radiodifusão”) — o mesmo sistema utilizado pelo editorial Voz Operária quando verificamos que militares desligaram o radar do “Aerocoa”, aeronave da comitiva presidencial que trafica cocaína apreendido em Sevilha, na Espanha, em junho do ano passado.

O SCSPI afirma que o “número real é maior”, uma vez que “pequenas aviações não são incluídas, e nem todas as aviações militares mantém o ADS-B transponder ligado o tempo todo”. O relatório diz também que atividades de aviações de reconhecimento, que acompanharam os porta-aviões USS Nimitz e USS Ronald Reagan Carrier Strike Groups nos últimos dias 4 e 17 de julho, permanecem desconhecidas.

Nesses últimos exercícios, até mesmo o bombardeiro B-52, com capacidade nuclear, foi reabastecido em Guam (ilha ocupada pelos EUA) e fez parte da operação. Segundo o comandante do esquadrão de bombas dos EUA, a força-tarefa “demonstra a capacidade dos EUA de implantar rapidamente em uma base operacional avançada e executar missões de ataque de longo alcance”, além de demonstrar a capacidade em “alcançar uma estação doméstica, voar para qualquer lugar do mundo e executar essas missões rapidamente”.

EUA expandem o que herdaram do fascismo japonês na Ásia-Pacífico

Os EUA tem aumentado fortemente sua presença no mar do sul da China desde 2009, localizado há mais de 10 mil quilômetros de distância de Washington. Cerca de três trilhões de dólares passam pela região todos os anos.

As operações militares dos EUA na região também tem aumentado. Em 2018, foram realizadas 8 operações, o dobro de 2017 (“apenas” 4). Somente na primeira metade de 2020, 6 operações de “liberdade de navegação foram realizadas”. Segundo os EUA, é direito deles estarem lá. Já a presença de Pequim, ilegal.

A região é estratégica econômica e militarmente, uma vez que a forte presença da marinha estadunidense abre margem para um maior controle das atividades comerciais da China. Até o retorno de práticas da Era da Pirataria, como a emissão de “Cartas de Corso”, já foram propostas por militares dos EUA, com o objetivo de fomentar iniciativas navais antichinesas particulares de forma auxiliar à covardia imperialista.

A ocupação militar dos EUA no mundo data a sua fundação, mas tem aumentado com o passar do tempo:

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Bases militares dos EUA entre 1776-1903
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Bases militares estrangeiras dos EUA em 2015.

Segundo o basenation.us, o número de bases militares estrangeiras dos EUA do mundo se aproximava de 800 em 2015. O número real e atual é incerto, dada a secretividade, a falta de transparência quanto a abertura de novas instalações e a proliferações de “lily pads” (formalmente cooperative security location, “localização de segurança cooperativa”) — desenhada para ser discreta e dificilmente distinguível das instalações do país “hóspede”.

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É possível afirmar que os EUA tenha herdado parte do domínio imperial japonês na Ásia-Pacífico no pós-1945, e continuou expandindo seus domínios. Foi nas Ilhas Marshal (antes dominado pelo Japão, há 6.600 km de Beijing) que os EUA realizaram 20 testes de bombas nucleares entre 1946 e 1958 no Atol de Bikini. A mais famosa é a explosão da bomba de hidrogênio, que foi detonada na presença de 87 navios nas proximidades, com animais abordo para experimentar os efeitos do impacto. Para isso, 167 moradores da Micronésia foram deslocados para ilhas próximas.

Diferente do que informara o então presidente Lyndon Johnson em 1968, não era seguro voltar para casa. Anos depois, descobriu-se que o retorno de residentes para as ilhas Marshal fazia parte do programa de estudos biomédicos, inicialmente com ratos e, posteriormente com pessoas, para testar os efeitos da radiação em cadeia no solo, depois nos alimentos e então em seres humanos.

A vida na região nunca voltou ao normal, já que os efeitos da radiação continuam presentes na água, alimentos e peixes até os dias atuais. Câncer de tireoide e deformações em recém-nascidos é comum. A dieta dos moradores da região é baseada em produtos enlatados, importados dos EUA, uma vez que a produção local é desestimulada. Ainda hoje se realizam testes nas Ilhas Marshal, com mísseis saindo da Califórnia, nos EUA, há quase 8 mil quilômetros de distância dali.

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Explosão nuclear no Atol do Bikini

Também nas Ilhas Marshall, fica o atol de Kwajalein que abriga o Ronald Reagan Ballistic Missile Defense Test Site. A base faz parte do plano do comando espacial dos EUA em 1999, chamado Visions for 2020, que trás o conceito de “Dominação de Espectro Total” (Full Spectrum Dominance).

Segundo o documento, para alcançar esse conceito, é imprescindível uma “manobra dominante, combate preciso, proteção integral e logística focada que serão providos por uma superioridade de informação e inovação tecnológica. (…) A superioridade informacional depende pesadamente das capacidades espaciais para coletar, processar e disseminar um fluxo ininterrupto de informação, enquanto nega a possibilidade adversária para alavancar o mesmo”. O “resultado final” dessa operação é a “Dominação de Espectro Total”. Isso significa um controle total da terra, mar, ar, espaço e ciberespaço. Diz F. William Engdahl em “Full Spectrum Dominance: Totalitarian Democracy in the New World Order” que a principal prioridade dos EUA é obter controle total sobre as armas convencionais e nucleares, da retórica sobre direitos humanos, geopolítica, espaço e meios de comunicação.

O espólio do império japonês não para por aí. Na parte sul da península coreana, até hoje ocupada pelos EUA, a presença militar estrangeira só cresce. A ilha de Jeju abriga uma história de resistência antijaponesa e antiamericana, onde, entre 1948 e 1949, moradores se levantaram contra a ocupação da parte sul e a divisão do país. A resposta do governo militar de Syngman Rhee, operado pelos EUA e de colaboracionistas japoneses, foi o assassinato de cerca de 30 mil pessoas (10% da população da ilha). A resposta violenta do governo resultou em outro levante armado que durou quase 10 anos, nas regiões de Yeosu-Suncheon.

Em 1993, foi apresentado um plano para a construção de uma base naval estadunidense na ilha de Jeju. Mas só em fevereiro de 2016 que a construção da base naval de Jeju (oficialmente Porto do Complexo Civil-Militar de Jeju) foi concluída. A ocupação estadunidense enfrentou muita resistência do povo coreano. Segundo o governo da Coreia Popular, a construção da base é uma prova de que a parte sul da península continua sob a “lei imperial”.

Segundo os EUA, há cerca de 28,5 mil soldados estadunidenses estacionados na parte sul da Coreia, operando 90 aviões de combate, 40 helicópteros de ataque e cerca de 60 do sistema de mísseis MIM-104 Patriot. Além da base naval em Jeju, os EUA dispõem de outras cinco bases na península coreana (Peyongtaek, Yongsan, Daeugu, Osan e Gunsan). A Coreia é a terceira região com a maior presença militar fora dos EUA, perdendo só para o Japão e a Alemanha.

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Prisioneiros antes de serem executados por tropas de ocupação em Jeju-do.

Os EUA herdou não só os espólios das conquistas do Grande Império do Japão, mas também o próprio Japão. A submissão é evidente quando observado o caso de Okinawa, ilha ocupada por 32 instalações militares estadunidenses. À apenas 800 quilômetros de Shanghai (mais ou menos a distância entre o Rio de Janeiro e o sul de Goiás), foi de onde saíram ataques contra a Coréia, Vietnã, Camboja, Afeganistão e Iraque.

Outras dezenas (se não centenas) de bases militares e lily pads são espalhadas pela Ásia-Pacífico, trabalhando para implementar o controle total integrado da região, ou Dominacação de Espectro Total — definido pelo pentágono como “persuasivo na paz; decisivo na guerra; proeminente em qualquer forma de conflito”. O cinturão imperialista antichina se expande também para a Índia e outros países, como mostrado no mapa abaixo.

Apesar de constantemente ter seu espaço aéreo violado e cercada pelos EUA, a China é acusada pela mídia neocolonial de expansionismo e tentativa de hegemonizar a Ásia-Pacífico. Atualmente, a armada estadunidense conta com aproximadamente 3.300 caças (contra 1.900 da China), 550 avião tanque (18 da China), 675 aviões de transporte pesado (88 da China), 157 bombardeiros (211) da China, 400 lançadores de ICBMs (98 da China) e 11 porta-aviões (2 da China), e mais dois porta-aviões encomendados. Somando soldados estacionados no Afeganistão, Tailândia, Singapura, Filipinas, Guam, Coreia e Japão, ultrapassa a cifra de 100 mil. Isso sem contar a armada dos países ocupados e satélites dos EUA e da OTAN.

Recentemente, a Inglaterra também anunciou que começará suas provocações no mar do Sul da China. De acordo com a mídia britânica, o porta-aviões HMS Queen Elizabeth será enviado para o Mar do Sul da China para exercícios em conjunto com os EUA e Japão no próximo ano. A frota que o acompanhará é composta por dois destróieres Type 45 e duas fragatas. Dois esquadrões dos jatos F-35B Lightning II da RAF (Força Aérea Real – Reino Unido) e da Marinha dos EUA acompanharão as embarcações. Após o treinamento, o porta-aviões HMS Prince of Wales também deverá estar no local para monitorar a região.

Não foram uma ou duas vezes que os EUA invadiram águas chinesas para realização de exercícios. Mas, quando a China respondeu as provocações militares com outros exercícios em seu próprio território marítimo, o pentágono acusou Pequim de “reivindicações marítimas ilegais” e informou que os EUA “continuarão monitorando a atividade militar chinesa”. Lembrando que tais acusações partem dos mesmos que, via Instituto Naval, estimulam que corsários apreendam embarcações mercantes chinesas.

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Grupos de ataque do USS Nimitz e USS Ronald Reagan no Mar do Sul da China em 6 de julho de 2020

Em resposta, o Exército Popular de Libertação disse que “a realidade provou mais uma vez que os EUA são o maior facilitador da militarização do Mar da China Meridional e criador de problemas para a paz e estabilidade regional”. Sobre as propostas infames de “atos de pirataria”, disse que tais “ações são criminosas expressamente proibidas pelas leis internacionais e receberão oposição absoluta conjunta e uma severa reação da comunidade internacional”.

Ante os dados e históricos apresentados, a questão de Paracelso, Spratly e das ilhas militares artificiais construídas no mar do sul e leste da China sequer são uma polêmica, sobretudo quando os EUA mantém o envio de armas à ilha de Taiwan, no território chinês, a todo vapor.

A defesa chinesa

No último ano, a China colocou em operação seu segundo porta-aviões, Shandong. O projeto do primeiro, de produção 100% nacional, data 2013 e começou a ser construído de fato em 2015 após a inauguração de uma doca seca para esse fim. A embarcação foi lançada em 2017, mas só foi colocado em funcionamento em 2019.

O Shandong tem umas capacidade 50% superior ao Liaoning, seu predecessor, de produção soviética, e remodelado nacionalmente. A China também apresentou também seu plano de construir outros dois porta-aviões até o ano que vem. A montagem do próximo porta-aviões “já começou e se espera que termine até a metade do ano que vem, em função da pandemia de COVID-19 que desacelerou o progresso“, segundo o South China Morning Post (SCMP).

Imaginemos a situação inversa, onde a China resolve fazer exercícios militares com Cuba e Nicarágua no Golfo do México, ou na costa leste dos EUA. A comunidade internacional acusaria o país de declaração de guerra e o pentágono provavelmente autorizaria a interdição das embarcações. Mas, esse está à anos-luz de ser o caso. Diz o cientista social Eric Xun Li que a base da formação ocidental foi a expansão para converter outros povos para as suas crenças cristãs, já a China, há dois mil anos, “construiu a Grande Muralha para manter os bárbaros fora” do país, e “não para invadi-los.”

O objetivo dos chineses é claro: equiparar a força estadunidense na Ásia-Pacífico. Zhou Chenming, um pesquisador da Yuan Wang (um instituto de tecnologia e ciência militar localizado em Beijing) em entrevista ao SCMP disse que, para alcançar esse objetivo, cada uma das três frotas — para cuidar do Mar Amarelo, mares do leste e sul da China—, deve ter dois porta-aviões. Ainda na entrevista, afirmou: “diferente da marinha estadunidense, que tem uma estratégia global, todos os porta-aviões da China só podem ser usados para defesa do mar dada sua localização geográfica.”

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Camarada Xi Jinping, Presidente da República Popular da China e Secretário-Geral do Partido Comunista da China, abordo do porta-aviões Shandong em novembro de 2019.

Um relatório do Departamento de Defesa dos EUA demonstra preocupação, sobretudo com o poderio naval chinês. Segundo o El País, o documento destaca o poderio dos mísseis DF-21D e DF-26 (apelidados de “matadores de porta-aviões”), que prometem destruir qualquer embarcação que navegue a menos de 1.500 quilômetros da sua costa. A parte mais curiosa é que os EUA dizem se sentir ameaçados pela China na região — que, lembrando, fica a mais de 10 mil quilômetros de Washington.

Mas para combater a Dominação de Espectro Total, não bastam volume de armas e posições estratégicas. Para tal, a resposta deve ser igualmente “persuasiva na paz; decisiva na guerra; proeminente em qualquer forma de conflito”, ou seja: deve englobar igualmente terra, mar, ar, espaço e ciberespaço.

No último dia 23 de junho, a China lançou ao espaço o último dos 55 satélites que compõem o sistema de navegação BeiDou, semelhante ao GLONASS russo e GPS estadunidense. O sistema BeiDou-3 (BDS-3) já está em operação em todo o mundo, e provê informação com precisão de centímetros.

Em matéria de fluxo informacional, a China é pioneira e líder na conexão 5G. Já o eixo EUA-UE tem um atraso em relação a velocidade de conexão, operando em 4.5G e 5G ainda dando seus primeiros passos em relação a implementação, com velocidade que varia de 500Mb/s e 1Gb/s. Enquanto isso, a China já desenvolve a tecnologia 6G, que promete taxa de transferências de dado de 1Tb/s até 2030.

https://news.cgtn.com/news/2020-06-23/China-launches-last-BeiDou-navigation-system-satellite--Ry9yn9DrFK/img/be66cbdc93934990b6e00553653eba82/be66cbdc93934990b6e00553653eba82.jpeg
Lançamento ao espaço do último satélite BDS-3, na Centro de Lançamento de Satélites Xichang, na província de Sichuan, 23 de junho de 2020.

Considerando o Visions for 2020, retomemos a seguinte frase: “a superioridade informacional depende pesadamente das capacidades espaciais para coletar, processar e disseminar um fluxo ininterrupto de informação, enquanto nega a possibilidade adversária para alavancar o mesmo”. Vemos, então, que mais do que a capacidade militar chinesa (cujos investimentos de fato aumentaram 150% na última década), o que preocupa o imperialismo a curto prazo é a defasagem tecnológica ante o fluxo informacional, ramo que a China domina.

Como dissera Losurdo em entrevista à revista Ópera, “a luta pela emancipação dos povos em condições coloniais e semicoloniais não terminou com a conquista da independência política”. “Está claro: os EUA pretendem preservar o monopólio da tecnologia para continuar exercendo sua hegemonia e até um domínio neocolonial indireto; em outras palavras, ainda hoje, a luta contra o hegemonismo também surge em termos de desenvolvimento econômico e tecnológico”. Logo, urge enfatizar: “revolucionária não é apenas a longa luta com a qual o povo chinês pôs fim ao Século das Humilhações e fundou a República Popular; revolucionária não é somente a construção econômica e social com a qual o Partido Comunista Chinês libertou centenas de milhões de homens da fome; a luta para romper o monopólio imperialista da tecnologia é também uma luta revolucionária. (…) É a luta para liquidar definitivamente esse monopólio (…) resultado de séculos de dominação e opressão.”

Fica claro então que os ataques aos aplicativos chineses e empresas, como a Huawei (empresa coletiva com forte participação do Partido Comunista da China, importante lembrar), são uma reação desesperada do imperialismo/colonialismo à quebra do monopólio da tecnologia de ponta. O desenvolvimento sócio-econômico e tecnológico chinês, por si e antes mesmo do militar, é uma ameaça frontal à viabilidade do American Dream para o século XXI. Ou seja, os chineses são uma pedra no sapato na guerra estadunidense contra a humanidade e, seu desenvolvimento uma frustração para a Full Spectrum Dominance.

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