DITADURA do GSI: um governo de desgraça nacional – Coluna

Por Gabriel Araújo

Antes mesmo da chegada da pandemia a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) e a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), ambas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já revelavam o desastroso desempenho de ambos os setores da economia nacional no primeiro trimestre do ano (lembrando que ainda não havia medidas de “isolamento” social).

Não obstante, conforme mencionei na coluna anterior a esta, o próprio Ministério da Economia por meio da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho no documento “Estatísticas do Seguro-Desemprego”, registrou a soma de pedidos de seguro-desemprego nos três primeiros meses do ano de 2020 maior que todo o acumulado durante o ano de 2019.

Sem contar que antes da chegada da pandemia em março passado, as estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) divulgadas pelo Boletim Focus do próprio Banco Central do Brasil (Bacen), vinham de 13 semanas consecutivas de redução na previsão de crescimento.

Atualmente o Brasil, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Continua (Pnad-Continua) realizada pelo IBGE, chegou ao recorde da série histórica da taxa de desocupação, que está em 14,6%. 

Mesmo com o auxílio-emergencial aprovado pelo Partido dos Trabalhadores junto aos demais partidos de oposição, nosso país retornou ao Mapa da Fome. Agora com o fim do auxílio-emergencial, esse número irá disparar, fazendo-nos lembrar dos tempos de fome da era Fernando Henrique Cardoso (FHC) – PSDB. Esse retorno ao Mapa da Fome se deu por conta das medidas de entrega do patrimônio nacional para os bancos, ao invés de dar condições materiais para que os trabalhadores enfrentassem a pandemia e a crise econômica. 

Isso fica nítido com a disparada do preço da cesta básica durante o ano de 2020, que de acordo com a Pesquisa Nacional de Cesta Básica de Alimentos realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), esse aumento ocorreu em todas as 17 grandes cidades pesquisadas. 

Segundo o IBGE através do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), o acumulado em todo o ano passado foi de 4,23%. Apenas na área de Alimentação e Bebidas, a soma total da elevação percentual do ano passado foi de 14,36%. Toda essa alta nos preços dos alimentos vem acompanhada pela política de destruição do salário mínimo, que não tem aumento real desde a derrubada da Presidenta Dilma. Curioso é que um dos pretextos para o golpe foi justamente o controle inflacionário, que como vemos, vai de mal à pior, e inclusive já criaram uma nota de duzentos reais prevendo a desvalorização do real e do poder de compra dos brasileiros.

Mesmo com todo esse desastre numericamente comprovado e sustentado pela Frente Neoliberal (Ampla), que é base do governo Bolsonaro e principal responsável por colocar os militares no poder, tentam iludir o povo que a saída para a resolução desses problemas reside em uma subordinação da agenda de luta dos trabalhadores para fazer avançar um programa neoliberal que fará o governo Bolsonaro parecer uma brincadeira de criança.

Foi a Frente Neoliberal no parlamento que aprovou junto com Temer e Bolsonaro, sob o aval do Supremo Tribunal Federal (STF), a Reforma da Previdência e Trabalhista, a MP da Liberdade Econômica, a Carteira Verde e Amarela, o fim do Minha Casa, Minha Vida, a entrega da Embraer, da Base de Alcântara, a destruição do programa nuclear brasileiro e da Petrobrás. Porque esses senhores que destruíram praticamente todas as empresas públicas brasileiras, as políticas sociais e toda a legislação trabalhista do país, iriam salvar os trabalhadores brasileiros? Não são eles os responsáveis pelo fim do auxílio-emergencial? Qual sentido para essa aliança, se não uma manobra colocar um holograma de FHC para intensificar os caprichos do FMI, do Banco Mundial, do FED e da OCDE? 

Relegar o povo revolucionário brasileiro, que já tornou este país um dia em quinta maior potência econômica mundial, a este destino repleto de fome, miséria, repressão e desgraça, é a mais plena demonstração do espirito de vira-latas que tem entranhado nas diretrizes políticas da esquerda nacional. É ter um profundo desprezo por este povo e por suas conquistas históricas. É querer afundar nossa rica história de lutas encarniçadas contra a espoliação imperialista e colonial, a mais completa humilhação!

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