VOTO 13 NA LEGENDA E BENEDITA PREFEITA

Prezados camaradas, amigos e leitores do Jornal Voz Operária. Em 23 de setembro do ano em curso, lançamos um editorial para iniciar o debate acerca das eleições municipais. Hoje retomamos o editorial para uma avaliação do avanço da situação política e realizar um balanço preliminar da atuação da esquerda no final desse processo. 

No mundo inteiro impera um estado de exceção, no qual o poder do voto popular é eliminado e as organizações políticas dos trabalhadores são perseguidas. Eleições que elegem candidatos nacionalistas são questionadas e, caso assumam o poder, estão sujeitos aos golpes de Estado orquestrados pelo Imperialismo. O Fundo Monetário Internacional afirma que após a pandemia, o mundo vai ter que realizar um novo Bretton Woods, ou seja, anuncia para todos países o aprofundamento da agenda neoliberal para terminar a destruição de todos direitos. 

No Brasil, após 4 anos, o golpe de Estado avançou de maneira avassaladora contra a soberania nacional, em parte por conta da apatia e da conivência da esquerda nacional, que aposta pela política de coexistência pacífica com os golpistas. O imperialismo em conjunto com a oligarquia declararam uma verdadeira guerra ao nosso povo: descalabro intencional na crise sanitária, desemprego, fome e destruição da indústria nacional. Os problemas são de tamanha grandeza que não será por meio do uso das instituições apodrecidas que superaremos a agenda do imperialismo contra o Brasil. As rebeliões populares no Chile e Bolivia, e a resistência do povo venezuelano, são provas que somente o povo organizado e consciente da vocação patriótica podem recuperar a soberania nacional solapada pelo imperialismo.

Apesar desse quadro, a denúncia do golpe de Estado simplesmente desaparece no programa político de todos os candidatos da esquerda. Baseado em um republicanismo falido e de maneira esquizofrênica, o conjunto da esquerda evita falar das questões nacionais e foca a campanha em problemas domésticos. Quando a pauta do golpe surge, é defendida de forma performática para simular uma resistência, que não passa do discurso político.

Para nós é bem claro que essas eleições são na realidade uma manobra política dos golpistas para perpetuar a farsa democrática que sustenta a Ditadura Militar instaurada no Brasil a partir do golpe de Estado de 2016. Os golpistas buscam dar legitimidade às instituições apodrecidas que só atacam o povo. No final dessa farsa, a mídia colonial apresentará um quadro falseado para 2022: “O PT está morto”, retórica repetida com exaustão ano após ano. Uma mentira que serve para promover o candidato da Frente Ampla para serem avalistas em 2022 . Ou seja, reabilitar os neoliberais fascistas para uma nova fase do golpe de Estado. O Editorial mentiroso da Folha afirma que o PT está “no fundo do poço”, simplesmente ignorando a realidade, exemplo claro desse esforço de promover uma esquerda adaptada ao golpe, no caso o PSOL e os demais apoiadores da Frente Neoliberal (ampla). 

Esse quadro caótico já era previsto antes das eleições. Porém, no município do Rio de Janeiro, o Voz Operária defendeu antes de todos os setores dentro do PT a campanha da chapa própria. Após uma árdua campanha e articulações internas, foi somente com a desistência de Freixo, quando ficava ainda mais óbvia a impossibilidade da coligação de subordinação do PT carioca ao PSOL, que as correntes e a burocracia decidiram abrir mão da sua política equivocada e lançar o nome de Benedita da Silva como prefeita. Os meses que o partido perdeu em discussões internas sem sentido, são cobrados hoje, resultando em um grande peso que se traduz por uma falta enraizamento da campanha e despolitização. 

Entretanto, o movimento tem suas contradições e é perceptível o salto qualitativo da campanha da Benedita em relação às campanhas passadas ou em comparação às demais campanhas do campo da esquerda. É uma candidatura que defende o legado dos governos Lula e Dilma e que prioriza a periferia e favelas da cidade. Uma votação expressiva e a aglutinação daqueles que lutam contra o golpe em apoio à Benedita facilita a organização e resistência ao golpe em um futuro próximo, também rompe com o isolamento que os golpistas tentam impor ao PT. 

Trabalhando no sentido de fortalecer a organização daqueles que lutam contra o golpe, o Voz Operária identificou a necessidade do campo democrático, popular e nacionalista disporem dos seus própios instrumentos de imprensa. Por isso, lançamos em 2019 uma campanha para reativar a imprensa operária do Voz e garantir que tenhamos um jornal impresso que ajude na educação, informação e organização da rebelião nacional contra o imperialismo.

Entendendo que, apesar de se tratar de uma eleição municipal, esse processo tem um peso nacional. Portanto, indicamos aos nossos leitores o voto no 13 em todas as cidades do Brasil, e pedimos apoio às candidaturas de base do partido, sobretudo aquelas que tem apresentado novos quadros que entenderam a urgência do combate e entraram recentemente para o Partido dos Trabalhadores, nesse contexto de perseguição nacional, justamente para defendê-lo.

Sabia que a partir de 16 centavos ao dia você ajuda a imprensa popular e investiga a se manter? Acesse www.apoia.se/vozoperariarj para saber mais.

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