Militares fracos, covardes e traidores avançam sobre a complacência da Esquerda

Caro leitor, quer realmente entender porque o Brasil sofreu um golpe de Estado sem nenhuma resistência? Para saber como chegamos à este ponto, basta observar a embriaguez da análise política da esquerda. A esquerda passou mais de cinco anos “escutando o galo cantar sem saber onde é”. Diante de toda a situação política, a esquerda ainda insiste na tática do “caminho institucional” e até hoje sequer tem noção que os Estados Unidos declaram guerra ao Brasil.

O Exército, STF e Lava-Jato se uniram para rasgar a Constituição Republicana de 1988. Como é possível falar em “caminho institucional”, se a própria instituição [que já não era grande coisa por causa da herança da Ditadura Militar] dentro do marco legalista suprimiu os direitos? Os golpistas estão a todo momento fazendo malabarismo com as leis e aplicando elas conforme sua conveniência política, isso porque, durante um golpe de Estado, a lei é do mais forte. Para ilustrar a idéia, o STF usou a lei de segurança nacional para punir apologia a lei de segurança nacional.

A direção burocrática da esquerda fala em repetir o cenário de 2002. Isso porque é o único cenário que eles conhecem. Querem replicar um movimento do passado no contexto atual. Ignoram a realidade concreta da situação e esperam resultados diferentes fazendo exatamente a mesma coisa. Demonstra a insanidade mental da esquerda. Isso não fica recluso na esquerda, a direita também aplicam formas fossilizadas do passado para administrar a colônia. Todos espectros políticos renegam as vocalidades nacionais.

Na realidade, os golpistas deixam a burocracia da esquerda delirar com as eleições 2022, justamente para esquerda abaixar a guarda. Porém, quando chega na hora da eleição, vão fraudar outra vez, assim como fizeram em 2018, porque nessa situação quem tem mais força vence. E quando isso acontecer, a esquerda vai fica choramingando mais 4 anos, não que isso seja ruim, mas é um problema para todos os brasileiros quando essa esquerda se autodeclara representante e salvadores da nação. Por causa da sua arrogância, a burocracia não tem o direito de arrastar a militância e o povo para o abismo por causa das suas projeções alucinadas.

Para se exonerar da responsabilidade política, a direção da esquerda superestima o poder do inimigo. Eles que reclamam tanto de “teoria da conspiração”, desconhecem que isso é a base de uma teoria conspiratória, justamente porque é uma tática para impedir que seja feito algo contra a ordem estabelecida.

Esses institutos de pesquisa são apenas propaganda. E qual é o papel da propaganda? É justamente desproporcionar a percepção real. Isso fica claro quando na eleição de 2018 víamos uma avalanche de perfis nas redes sociais defendendo o candidato dos militares e passada a eleição tudo aquilo sumiu. Mostrando que não eram militantes, mas sim bots pagos com o dinheiro do aerococa. Quando raramente encontramos um apoiador real do miliciano na rua, ele o defende não pela figura, mais sim pelas coisas que supostamente o miliciano defende de maneira demagógica.

As polêmicas semanais que se envolvem os membros do governo ainda fazem que eles ocupem as capas dos jornais e estancam a perda de publicidade do miliciano. Alias, se formos falar de apoio popular, o miliciano sempre teve 10%, que por sua vez é a mesma votação da direita brasileira à décadas. A esquerda finge que o miliciano é forte, porque assim eles podem se desculpar da sua covardia.

A esquerda supervaloriza do poder dos militares, inventa crises e divisões entre fascistas neoliberais e neoliberais fascistas, ou seja, divisões sem sentido. A realidade que os golpistas são fracos, confusos e avançam, vagarosamente, em cima da resiliência da esquerda, que neutraliza a todo o momento a revolta popular. Isso porque, a esquerda diz ser a representação da “revolta popular” e pedem para todos depositarem suas esperanças nas eleições. No final das contas é uma desculpa para dizer que perdemos de maneira democrática e manter seus “empreguinhos” no parlamento. Não! Perderam porque a direção é um monte de frouxos!

A esquerda fala que as policiais e as Forças Armadas são “bolsonaristas”, mas não importa se o soldado raso, subjetivamente, apoia seja lá quem for, porque a estrutura das Forças Armadas é hierárquica. Quando a guerra estoura, o soldado não tem que ter vontade de nada, ele obedece a ordem do general e ponto final. Por tanto, não faz a mínima diferença se existe generais mais histéricos e assanhados do que outros. Fenômenos subjetivos não são eventos políticos e não sinalizam nada. Traduzindo, que diferença faz se Braga Neto ou qual outro covarde traidor da pátria falar que “dará um golpe”? se eles já deram golpe! ou se vão matar alguém? se já mandaram mais de 600 mil brasileiros para a cova, por sua negligencia com a pandemia. Em primeiro lugar, as Forças Armadas já são traidoras, porque conspiraram com uma potência estrangeira para destruir a indústria nacional. Em segundo lugar, eles já são ilegais porque estão no poder através do golpe de Estado.

Além disso, se realmente a farsa democrática não fosse mais útil porque os militares decidem dar golpe de Estado aberto? A esquerda não vai lutar contra, porque não lutaram antes. Então porque irão lutar agora? A esquerda perdeu a oportunidade extraordinária de vitória. Não lutaram quando deviam lutar. Poderíamos dedicar um texto inteiro para sinalizar e fazer um balanço da lista de traições da esquerda nos últimos 5 anos: tiraram os estudantes das ruas em 2017, traíram a greve dos petroleiros, sabotaram a greve geral, não fizeram nada durante a pandemia, deixaram o Lula se entregar etc. Nessa situação de golpe, quem bater mais forte na mesa leva, essa é a lei de um país sem lei.

Os militares já deram golpe. A esquerda ao usar essa narrativa dupla de novo golpe confunde até sua militância. Ainda tem o despropósito de levantar a bandeira de “defesa da democracia”, como o atual regime fosse democrático. Caindo mais uma vez na tática dos golpistas que é forçar a defesa da situação atual sob a suposta ameaça de golpe daqueles que eles mesmos são aliados no manejo do poder. Democracia para a burocracia de esquerda na realidade é a defesa da sua participação em eleições, assim garantindo seus empregos nos gabinetes, pendurecalhos de sindicatos e institutos de pesquisa, enquanto a grande parcela do povo tem uma jornada de trabalho de escravo e gasta 80% do seu salário para comer mal. Se contradizem e ninguém cobra responsabilidades e aceitam a direção dessa gente.

Exército, STF e Lava-Jato já deram o golpe e destruíram o Brasil inteiro. O primeiro golpe foi feito ainda em 2011-2012, quando sob os narizes do governo do Partido dos Trabalhadores os militares aglutinaram todas as principais pastas de Estado no GSI, o segundo golpe foi a retirada da Presidente Dilma, o terceiro a prisão do Lula, o quarto a fraude na eleição e esse seria um quinto golpe? Toda vez que os militares adotam uma politica antisoberania é um golpe. Por que tudo isso faz parte do mesmo processo de destruição da soberania nacional. Mesmo assim, ficaram desde 2005 planejando essa operação aporcalhada e avançam lentamente demolindo direitos e o patrimônio nacional, graças a complacência, os erros e a apatia da esquerda.

A esquerda esta mais preocupada em responder as calúnias da direita do que em defender os interesses nacionais. Isso mostra um carater fora do poder, porque o poder não pede explicação, especialmente quando é um Estado sobre ataque. Isso prova uma posição covarde. Está mais preocupada em se aliar com Ciro Gomes, o homem que se diz “nacional desenvolvimentista”, mas na primeira oportunidade, defendeu o general Heleno justamente no mês que ele entregou a Embraer para a Boeing. Fala que tem uma ameaça de golpe, para justificar uma aliança com os neoliberais facistas, contra os fascistas neoliberais. Ou seja, todos são inimigos e querem a permanência do regime que está ai.

Porque deveríamos confiar nessa direção, se a esquerda não foi capaz de defender os interesses nacionais quando tiveram a oportunidade, querem estar no poder para que? Em nenhum programa político de nenhum partido se afirma que vai se retomar o patrimônio que o golpe de Estado destruiu, se fala vagamente em anular algumas medidas parciais da ditadura. Ninguém fala em tomar o controle do GSI, sequer falam da existência dele. A esquerda é boa manejadora de uma colônia assitencialista, mas para governar uma nação não serve.

Desde 2013, os militares estão falando em golpe militar, primeiro foi ainda nas falsas manifestações contra a Dilma que foram levantadas as primeiras bandeiras dizendo intervenção militar, depois veio a ameaça de AI5 e desde então os militares estão acoçando o Brasil a todo o momento. Se os militares tivessem as condições para dar um golpe militar aberto eles não teriam precisado de todo o malabarismo politico para sustentar a farsa da democracia, Lava-jato, Impeachement, prisão do Lula, eleição.

Se os militares querem tanto um golpe aberto, que arquem as consequências deles. No cenário geopolítico atual não permite quarteladas como de 1964. Isso porque atrai a atenção do mundo para a política brasileira. Para defender a sua operação, os EUA fingem que o Brasil não existe. Não para defender a operação dos brasileiros, mas sim do povo norte-americano, que está em crise interna e que cobrará armado constitucionalmente as razões de gastarem recurso para dar golpe no Brasil, mas não tem recursos para conter o crescimento da pobreza nos EUA. Porque para os EUA, o Brasil não é causador de nenhuma mudança, até porque as mudanças no Brasil sempre vieram de fora, nunca de dentro, aqui manteve os status de colônia desde a independência em 1822. Qualquer ação de extravagancia é boa para motivar a rebelião do povo. Podemos ver que o povo brasileiro está tão estafado com a situação no Brasil, que até mesmo uma operação da policia, que eles estão matando a todo momento, elevou a percebição nacional de que a policia é genocida. E a resposta do ministério publico foi arquivar durante 5 anos todos os documentos da operação, fato que confessa o crime do Estado.

Temos no nosso continente exemplos de populações revoltadas: Chile, Colombia, Paraguai etc. Enquanto isso, aqui no Brasil, a esquerda continua projetando ilusões, se eles se destruissem sozinhos não haveria problema algum, mas por consequencial levam todos juntos, é claro que o inimigo tira proveito da ignorância da esquerda, mas eles colaboram para se autodestruirem.

Os EUA já estão satisfeitos com uma ação de uma esquerda que consente com a destruição feita pelos EUA aqui dentro. E pelo que parece, a burocracia vai aplaudir quando os EUA intervirem mais uma vez na política brasileira.

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