Passado o narcotizante eleitoral, vamos ao que interessa: Luiz Inácio Lula da Silva para Presidente da República!

Por Gabriel Araújo

As eleições de 2020 foram uma fraude do começo ao fim. 

Militares pela primeira vez na história foram colocados como fiscalizadores do processo eleitoral; milhares de títulos foram cancelados assim como foi em 2018, onde ocorreu o cancelamento de 3 milhões de títulos na região nordeste; a direita golpista (Frente Ampla) escolheu seu suposto líder de esquerda domesticado; as candidaturas e lideranças do Partido dos Trabalhadores sofrendo perseguições judiciais, policiais e midiática; grande parte da esquerda oportunista e apoiadora do golpe de Estado se valeu do processo eleitoral para legitimar a formação da Frente Ampla (DEM, PSDB, PSB, PDT, PCdoB, PSOL, etc.) pró-imperialista para que essa tenha força política de chegar ao Palácio do Planalto em 2022 e para destruir o Partido dos Trabalhadores, a Central Única dos Trabalhadores, o Movimento Nacional de Luta pela Moradia e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra; diversos candidatos de direita, inclusive da ala repressiva do Estado (policiais, militares das forças armadas, ex-juízes), se candidataram em partidos de esquerda para se infiltrar e cometer estelionato eleitoral; ocorreram inúmeras sabotagens internas no próprio Partido dos Trabalhadores por parte dos infiltrados frenteamplistas que cumpriam o papel de desmobilizar as candidaturas do partido, minar o máximo possível as denúncias das atrocidades promovidas pelo golpe de Estado e contra as perseguições ao Presidente Lula e a Presidenta Dilma; entre outras aberrações.

Mesmo com todo o aparato repressivo e com a burocracia da esquerda capitulada, em uma ampla campanha de apologia às mazelas do golpe e de apoio aos candidatos da burguesia, o descrédito por parte da população no regime político burguês ficou nítido, com o grande crescimento de abstenções, brancos e nulos, em relação aos processos eleitorais anteriores.

O Partido dos Trabalhadores, pelo menos no plano eleitoral, conseguiu estancar a sangria. Teve um aumento nos números gerais de votação de 3%, apesar do recuo no controle das capitais e cidades de médio porte. E mesmo nessas cidades com eleitorado acima dos 200mil, houve um crescimento no número de votos de 20% no primeiro turno, ou seja, o maior crescimento do conjunto dos votos ocorreu nas principais cidades do país. 

Uma situação que difere dos elementos ditos de esquerda que adentraram de cabeça no golpe de Estado, como é o caso do PCdoB que teve uma redução de 50% no número de prefeituras, o PDT que teve uma grande queda no número de votos gerais para prefeito no primeiro turno na casa de 15%, o PSB que viu reduzir sua votação geral para prefeito em 40%. Apenas o PSOL teve um pífio crescimento que ocorreu apenas porque se vendeu para os grandes capitalistas, principalmente os grandes monopólios de comunicação criados na ditadura militar, como a Globo, Folha de São Paulo, Estadão, Veja, etc. O que se percebe, é que esses elementos ao defenderem a agenda neoliberal e ao tentarem dar legitimidade ao golpe de Estado, por se submeterem a uma agenda antipopular e de aumento dos ataques contra o povo trabalhador, esses tem de amargar um processo de desmoralização e descrédito diante das massas. Esse é o preço que se paga pela traição ao povo brasileiro!

De forma geral, a estagnação eleitoral da esquerda já era de se esperar e inclusive este órgão de imprensa operária já havia previsto tal situação. Afinal, a esquerda abriu mão de fazer sua defesa diante de tamanhas perseguições que vem sofrendo desde o golpe de 2016, para legitimar essa ofensiva contra-revolucionária, abdicando da luta contra o golpe para galgar alguns carguinhos parlamentares e nas prefeituras falidas. Se colocando como gestores do caos promovido pela avalanche neoliberal de saque do patrimônio nacional e de submissão do orçamento público ao pagamento da dívida pública com os monopólios bancários internacionais. Nesse sentido, a esquerda faz isso, porque no momento em que a repressão tiver um determinado aumento, a mesma vai fugir para os grandes centros capitalistas, deixando o povo pobre e as verdadeiras lideranças populares à mercê das perseguições coordenadas pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Se hoje a esquerda conseguiu manter alguma coisa do que possuía se tratando de “espaço” institucional, isso se deve única e exclusivamente ao prestígio do Partido dos Trabalhadores, da Presidenta Dilma e do Presidente Lula, junto as amplas massas trabalhadoras, por conta das reformas sociais nunca feitas na história deste país e que apenas se efetivaram com um operário e uma mulher ex-guerrilheira comandando o Palácio do Planalto.

Toda a esquerda de conjunto não poderia ir além do que foi durante esse processo eleitoral, por conta da estratégia escolhida. De forma geral, há um consenso entre a burocracia da esquerda em implementar uma oposição consentida aproximada ao que foi o partido da ditadura militar, PMDB de Michel Temer. Todas as forças da esquerda estão direcionadas para a ilusão da luta institucional, em um plano estratégico. Isso poderia até render algo para o conjunto da luta dos trabalhadores, se fosse adotada uma tática que pudesse efetivar um avanço da esquerda nesse plano. Avanço esse que historicamente apenas se dá com as amplas massas trabalhadoras mobilizadas e envolvidas nos processos. Algo que não ocorre desde as eleições de 2002, quando o país se encontrava prestes a ter um processo de ebulição social e a burguesia teve de fazer um recuo estratégico, aceitando que o PT assumisse a Presidência da República. 

As lideranças da esquerda, porém, tentam nutrir que uma adaptação as regras do jogo como estão postas desde o golpe de 2016, em um processo de fingir que não existe golpe e tampouco repressão, pode render algum saldo. A história tem mostrado que pelo contrário, essa tática defensiva e frouxa, tem nos levado a sucessivas derrotas e a desmoralização diante das massas. 

A esquerda quer dar o status aos petistas de cidadãos de segundo plano, o mesmo que ocorre com os negros historicamente nesse país. Sendo que esta porcaria de esquerda só é alguma coisa na fila do pão, por conta do PT! Apoiaram o PT em todas as capitulações e agora querem, assim como todo o conjunto da direita golpista, imputar ao PT toda a desgraça que acontece no mundo. 

O PT, para estes traidores, serve apenas para as manobras de estelionato eleitoral da esquerda. Esperneiam aos quatro cantos do país junto a imprensa burguesa, que o PT acabou. Porém esses oportunistas não abrem mão de tentar vincular sua imagem aos processos de reforma social promovidos pelo PT. Querem, assim como os golpistas, colocar o PT e suas lideranças na clandestinidade. Pobres trouxas, que pensam que vão ficar com o saldo de alguma coisa rifando o partido que possui maior penetração nas massas trabalhadoras. O resultado das eleições demonstra exatamente o que ocorrerá se todo o conjunto da esquerda permitir que o PT seja destruído.

Aqueles que estão decididos a levar a luta contra o golpe até as últimas consequências, precisam se desprender das ilusões institucionais e somar-se aos demais combatentes em algo que realmente pode colocar a pilhagem do país abaixo. Ou seja, é preciso colocar toda a máquina de organização dos trabalhadores em marcha para defender a soberania nacional e colocar um legitimo representante do povo trabalhador para coordenar os trabalhos políticos de demolição de todo o aparato golpista que foi erguido desde 2016. 

Tal processo de retomada da democracia e da soberania nacional, apenas pode ser realizado se a base do PT, CUT, MST e MNLM, for mobilizada e organizada com o objetivo central de atuar de maneira consciente na eminente rebelião social que se avizinha. E atuar de maneira consciente nesse processo, é atuar na defesa intransigente dos direitos políticos do Presidente Lula e pela sua candidatura à Presidência da República; é atuar contra a perseguição judicial contra a Presidenta Dilma; é atuar contra os agentes infiltrados que fomentam as tendências ilusórias que defendem a nossa adequação as regras institucionais dos golpistas!

Abaixo o golpe!

Lula Presidente!

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