Sem enfrentar essas Forças Armadas o PT não governará e nada mudará no Brasil

O general Edson Pujol, chefe das Forças Armadas, insiste na falsa propaganda que tenta desvincular os militares do seu governo golpista. Mesmo sendo os generais traidores do Alto Comando os principais artífices do golpe de Estado de 2016, o Chefe das Forças Armadas quer se eximir dos crimes de lesa-pátria e de genocídio promovidos contra o povo brasileiro, principalmente das 200 mil mortes resultantes do manejo intencional da crise sanitária.

Para sustentar a afirmação mentirosa que os militares “não governam”, Pujol diz que os “militares não tem partido”. Entretanto, esse traidor tem orgulho de carregar na sua farda o escudo do Exército norte-americano.

Pujol foi treinado na Army Armor School, antiga Escola das Américas. Esse centro de operações que foi responsável por adestrar todos os antigos ditadores da América Latina, inclusive os pais (literalmente) dos atuais militares ditadores do Brasil.

No site oficial do U.S Army Armor Scholl afirma que “sua principal missão é treinar soldados do Exército norte-americano”, ou seja, o verdadeiro Exército do general Pujol é o norte-americano.

Se os Estados Unidos não permitem que nenhum país treine os seus militares, porque os nossos militares devem ser treinados nos EUA? Obviamente os EUA formam oficiais no mundo todo para ocupar posições de poder e garantir a administração das suas colônias. Por isso, a última coisa que o traidor Pujol vai fazer na vida é defender a soberania nacional, pelo contrário, ele é soldado do país que mais ataca o Brasil, o Império norte-americano.

Os militares deram o golpe de Estado, chantagearam o Supremo para manter o principal candidato à presidente preso (Lula), abriram os quartéis para a campanha eleitoral do miliciano e fazem política o tempo todo, usando as armas e os recursos que eles sugam do país. Quem dá golpe de Estado faz política.

Quando os militares decidiram intervir no Rio de Janeiro, em 2017, ampliaram o poder das milícias, que eles controlam, e colocaram um miliciano na presidencial justamente para concentrar o fogo das críticas, enquanto eles governam pelo Gabinete de Segurança Institucional.

Lembrando que na época quem governava o RJ era o general Braga Netto, atual Ministro da Casa Civil, como seria possível imaginar que as milícias cresceram sem o apoio do Exército? Ou Braga Netto é mais um chefe de milicia ou é um incompetente completo, na dúvida entre duas questões sempre são ambas.

Com essa manobra de por um bandido para trair atenção do público, os militares preservar suas posições de poder. Por tanto, não importa o que dizem esses militares hipócritas e traidores, pois todos eles são ilegais e só estão no poder porque deram golpes de Estado (1964 e 2016).

Os ataques da agenda neoliberal (reformas e privatizações), a crise econômica e sanitária fizeram cair por terra a operação de marketing que dizia que o golpe tinha apoio popular. Nunca tiveram apoio, mesmo nos momentos mais favoráveis: jornadas de junho e manifestações do golpe em 2015/2016. Agora, para preservar seus poderes, os militares apostam em uma nova operação, a Frente Ampla, tentando atrair toda oposição ao golpismo para um golpismo de oposição. Criam falsas diferenças que servem para sustentar a agenda antinacional e neoliberal, através do discurso do “mal menor’.

Esse medo de Pujol de evitar a politização das Forças Armadas demonstra duas questões: A preocupação de que ocorra no Brasil uma rebelião (que eles não consigam manipular e ganhe dimensões populares e nacionalista) ou uma possível mobilização entre soldados e baixa patente dado o agravamento das condições de vida de toda a população.

O povo brasileiro tem o dever patriótico de expulsar todos os militares covardes e traidores que deram o golpe de Estado de 2016 e insistem em permanecer no poder através da manobra da “Frente Ampla”.

Qualquer programa político verdadeiramente nacionalista deve defender de imediato um programa de refundação das Forças Armadas, que será aplicado apenas nos marcos de uma nova Constituinte. Sem enfrentar o poder militar, qualquer governo estará sujeito as intervenções do imperialismo.

Durante os 12 anos em que o Partido dos Trabalhadores foi governo adotaram a política de coexistência pacífica com aqueles que são treinados e financiados para dar golpes. Ao contrário de avançar em uma agenda nacionalista dentro das Forças Armadas, se ampliaram os recursos, nossos militares foram treinados (em golpes de Estado) nas operações da ONU e cargos políticos foram distribuídos para eles, inclusive para o general Heleno, denunciado por roubar no Comitê Olímpico.

Somente no final do governo Dilma que se avançou gradualmente na questão da punição dos militares com a criação da Comissão Nacional da Verdade, mas já era tarde e estávamos com um golpe em marcha. Governaram com a constituição e com o sistema político apodrecido fundado pela Ditadura, e mesmo agora, depois do país tomar um golpe, muitos dentro do PT se recusam a entender a necessidade de uma Constituinte.

Por isso, de imediato defendemos como pontos essenciais para a refundação da Forças Armadas os seguintes eixos programáticos:

1 – Abertura imediata dos arquivos da Ditadura militar de 1964, com o estabelecimento de pena capital por traição à pátria de todos os militares golpistas de 1964 e 2016,

2 – Dissolução do atual Alto Comando das Forças Armadas, ampliação do número de vagas do Alto Comando e eleição dos seus membros;

3 – Revogação da Lei de Anistia e do Artigo 142;

4 – Confisco de todas as fortunas feitas pelos militares através do golpe, narcotráfico e privatizações durante o período que eles foram governo,

5- Fim dos privilégios dos oficiais militares e de suas super-aposentadorias;

6 – Fim de qualquer tipo de formação dos nossos militares no exterior, em especial nas Operações da ONU e centros de formação norte-americano;

7 – Fim do atual sistema de promoção de patentes, que deve ser substituído por concurso público que quebre as atuais restrições financeiras e de indicação política das oligarquias militares;

8 – Renacionalização da Base de Alcântara, entregue ao imperialismo pela ditadura militar;

9 – Estatização da Embraer, vendida e falida pelos generais traidores da pária;

10 – Expulsão imediata da Mossad, FBI e CIA do território nacional e o fim de sua ingerência nas nossas polícias;

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