Sem apoio, Ditadura Militar mantém poder com campanhas de desinformação

A atual Ditadura brasileira, que emergiu a partir do golpe de Estado de 2016, se sustenta com a farsa de uma democracia que não existe mais. O programa neoliberal defendido pelos militares constitui um impeditivo para formação de base de apoio, uma vez que elimina constantemente todos os direitos do povo.

As pesquisas de popularidade tentam criar artificialmente um suposto apoio à Ditadura. A realidade diz uma coisa e as pesquisas dizem outra, sendo as pesquisas de opinião um elemento anticientífico para basear uma análise política. Porém, impopularidade não derruba governo, basta lembrar que o golpista Michel Temer se sustentou mesmo com 1% de apoio, que é provavelmente a mesma popularidade da Ditadura Militar atual.

Os militares são inimigos fracos, relaxados e prepotentes, prova disso é que o golpe avança de maneira lenta e precisam sustentar a mística de uma democracia inexistente. Eles tiveram que fazer um impeachment fraudado sem crime de responsabilidade contra o governo Dilma, tiveram que promover lawfare contra o Presidente Lula e criar um embuste eleitoral para eleger na marra o seu miliciano. A única força real que existe no país é do povo brasileiro, pois a República foi derrubada e todas as Instituições trabalham contra o povo e não tem legitimidade.

Para simular poder, todo momento os militares tentam demonstrar uma força que não possuem e se valem de ameaças. Para contrapor essa histeria, o povo deve aproveitar da oportunidade da crise no Regime para contra-atacar os militares. Os militares que nos atacam são sustentados com dinheiro do povo, eles já provaram que são incapazes de defender o Brasil, uma vez que se subordinaram ao imperialismo norte-americano para destruir a propriedade nacional. Também deram poder para a operação do FBI no Brasil, a máfia da Lava-Jato. Não devemos nenhuma obediência à esses militares narcotraficantes e traidores da pátria!

Para adiar a revolta inevitável da população brasileira contra o golpe de Estado, os militares operam campanhas de distração. O objetivo é impor discussões sem relevância e roubar o tempo do povo, enquanto isso, a Ditadura militar avança gradualmente sobre nossos direitos e entrega o que sobrou da soberania nacional ao Imperialismo norte-americano e europeu.

As três redes de desinformação existentes são:

1) A rede própria de imprensa militar. Essa rede de desinformação, compostas por blogs, sites e canais de redes sociais apresentam militares com diversos arquétipos, que tentam atrair os mais diferenciados segmentos da sociedade, em especial o lumpensinato de classe média e a base neopentecostal. Bajulam constantemente o Estado Sionista de Israel para fazer uma mistura entre a defesa do Imperialismo e o fanatismo evangélico. Entretanto, Todos os canais convergem para a mesma agenda quando é preciso. Por exemplo, agora todos eles fazem a defesa das Forças Armadas na gestão do genocídio através da pandemia do coronavírus e constantemente atacam a questão do problema ambiental. Entretanto, a questão da entrega da Embraer para a Boeing não é problema para esses canalhas.

2) A imprensa colonial, Globo, Folha, Estadão e outras. A Ditadura fala em uma suposta “ofensiva midiática” contra eles, porém essa imprensa vocaliza todas as asneiras ditas por ministros sem relevância e sem legitimidade. Ela também apoia o programa neoliberal do “Brasil Colónia” e o Estado policial fascista. Exemplo disso, é que a imprensa colonial está fazendo um esforço para tentar reabilitar a Lava-jato, máfia que cometeu tantos crimes de lesa-pátria. Portanto, quem os militares querem enganar com essa conversa de oposição da imprensa? Já é fato histórico o conluio entre a imprensa colonial não só com e o golpe de 2016, mas desde a ditadura de 1964. Em documento desclassificado da CIA em 2015, foi evidenciado a relação do embaixador Lincoln Gordon com Roberto Marinho, dono do Jornal O Globo. Os EUA que investiram e controlam a estrutura midiática formada durante ditadura que continua vigente.

3) O mecanismo criado pelo imperialismo para sustentar o programa do “Brasil Colónia” é a rede encabeçada pela CNN Brasil e outros sites e mecanismos que se valem do falso debate de “transparência” e “luta contra as fake news”. A CNN nos EUA é uma emissora completamente sem credibilidade em seu país de origem, e aqui a primeira medida realizada pela CNN Brasil foi celebrar o aniversário da Lava-Jato, dizendo que essa máfia “recuperou” recursos, uma mentira já que essa operação do FBI destruiu nossas corporações, causou desemprego e desmontou nossa industria.

Em todo o golpe que os EUA dão, eles criam redes novas de imprensa para sustentar as mudanças de regime, agora criaram uma rede ligada diretamente ao imperialismo criando o caminho para se livrar das redes comandadas pela oligarquia e pelos pastores neopentecostais, que também são sustentados por igrejas gringas.

O papel dos instrumentos de midia criados pelo golpe de 2016, é impor notícias que o povo não escolhe para receber. Noticias que correspondem a um objetivo político concreto: sustentar o golpe de 2016. Por exemplo, o maior problema do povo brasileiro nesse momento é criar uma revolta popular e nacionalista aqui dentro para derrubar a ditadura militar. As informações úteis para os interesses do povo devem servir para esse objectivo.

Vemos tanto na imprensa do golpe quanto na imprensa de esquerda a predominancia de pautas impostas pelo Imperialismo. Por exemplo, Desde a eleição da Hillary Clinton que a questão das fake news viraram uma pauta para todos os jornais. Uma campanha cínica conduzida pelos meios que mentem o tempo todo e que servem para fortalecer ainda mais o estado policial.

Mesmo assim, parte da esquerda continua a defender o aprofundamento da mordaça no país, com o avanço da lei de combate a fake News, que na realidade é a maior das fake News. Pois o estado capitalista e os monopólios de comunicação que o controla, são os maiores propagadores de mentiras e calunias. Como então, que os maiores propagadores de fake News, vão combater as fake News?

É necessário que toda a esquerda por meio de suas organizações, partidos, sindicatos, etc., se unifiquem entorno da pauta da defesa intransigente da imprensa operária e da total e irrestrita liberdade de expressão. Não podemos atribuir poderes ao estado capitalista que o transforme em senhor da verdade. Apenas a imprensa operária e popular, pode revelar os fatos concretos assim como eles são! Permitir que os filhotes de Sergio Moro, que se encontram em todos os Fóruns do judiciário, ditem o que é verdadeiro ou falso, é permitir que a direita fascista tutele aquilo que pode ser dito ou não.

Sabia que a partir de 16 centavos ao dia você ajuda a imprensa popular e investiga a se manter? Acesse www.apoia.se/vozoperariarj para saber mais.

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