EUA usaram mesmas técnicas do golpe contra o Irã para derrubar o governo Dilma

A Operação Ajax, idealizadas durante os governos dos presidentes estadunidenses Truman e Eisenhower, foi um operativo da CIA (Agência Central de Inteligência), em conjunto com o Reino Unido, onde executaram o golpe de Estado contra o Presidente nacionalista do Irã, Mohammed Mossadeq, como confirmam documentos da própria CIA revelados em 2000. Em 2013, a CIA reconheceu oficialmente seu envolvimento no golpe militar no Irã.

Durante a década de 1950, forças nacionalistas chegaram ao poder em muitos países do Oriente Médio. Os governos mais conhecidos foram dos presidentes Gamal Abdel Nasser, no Egito e Mossadegh, no Irã. Em 1951, o Presidente iraniano nacionalizou o petróleo e expulsou a Anglo-Iranian Oil Company, empresa de capital britânico e norte-americano do território nacional.

Dois anos mais tarde, em 1953, foi consumado o golpe de Estado norte-americano, levando ao poder o Xá Reza Pahlevi, como representante dos interesses do imperialismo anglo-americanos naquela nação.

A Operação Ajax prova que o imperialismo utiliza diversos instrumentos quando o que está em jogo é a luta pela afirmação da questão nacional e o controle dos recursos naturais de qualquer país vistos por eles como colônia. Os métodos aplicados pelo imperialismo norte-americano no golpe militar no Irã de 1953 são utilizados até hoje no mundo inteiro.

O que está acontecendo agora no Brasil é uma repetição do roteiro que os norte-americanos realizaram na nação persa. Após o golpe, a CIA juntamente com os militares daquele país criaram a SAVAK (Organização Nacional de Segurança e Inteligência). Era através desse organismo que a Ditadura estabelecida pelos EUA no Irã se alicerçava. Já aqui no Brasil, a CIA criou o Gabinete de Segurança Institucional, que assim como a SAVAK, reúne todos os órgãos principais de segurança e de governo.

Naquela época, a CIA também criou uma técnica militar chamada pseudo-team. Essa técnica consiste em criar um clone falso de um grupo ou segmento alvo da guerra imperialista. Naquela época, para mobilizar os clérigos xiitas contra o presidente nacionalistas, o CIA criou diversas organizações terroristas, que se autodeclaravam comunistas, uma espécie de réplica do presidente, assim os EUA puderam enganar, mobilizar e derrubar o governo.

No Brasil, a partir de 2013, o movimento golpista se apropriou das símbolos nacionais para simular uma defesa do país. Entretanto, esse movimento artificial serviu para derrubar o governo nacionalista de Dilma e justificar o processo de destruição do complexo aeroespacial e industrial brasileiro. A todo momento os inimigos do Brasil estão fingindo ser nacionalistas justamente para destruir o conceito de nacionalismo.

Não é difícil desmascarar que os militares e todos os golpistas são entreguistas e traidores. Todo o histórico e práticas da direita são provas que eles não são nacionalistas. Entretanto, é importante notar que, assim como no golpe do Irã, os Estados Unidos estão tentando através do seus funcionários desmoralizar o conceito de nacionalismo. Isso comprova que, o alvo do golpe de 2016 é a destruição completa do Brasil e que para derrotar os EUA é imprescindível uma rebelião nacionalista e popular aqui dentro.

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