Relembrando que quem deu o golpe na Dilma foi a turma do Obama- Joe Biden

As eleições presidenciais nos Estados Unidos estão marcadas para ocorrerem no próximo dia 03 de novembro. Enquanto nosso país é destruído pelo golpe realizado pelos EUA, estamos podemos acompanhar posicionamentos de apoio aos candidatos norte-americanos por parte de brasileiros. Em primeiro lugar, é importante destacar que esse posicionamento (consciente ou inconsciente não importa) não se trata de um problema individual de “opinião”, mas são motivados pela vassalagem ao imperialismo ou da capitulação diante das pautas introduzida pela imprensa colonial (que tem interesse em fazer campanha favorável à Joe Biden). Direita e setores da esquerda torcem por quem será o carrasco que governará a Metrópole.

Setores da esquerda brasileira em vez de se preocuparem com as questões nacionais continuam se recusando a aceitar a realidade política do país. Sempre estão empenhados em desviar o debate político para questões irrelevantes, periféricas ou participar das campanhas de desinformação promovidas pela Ditadura Militar.

Devemos lembrar quem deu o golpe de Estado de 2016 e colocou o miliciano no governo federal não foi o Donald Trump, mas sim do Barack Obama. Na época o Diretor da CIA era John Brenna, um irlandês e católico, que esteve envolvido na organização da Primavera Árabe , um dos donos do The Intercept e membro da ala “democratica” do partido de Joe Biden.

A primeira coisa que José Serra e Aloysio Nunes (ambos do PSDB) fizeram após o golpe de Estado de 2016 foi se reunir com John Kerry, Secretário de Estado do governo Obama. Antes mesmo do resultado da votação do golpe no Senado, a diplomacia norte-americana tentava dar um carácter legal ao impeachment fraudulento contra Dilma, afirmando que confiavam nas “instituições” brasileiras.

Os primeiros indícios da participação dos EUA no golpe no Brasil remontam à 2014, quando houveram as denúncias do Wikileaks, revelando a espionagem norte-americana contra a Petrobrás. Também foram grampeados o gabinete da Presidente Dilma e ministros de Estado. Pouco tempo depois, o FBI ativou sua célula terrorista no Brasil, operação criminosa chamada Lava-Jato. Com a locuplencia do alto comando das Forças Armadas, a Lava-Jato destruiu o complexo industrial brasileiro, desestabilizou a economia e criou as condições para o golpe de Estado de 2016.

Foi a gestão de Obama, onde Joe Biden era vice, que foi enviado para o Brasil o agente da CIA Norman Duayne, que ajudou o general Etchegoyen, membro de uma dinastia de militares golpistas e neonazistas, a criarem a estrutura do Gabinete de Segurança Institucional, GSI, o governo de fato da ditadura militar atual.

independente de estar no poder Democratas ou Republicanos é prerrogativa do Estado imperialista norte-americano manter os status do Brasil colônia. Fazem dois séculos que a política externa dos EUA é norteada pela Doutrina Monroe, onde indica que não pode existir nenhum tipo de nacionalismo na América Latina.

Por essa razão, o Presidente venezuelano Nicolás Maduro afirmou que ninguém deve se enganar com Joe Biden, porque a política externa para a América Latina não muda entre republicanos e democratas. O primeiro objetivo do golpe imperialista foi atingido, a destruição do complexo aeroespacial brasileiro, o segundo passo é criar uma guerra na Venezuela, e nessa função Joe Biden se coloca como melhor operador do caos.

Em recente entrevista na emissora NBC da cidade de Miami na Florida, EUA, Biden afirmou que a política de Trump para a Venezuela enfraqueceu o poder norte-americano na região e prometeu aprofundar os ataques contra o povo da Venezuela.

Não é a primeira vez que Biden aremete contra a Venezuela, em 2014, Biden veio ao Brasil e atacou a venezuela. Maduro qualificou na época as declarações de Biden de abuso. Maduro lembrou que o ex-presidente democrata dos Estados Unidos Barack Obama ordenou em março de 2015 o congelamento de bens de sete funcionários venezuelanos nos Estados Unidos após declarar o país sul-americano uma ameaça “incomum e extraordinária” à segurança nacional e política fora dos EUA

Nicolás Maduro referiu-se às próximas eleições de novembro entre o republicano Donald Trump e o democrata Joe Biden e afirmou que Caracas não se importa com quem vence, porque não se trata de pessoas ou partidos, mas sobre “o mesmo política, a aplicação ilegal de sanções e medidas coercitivas e unilaterais ”. Ele argumentou que o bloco econômico que Washington exerce contra a Venezuela se desenvolve no marco de “uma estratégia global de longo prazo” e tem caráter bipartidário.

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