Afastamento de Witzel e a tutela intervencionista contra o Estado do Rio de Janeiro

Desde 2014, a mídia colonial, em especial a Rede Globo, o partido lacerdista de esquerda (PSOL) e os golpistas em geral, sustentam uma tese para justificar a destruição da política e econômica do Estado do Rio de Janeiro. Essa tese tenta esconder a política de pilhagem e destruição da economia nacional através do golpe de Estado de 2016, afirmam que o problema original da crise política, econômica e social que atravessa nosso estado é fruto da “má gestão” e da “corrupção”. Provamos em 2016, através do documento crise do Rio, que o problema da gestão política das oligarquias não é o debate central, e que essa afirmação é falsa. E sim, todas as mazelas do povo fluminense originam da operação Lava-Jato e do golpe de 2016, que dinamitou a industria nacional, que endividou nosso estado por 21 anos, por meio do plano de recuperação fiscal, que gerou 2,1 milhões de desempregados e fez cair 30% da receita do Estado no primeiro ano de ação dessa operação orquestrada pelo FBI. 

O estado do Rio de Janeiro está sobre permanente intervenção golpista, onde o judiciário, que nao é eleito por ninguém, escolhe os candidatos e tem poder de veto sobre o voto popular. Exemplo disso é que, todos os principais candidatos à prefeitura do Rio de Janeiro estão sobre ameaça de não poderem se candidatarem e além disso, e para evitar que o Partido dos Trabalhadores chegue ao governo, Benedita da Silva é alvo de perseguição política.

Os problemas do Rio de Janeiro só serão solucionados quando derrotarmos o golpe de Estado, pois a economia fluminense é intessecamente ligada e dependende de um projeto nacional. Uma vez que o projeto dos golpistas é o neoliberalismo e entreguismo da soberania. É impossível afirmar que nossos problemas se resolverão por meio de um rearranjo do golpe de Estado. 

Agora, mais uma vez diante das denúncias contra o governador genocída Wilson Witzel, essa tese espúria vem a baila para justificar uma nova intervenção do judiciário no Rio. O Rio acabou de passar pelo processo da intervenção Militar, que não resolveu problema algum, pelo contrário, vez crescer a violência, o poder das milicias, assassinou a Marielle, endividou ainda mais o nosso estado e nos deixou incapacitados para enfrentar a pandemia. Visto a desmoralização das Forças Armadas para intervir no Rio, os militares articulam o judiciário para assaltar a política fluminense, com o objetivo de alinhar o Estado do Rio na sustentação da Ditadura Militar. Nosso estado ainda é sede das principais estatais, possui um expressivo peso social para definir os rumos da nova fase do golpe de Estado. 

Por essas razões, os militares e o judiciário utilizam a impopularidade das figuras nefastas como Witzel, que é odiado pelo povo fluminense para justificar mais um golpe contra o Estado. O afastamento do Witzel sem nenhuma manifestação ou defesa vindo da sociedade mostra mais uma vez a farsa que foram as eleições de 2018, como é possível uma figura que nasceu da Lava-Jato apontada como “fenômeno” não ter nenhuma manifestação de apoio, se isso não foi uma fraude completa imposta pela ditadura.


Não nos restam dúvidas que o afastamento do genocida Witzel está relacionada a reconfiguração do poder no Rio. As recentes guerras entre facções do narcotráfico e milicias indicam que esse enfrentamento tenta consolidar um setor político ligado ao judiciário e aos militares. Witzel desde o inicio do seu mandato impulsionou o projeto de expansão das milicias iniciado pela Intervenção Militar.  Devemos lembrar que as Igrejas Evangélicas, lavam o dinheiro do narcotráfico e um dos pilares de sustentação do golpe, também passam por disputas e agora o presidente do PSC, Pastor Evaraldo,  bispo da Assembleia de Deus, foi alvo dessa operação. 


O método de denúncia contra o genocida Wtzel é baseado em delações premiadas, que são conseguidas a partir da prisão e coerção. A constituição republicana, que garantia em tese o devido processo legal foi sepultado pela Lava-jato, e é incongruente exigir que os mesmos que mataram a constituição a defendam.  Porém, a denúncia de perseguição política de Witzel é falsa e é uma manobra para monopolizar a oposição da Ditadura pela Direita. Essa manobra é explícita quando esse fascista tenta usar a imagem do Lula para atrair o apoio da esquerda. Witzel pode ser eliminado do jogo político, mas ele não pode ser perseguido porque é parte do golpe. São os aparelhos de Represão do Estado e a Burguesia que exercem a perseguição contra a classe e não o revéns. 


É evidente também o golpe contra a Alerj, no inicio desse ano, a casa decidiu abrir processo de impeachment contra Witzel, fato que coloca na linha sucessória o deputado petista, André Ciciliano no governo do Estado. Porém, o deputado foi atacado pelo judiciário e a polícia federal que tentam a qualquer custo colocar o presidente do STJ na cadeira do palácio laranjeira. Para isso Ancré Ciciliano se tornou um alvo de perseguição constante tanto da imprensa, que desde o inicio do ano faz denuncias infundadas contra ele, uma clara evidência da preparação de mais um golpe contra o PT. 


Nos do Voz Operaria denunciamos a tentativa de golpe do Judiciário na política fluminense e que os problemas que enfrentam nosso estado, inclusive a pandemia, só serão resolvidos com a derrota dos golpistas e a retomada do governo do Partido dos Trabalhadores. 

Abaixo a intervenção judicial e militar no Rio!

Abaixo o golpe!

Volta PT!

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