Todos os golpistas de 2016 são responsáveis pelo genocídio no Brasil hoje

No Brasil, desde quando chegou a Pandemia, cada estado da federação foi abandonado para criar sua própria política sanitária por resultado da ausência de orientação do governo federal. O comunicado do dia 01 de fevereiro, da Organização Mundial da Saúde, indica que 224.504 dos nossos compatriotas morreram e 9.204.731 milhões foram infectados. No ranking, o Brasil é o segundo país com o maior número de mortes e o terceiro em número casos, mesmo com toda a subnotificação e a falta de testagem da população.

Soma-se a tudo isso as tensões sociais e políticas decorrentes da crise económica e institucional gerada pelo golpe de Estado de 2016. O Dieese aponta o aumento do preço da cesta básica em todas as capitais do país e que 60% do salário mínimo é destinado para custeá-la; Já o desemprego histórico, atinge metade da população.

A crise no Amazonas, onde pacientes morrerem sufocados em hospitais por falta de oxigênio, é um genocídio televisionado, que é responsabilidade direta do governo militar e de seus cúmplices no judiciário, Congresso e mídia colonial. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, assim como os dois candidatos à presidência da casa, avisaram que não pretendem processar pedidos de impeachment contra o miliciano.

O início da vacinação ainda está distante, pressionado pela falta de doses e os fiascos da diplomacia para levá-las a tempo, expôs detalhes como o atraso no embarque da Índia das doses de vacinas adquiridas da AstraZeneca / Oxford e a não resposta do governo a uma oferta da Pfizer de vacinas, que, quando tornada pública, aumentou a indignação.

O manejo da pandemia no Brasil tem sido errático e negligente. Os militares genocidas estão instruindo propositalmente o Estado a não fazer nada, porque recebem a ordem direta de Washington que é: “despopulacione o Brasil para privatizar suas terras para nós”. O Imperialismo ainda tentará se apresentar como solução para a crise sanitária, que ele mesmo gerou no Brasil, seja desmantelando nossa indústria (criando empregos precários que necessariamente ampliam a contaminação) e/ou colocando e sustentando os militares genocídas no poder.

Das queimadas ao coronavírus, o estado do Amazonas está sendo constantemente atacado pelos militares, porque o que está em curso é uma operação militar de despopulacionar aquele território para reconquistá-lo. Criam-se crises para ocuparem o território: Já fazem muitos anos que os militares vem atacando aquele estado: criação do conceito de “Amazônia Legal” (quando eles que são os ilegais porque deram golpe de Estado), desmonte da industria local, aumento da miséria e desemprego, crises políticas e derrubada de governadores, entrada de igrejas neopentecostais com suas ideologias anticientificas, impulsionamento do crime organizado, queimadas e entre outros ataques.

Cinicamente, os militares ainda conseguem encontrar uma desculpa para encobrir o genocídio porque não são os responsáveis diretos pelo vírus, porém não fazem, não deixam fazer e atrapalham quem faz qualquer combate a pandemia. Não interessa se o governo precisa de uma operação de guerra ou se é negligente com a saúde pública. É lógico que aqueles que não querem evitar a morte querem a sua morte.

Por fim, o caso Manaus foi um ponto de inflexão que põe em perspectiva as futuras ações de governos vizinhos como a Venezuela, que prestou ajuda humanitária com fornecimento de oxigênio aos hospitais da capital amazônica. Mas a Venezuela também vê sua fronteira em perigo com o aumento de casos e do surgimento de novas variantes de vírus no Brasil.

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