Nessas eleições municipais, o enfrentamento ao golpe de estado continua sendo a questão central

As eleições municipais de 2020 são utilizadas pelos golpistas para sinalizar a existência de uma democracia que eles mesmos derrubaram. Após perderem quatro eleições consecutivas, e promoverem uma jornada de manifestações falsas em 2013, os golpistas nao conseguiram vencer, no voto popular, o porgrama democratico-popular do PT, por isso, optaram por gerar um processo de impechement, sem crime de responsabilidade e posteriormente caçar os direitos do Presidente Lula, com um processo judicial fraudulento, sem prova e sem crime.

Desde o momento que os golpistas tomaram o poder, em nome dos interesses norte-americanos, as instituições (Congresso, Presidência, STF, Militares e outras) escolheram o povo brasileiro como alvo prioritário para seus ataques. Então, todos os tipos de ataque foram deferidos contra nossos direitos e a soberania nacional. O resultado dessa politica neoliberal e neocolonial do golpe de 2016, foi a caristia, desemprego, a volta do Brasil ao mapa da fome, a destruição da indústria e a pandemia veio para agravar ainda mais o genocídio intencional do regime golpista contra nosso povo.

O golpe é continuado e avançar conforme não encontra resistência popular. Para aplicar o seu programa os golpistas precisaram implementar uma ditadura, que se esconde atrás dos ritos de uma democracia inexistente. Como podemos falar em democracia em um país com brutal desigualdade, com mais da metade da população desempregada ou em trabalho precário, com a terceira maior população carcerária do planeta, onde 200 mil pessoas perderam a vida pelo genocídio promovido com o coronavirus e com um estado policial que assassina 80 mil pessoas por ano?

Com a inoperância da política das oligarquias, representadas pelo PSDB e DEM, que prederam 4 eleições seguidas, os militares tiveram que criar um governo diretamente, precisaram da ajuda dos EUA, e formaram o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), como governo de fato da ditadura que emergiu com o golpe, representante dos militares, foi escolhido o miliciano fascista, que tem como função transmitir virtualmente a sensação que ocorreram eleições e entreter o público com suas polêmicas diárias.

Apesar do miliciano nao ser a opção preferencial da oligarquia nacional e não passar de um joguete na estratégia de poder do imperialismo para a América Latina, a oligarquia não conseguiu dar poder ao seu representante direto, a operação Aécio não deu certo e Alckmin foi um fiasco. Fascistas neoliberais (militares) e neoliberais fascistas (PSDB e DEM) simulam oposições e brigas, porém ambos concordam com a subserviência aos e EUA e reimplantar a escravidão contra o povo.

Dentro desse quadro, as eleições municipais de 2020 se enquadram como uma simulação para as eleições de 2022, onde a burguesia tenta a reabilitação do centrão representado pelo PSDB/DEM.

Nesse esforço, a Ditadura opera em várias frentes, as principais são:

1) promovendo a politica da Frente Ampla (neoliberal), tenta, através de pesquisas eleitorais fraudulentas, criar um apoio vistual aos candidatos da Frente Ampla, impulsionando seus nomes nas redes, cedendo espaço na mídia colonial para criar uma opção golpista de esquerda a politica nacionalista e popular do PT. Os principais candidatos dessa frente tem sido Boulos em São Paulo e Marta Rocha no Rio, que estão sendo fortalecidos para ajudar a direita a manter o golpe em 2022, criando confusão e desistabilizando a politica do PT.

2) Impulsionar uma política similar a operação Biden criada pelo imperialismo nos EUA, aqui tentam replicar a estratégia com o PSDB e DEM, criando uma oposição falsa entre neoliberais fascistas e fascistas neoliberais, colocando a esquerda como massa de manobra na politica da frente ampla como avalistas para reabilitação do PSDB.

3) Usando as Instituições, que sempre estão atacando o povo e que não possuem nenhuma legitimidade, para implementar leis eleitorais abusivas, acoçar o Partido dos Trabalhadores com processos judiciais de lawfare, usar o congresso para implementar a censura e entre outros ataques ao direito eletivo do povo.

Diante de todo esse quadro, setores da esquerda continuam atuando como fazem a 4 anos, fingir que o golpe não existe e virar a página da realidade política nacional, se colocam como administradores do caos pela politica do imperialismo contra o Brasil, gerando confusão e aplicando todos os esforços para manter seus empregos institucionais a custa de vender a farsa democrática que mantém a Ditadura do GSI.

O Partido dos Trabalhadores deu um passo importante ao lançar antes das eleições o programa para reconstrução nacional, porém essa reconstrução passa necessariamente pelo enfrentamento ao golpe. A esquerda não pode seguir atuando como se o golpe não existisse, e a estrategia para vencer o golpe deve ser chamar e organizar o povo para a luta politica.

Nesse sentido, urge lançar um movimento nacional para defender os direitos políticos do Presidente Lula, anular todos os processos da Lava-jato e garantir que Lula seja candidato. No Rio de Janeiro, o Comitê Volta Dilma deu um passo importante para esse caminho ao relançar a campanha pela anulação do golpe. Ao defender a anulação do golpe se desnuda a perseguição política das Instituições apodrecidas ao povo e cria o precedente para reverter todos os ataques do golpe de 2016 para cá.

O ano de 2021 será o ano do aprofundamento da crise economica, que combinado com a pandemia que não tem nenhuma solução, amplia as ameaças a vida da população seja pela politica de fome da Ditadura ou pela crise sanitaria intencional.

Portanto, é fundamental defender que o povo recupere o governo já. O povo não tem tempo de esperar por um outro golpe nas eleições de 2022. Para isso, o governo de emergência do Partido dos Trabalhadores para colocar em prática as medidas de defesa da vida do povo são essenciais para superar a situação politica atual. Essa estratégia de poder só será possível quando colocarmos o povo em movimento e desfazer qualquer tipo de confusão, pois o enfrentamento ao golpe de Estado continua sendo o ponto central.

Abaixo o golpe nas eleições!

Abaixo o golpe e o governo da Ditadura Militar!

Pelo governo de emergencia do PT!

Pelos direitos politicos do presidente Lula!

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