Impor uma derrota ao golpe: Luiz Inácio Lula da Silva para Presidente AGORA!

Por Gabriel Araújo

Dentre todos os candidatos a eleições presidenciais em 2018, apenas um deles foi preso. Obviamente, que se deixarmos toda a pirotecnia e toda a farsa montada de lado, e focarmos nossa análise na essência concreta da correlação de forças entre as alas em disputa, fundamentada a partir de uma análise indutiva, rapidamente chegaremos à conclusão de que foi preso apenas o candidato que poderia reestabelecer a democracia e a ordem constitucional.

Lula foi preso por ser a única pessoa com capacidade de enfrentar os golpistas nas urnas. Se os outros candidatos expressassem uma potencialidade de reestabelecimento do ordenamento legal brasileiro, certamente seriam encarcerados por alguma força tarefa financiada e comandada pelos organismos de inteligência norte-americanos. Tentar criar alguma narrativa fora dessa realidade é cair em um campo hipotético e de dedução completamente abstrata, sem objetividade alguma.

Diferente de todos os candidatos que se dizem de esquerda, Lula foi forjado no calor da mais importante batalha que a classe operária brasileira já enfrentou, nas mobilizações contra o arrocho salarial e pela derrubada da ditadura militar. O Presidente foi o principal elemento dirigente das greves operárias do ABC Paulista, da constituição do maior partido de esquerda da América-Latina, do maior movimento camponês organizado do mundo e da quinta maior central sindical do mundo. Se elegeu Presidente da República tendo ao seu lado estas imensas organizações que envolvem milhões de trabalhadores. É por esta vinculação que existe horizonte concreto para o avanço político de Lula. Ele é o representante legitimo do povo trabalhador brasileiro e candidato algum chega perto de possuir tal característica.

Para além disso, os governos Lula e Dilma demonstraram na prática e não com meros discursos, o que podemos fazer se realmente explorarmos as potencialidades do Brasil e se impormos uma agenda política profundamente soberana que não abra mão disso de forma alguma. O que comprova a constatação de Lênin de que as reformas democráticas na era do estágio superior do capitalismo (imperialismo), apenas podem ser levadas a cabo pelas mãos da classe operária. 

Os abutres da Operação Lava-Jato tiveram sua existência prorrogada pelo Procurador Geral da República de Bolsonaro justamente para intensificar os ataques aos trabalhadores, a indústria nacional e as organizações de esquerda. Exemplo disso, é que em seguida ao discurso do Presidente Lula no dia 07 de setembro, no dia da independência, a Operação Lava-Jato no Rio de Janeiro por meio do Juiz Bretas, invadiu a casa e o escritório dos advogados do Presidente com claros objetivos de intimidação e de promover uma queima de arquivos. 

O processo de intervenção militar e do judiciário no Estado do Rio de Janeiro com ofensivas contra oligarquias locais vinculadas a burguesia nacional certamente vai se alastrar para a esquerda nacionalista e revolucionária, sendo os políticos burgueses atacados uma espécie de boi de piranha para tornar rotineira a deposição de poderes eleitos em tese pelo menos, pelas mãos dos poderes não eleitos. Essa situação revela que cada vez mais a República de 88 está desmoronando e que a ala da burguesia mais alinhada ao imperialismo vai se valer cada vez mais de mecanismos repressivos para estabelecer uma ditadura fascista com objetivo de dar sustentação a implementação da agenda neoliberal.

Os partidos da esquerda pequeno burguesa tem se prestado ao papel de apresentar candidaturas que já nascem derrotadas, servindo de massa de manobra para alimentar o antipetismo e retirar uma real competitividade da esquerda nas urnas, minando as candidaturas vinculadas à classe operária. Exemplos claros dessa política de contenção das forças nacionalistas, são as duas candidaturas do PSOL nas capitais Rio de Janeiro e São Paulo.

Nesse sentido o Partido dos Trabalhadores não pode ficar à mercê da chantagem da esquerda oportunista que quer se valer do PT apenas para promover um estelionato eleitoral, utilizando-se do prestigio do PT com as amplas massas trabalhadoras para se eleger e posteriormente fechar uma Frente Ampla pela legitimação do regime político golpista junto ao PSDB, DEM, PMDB, etc.

Por fim, é preciso frisar de maneira constante que aqueles que estão usurpando os poderes do Estado Nacional desde 2016 não possuem nenhuma legitimidade em suas ações e estão ocupando o poder político de maneira inconstitucional. Primeiro pelo fato de terem derrubado inconstitucionalmente a Presidente Legitima, Dilma Rousseff, por meio de um impeachment sem base legal alguma. E segundo por conta da fraude eleitoral tanto de 2016, quanto de 2018. Nesta última, o candidato dos trabalhadores, Luiz Inácio Lula da Silva, que aparecia em primeiro lugar em todas as pesquisas eleitorais, inclusive dos institutos de pesquisa da própria burguesia, teve sua candidatura caçada de forma ilegal pelo TSE, STF, TRF-4 e 13ª Vara Federal de Curitiba, ambos controlados pelo Departamento de Justiça Norte-Americano, CIA e FBI.

Logo, apenas com a restituição do direito do Partido dos Trabalhadores retomar o seu projeto democrático-popular ratificado por 54 milhões de trabalhadores e trabalhadoras em 2014, com a retomada dos direitos políticos do Presidente Lula e sua efetivação para o cargo de Presidente da República Federativa do Brasil, é que haverá legitimidade política e institucional para revogar todas as mazelas do golpe militar e restabelecer a soberania nacional.

Obs.: As colunas não representam necessariamente os posicionamentos políticos do Editorial do Jornal Voz Operária. O Jornal está aberto as manifestações sinceras dos revolucionários no Brasil. Entre em contato para abrir uma coluna.

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