EUA estruturaram a polícia para manter a colonização do Brasil

Na data de 07 de setembro de 2021, o Brasil ultrapassou 584 mil mortes pelo novo coronavírus dado o descaso com a pandemia. Não é somente o descalabro intencional com o manejo da crise sanitária que está despovoado nossa nação. Além do aumento do custo de vida, os golpistas mantém um regime policial que mata o povo. No Brasil, no ano de 2020, o número de mortes violentas chegou a 43.892 mil, segundo os indicadores das polícias nos estados. Nossa nação tem a terceira maior população carcerária do planeta, ficando atrás apenas dos EUA e da China, que por sua vez são países muito mais populosos que o nosso. No total, o país computa 773.151 pessoas presas, segundo o Departamento Penetenciário Nacional.

O elevado número de mortes provocados pela violência policial não são as únicas heranças da Ditadura Militar de 1964. A tortura no país é institucionalizada, segundo dados da Anistia internacional, 6 pessoas são torturadas por dia nas prisões e delegacias do país. Em 2014, o relatório da Comissão Nacional da Verdade, relatou que em meados dos ano 2000, as polícias militares ainda recebiam aulas de tortura.

Diante desse quadro de violência quotidiana contra a população brasileira, as forças policias (militar, civil e federal) tem se empenhado para criar uma aparência “humanizada” da segurança pública diante da sociedade. Com o objetivo de promover pré-campanha eleitoral de 2022 para ampliar a bancada militar no Congresso Nacional, somente na última eleição de 2018 foram eleitos 38 deputados e em 2014 foram eleitos 18 deputados aumento de 111%. A finalidade dessa bancada militar é dar legitimidade no parlamento para as ações de grupos armados institucionais ou não (as forças policiais, as associações de categorias e milícias) capazes de promoverem golpes similar ao ocorrido contra o Presidente Evo Morales na Bolívia em 2019, quando a polícia se amotinou e serviu de apoio para o golpe militar naquele país.

Na segunda metade do século XX, após o término da Segunda Guerra Mundial, todos os antigos impérios coloniais da época colapsaram, encerrando um longo processo de crise dos impérios que vinham se arrastando desde as Guerras Napoleônicas até a Primeira Guerra Mundial. A partir de então, os Estados Unidos se tornaram os herdeiros de todos os impérios da face da terra. Nessa época, os Estados Unidos articularam sua inteligência armada e organizaram as polícias dos diversos países do mundo para dominar os territórios dos antigos impérios. Por isso, a estrutura da atual polícia no Brasil tem origem no Regime Militar formulada em 1964, a partir do golpe de Estado orquestrado pelo governo norte-americano de Lyndon Johnson.

A pretexto de combater a “ameaça comunista”, que por sua vez sempre foi um argumento falacioso, os EUA começaram a invadir, golpear e conspirar contra todos os países do terceiro mundo para destruir a soberania, nem diante ao colapso da União Soviética cessou a politica antinacional de intervenção. Apenas repaginaram o argumento de “combate ao comunismo” para “combate as drogas”, “terrorismo” ou qualquer outra conversa fiada.

Foi durante o governo Eisenhower que determinou que os regimes militares da região da América Latina deveriam mudar sua doutrina militar para segurança interna, inaugurando a teoria da “Segurança Nacional” para por fim prosseguir o Doutrina monroe com máxima força. Em diante, com determinação do imperialismo surgem a estrutura das Polícia Militar, Federal e o Exército.

A polícia do império no século XIX sugere o papel de missionários domésticos, levando a presença do Estado a regiões distantes do país. O policiamento mal disciplinado e em precárias condições indica uma imersão dos sistemas policiais no cotidiano da sociedade, no entanto, adquire pouco impacto transformador, fazendo com que a tensão entre ação pública, poder local e normas tradicionais seja um entrave, e exijam reformulação que sucedeu, principalmente, a partir do fim da Guerra do Paraguai, quando as forças policiais se reorganizam
e a Guarda Nacional começa a perder seu caráter policialesco, percebe-se o incipiente avanço de organizações policiais atreladas ao poder central, via presidente de província e ministro da Guerra. Esses aparatos passam a receber a fatia orçamentária mais avantajada das rendas provinciais e ganham destaque em relação a outras forças policiais de caráter local ou municipal.

O Estado deixa de ser um mero instrumento de dominação de classe ou de mera imposição de interesses senhoriais e passa a ser compreendido como um local de interdependência e de negociação, em que a construção da ordem atravessa os interesses oriundos de segmentos da sociedade. A Polícia, teoricamente obediente às leis e a um regulamento, se torna um elemento privilegiado e legitimado para lidar com essas demandas, a partir de um repertório menos arbitrário do que aquelas relações sociais num contexto escravista.

A polícia na primeira República se insere num contexto da derrubada da monarquia que ocorreu pela perda de apoio político fazendo com que esse regime se tornasse impopular entre as elites do Brasil. A policia se ocupa dos vínculos políticos da Força Pública com o governo paulista republicano, dando ênfase na constituição de um policiamento como rotina, configurado tanto pela extensão dos regulamentos, leis e instruções dirigidas ao serviço quanto pela produção de um grupo policial mais identificado com a ocupação, que também produz o seu saber, seja através de formulações institucionais, seja através de práticas de rotina. Esse policiamento como rotina faz com que uma atenção maior seja dada à figura do policial. Ele vai deixando de ser um ator histórico para ser também objeto de uma representação, fazendo cada vez mais presença na cultura local.

O período pós-1930 é marcada pela a atividade de polícia política e ganha enorme destaque num momento em que se privilegia as questões políticas. Nota-se a existência de um distanciamento
marcado entre uma política formal de segurança pública, engendrada na esfera do governo ou nas altas instâncias da hierarquia policial, e uma “cultura policial” desenvolvida pelo serviço, nas ruas, e que reproduz práticas e valores alheios às prescrições oficiais.

A polícia no pós-golpe de 64 é reformulada para cumprir as ordens do alto comando das forças armadas. Os oficiais e diretores das polícias são designados também pelo comando militar local. Além do sistema que garante uma estrutura de financiamento via salário e previdência. Nesse sentido, a Policia se torna um parasita do Estado, com os salários altos e permanentes, diferenciado dos demais servidores públicos do Estado, criando um estrato social que os tornam seres dotados de privilégios e afeitos ao autoritarismo. Por essa razão, esses “sujeitos” estão sempre atacando a nação, dando golpe, massacrando a população a pretexto de combater um inimigo interno imaginário. Estão sempre promovendo o terrorismo de Estado contra insurreccional, sendo que são eles os que insurreccionaram o Estado nacional brasileiro para estabelecer uma colônia subserviente aos interesses do imperialismo.

A operação de propaganda da polícia se reciclou. Durante a década de 1990 e inicio de 2000, a polícia importou dos EUA o jornalismo policial que visava tornar aceitável diante da sociedade a barbárie cotidiana cometida pela polícia. A partir da segunda década do século XXI, na Europa e EUA eclodiram diversas rebeliões contra às ações policiais, o que geraram pressão internacional, nos países colônias visando modificar a atuação violenta da polícia. Exemplo disso foi a retratação do presidente global do Grupo Carrefour, Alexandre Bompard, se pronunciou após a morte de João Alberto Silveira Freitas numa loja companhia francesa em Porto Alegre-RS. Além disso, na medida que na sociedade brasileira houve a introdução da tecnologia de informação que rompeu o monopólio da telecomunicação da grande mídia, e ao passo que na sociedade elevou-se o padrão de consumo dos governos Lula-Dilma foi ampliando a percepção de que as ações da polícia são criminosas. Nesse sentido, essa diretriz da justificativa da barbárie adaptou-se para humanizar via assistencialismo/filantropia e dotar de “tecnicismo” às polícias.

O golpe de Estado de 2016 reorganizou o Estado policial, para exercer o poder de polícia houve a reciclagem da propaganda de guerra aos pobres com a roupagem tecnocrata humanizada. Entretanto, o perigo de quando eles se assanham na imprensa e rede social para defender suas atrocidades contra a população pobre do país mais amplia a violência contra a população em geral. Isso porque, tendo em vista que o programa neoliberal aplicado pelo golpe de Estado está ampliando a pobreza, logo essa violência será estendida contra toda a população do Brasil. Nesse sentido, a reciclagem da podridão da polícia brasileira deve ser combatida e denunciada para impedir os ataques ao povo e a soberania nacional.

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