A “Antipolítica” de Saúde DOS GOLPISTAS

Não é de hoje, a partir do advento da Pandemia, que a discussão sobre a falta de uma política de saúde séria é feita, muito além das preocupações extemporâneas da esquerda midiática, os discursos de Bolsonaro são os por menores dessa questão, são no caso as práticas, ou em alguns casos a falta dela, que são os problemas na atual “antipolítica” de saúde do governo golpista.

Antes mesmo da pandemia, a notícia de mais um discurso midiático do governo havia feito um estardalhaço pela mídia e pela esquerda midiática, de que Bolsonaro afirmou que “aidéticos são custosos para o país” (sic), já atualmente o maior dos problemas neste âmbito se apresenta:

O Ministério da Saúde deixou por vencer o contrato de testagens para SIDA (AIDS) e Hepatites Virais pelo SUS, podendo deixando milhões de pessoas sem assistência à saúde.

O problema desse caso são que testes são fundamentais para a definição do tratamento mais adequado a cada paciente, tirando a importância da atenção primária, retirando a importância do atendimento inicial ao paciente, podendo causar aumentar os gastos em até 30%, isso afirmado desde 2008 pelo Conselho Nacional de Secretário de Saúde, e confirmado que ao chegarmos em 2016 só no Rio de Janeiro a política de APS por meio das Clínicas da Família diminuíram a internação por doenças crônicas (Hipertensão e Diabetes) caiu em 38,5% em comparação com 2008.

Atualmente o Brasil era visto como referência mundial na ONU no tratamento de pacientes com SIDA, o atual tratamento consiste num coquetel complexo de medicamentos, que possuem efeitos medicamentosos e adversos muitos complexos, deixando claro a importância para a testagem, sem a mesma é impossível definir o melhor tipo de tratamento ao paciente, dificultando o trabalho de Médicos e Farmacêuticos para uma definição clara de tratamento, e de equipes de Enfermeiros e Técnicos de Enfermagem por aumentar a internação de pacientes, diminuindo também a qualidade de vida média dos pacientes, que é o principal alvo para doenças crônicas sem cura.

Lembremos também que a Lei 9.313 de 13 de novembro de 1996 estipula que:

Art. 1º Os portadores do HIV (vírus da imunodeficiência humana) e doentes de AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) receberão, gratuitamente, do Sistema Único de Saúde, toda a medicação necessária a seu tratamento.

§ 1° O Poder Executivo, através do Ministério da Saúde, padronizará os medicamentos a serem utilizados em cada estágio evolutivo da infecção e da doença, com vistas a orientar a aquisição dos mesmos pelos gestores do Sistema Único de Saúde.

§ 2° A padronização de terapias deverá ser revista e republicada anualmente, ou sempre que se fizer necessário, para se adequar ao conhecimento científico atualizado e à disponibilidade de novos medicamentos no mercado.

Art. 2° As despesas decorrentes da implementação desta Lei serão financiadas com recursos do orçamento da Seguridade Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, conforme regulamento.

Art.3° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 4° Revogam-se as disposições em contrário.

Tendo em vista o claro desmantelamento do Ministério da Saúde e do SUS, não por óbvio inicial deste governo, mas também na imagem de Mandetta, antigo ministro da saúde que afirmou que iria colocar um dedo no debate sobre a manutenção da integralidade e universalidade do SUS teve que engolir a seco esse discurso em 2020, por medo de se tornar corresponsável pelas mortes na Pandemia, fazendo o então conservador que afirmava que a gratuidade deveria ser discutida a vestir o colete e atualmente fazer um discurso demagógico de defesa do SUS, por medo do que vinha se acovardou e agora mente descaradamente.

Como seria possível definir o melhor tratamento medicamentoso sem informação proveniente dos testes? O Governo golpista decide atacar o SUS desmantelando tudo o que for possível, não à toa está usando novamente as táticas de desinformação sobre vacinas e além disso não apresenta um programa de vacinação completo, não consegue nem ao menos explicar como será a política de infraestrutura e de insumos no planejamento, já que atualmente o governo não possui nenhum tipo de planejamento para confecção de seringas e refrigeradores que estão em falta para a demanda de um plano de vacinação nacional neste nível.

O governo golpista novamente se apresenta como uma barreira para o desenvolvimento de uma política de saúde séria, para um militar da ativa no comando “especializado em logística”, que precisou alterar a data de vencimento dos testes para COVID-19 na canetada para fugir da responsabilidade, mostra toda a incompetência para gerir um estado-nação, mostrando novamente a subserviência do exército brasileiro em servir a um projeto antipatriótico, antinacionalista, antidemocrático e antipovo, representado não somente na construção do golpe de 2016, mas também nos risos de canto de boca em se mostrar como “pau mandado” de um general para um capitão, mostrando que para destruir o Brasil até a hierarquia militar pode ser desrespeitada.

Só cabe a população, portanto, uma pressão popular pela retomada de um projeto Nacional-Democrático-Popular que tenha por definição e rumo uma política de saúde que tenha única e exclusivamente o bem estar da nação.

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