Tucanos e Ciristas: cadáveres golpistas que ainda não foram enterrados.

No último domingo, dia 12 de setembro, organizações e partidos políticos da direita neoliberal convocaram manifestações. A pífia participação provou, mais uma vez, que a chamada “terceira via” não tem capacidade de mobilização. É apenas uma artificialidade criada pela imprensa capitalista e seus respectivos institutos de pesquisas eleitoreiras. Nos anos 2000, o neoliberalismo entrou em uma crise que até hoje não saíram. Não ganham mais nenhuma eleição presidencial desde então, uma demonstração do completo desprezo que o povo tem por esses vendidos e traidores da pátria.

Na fraude eleitoral de 2018, apesar da Lava-Jato, em conluio com a polícia federal e Exército ter prendido o principal candidato de oposição (Lula), de terem destruído a constituição republicana e a majestosa cobertura midiática favorável ao golpe, os candidatos do golpe tais como, Ciro Gomes (PDT-CE) ficou com 12%, mesma votação de 20 anos atrás; Geraldo Alckmin (então no PSDB-SP) 4%, Amoedo (NOVO-RJ) 2%, Marina Silva (Rede) e Henrique Meirelles (então no PMDB-SP) 1%, juntando toda a chamada 3 via não juntou 20% dos votos totais. Resultado medíocre, visto todo o aporte de dinheiro e de manipulação midiática entorno dessas candidaturas.

O PCdoB, partido relator da entrega da Base se Alcântara, decidiu referendar as manifestações dos golpistas. Segundo a mídia colonial brasileira, que deu cobertura e apoio, as manifestações ocorreram em 12 capitais. O protesto mais importante foi em São Paulo, onde, segundo a Polícia Militar de João Dória (PSDB-SP), afirmou que houve uma aglomeração de 6 mil pessoas. Porém outras estimativas contabilizam metade desse público. Nas outras cidades havia mais rua vazia do que manifestantes.

Para além de toda a firula falando na defesa de uma democracia que o povo nunca viu, a manobra da Frente Ampla (Neoliberal), é culpar o miliciano por todas as mazelas da nação, quando foram justamente esses partidos que deram o golpe para implementar a agenda neoliberal de desmonte da nossa soberania e que nos levou a situação calamitosa com um miliciano no comando do país.

PSDB, MBL, DEM, PDT, Rede, PSB e PCdoB, convocaram manifestações. A pífia capacidade de mobilização mostrou que a Frente Ampla (neoliberal) já nasceu morta. Os elementos de esquerda que insistem nesse debate na verdade querem anestesiar as bases com discussões infundadas para ganhar tempo enquanto negociam com a direita seus empreguinhos na máquina do Estado burguês. Esse é o cálculo feito por figuras do PCdoB e do PSOL que foram nesses atos: garantir mais quatro anos no carguinho na câmara de vereadores ou na assembleia legislativa estadual.

Como já temos apontado, não existe divisão entre a direita brasileira. Toda a oligarquia é entreguista e neoliberal. Essas supostas brigas servem apenas para deixar a esquerda anestesiada vendo as disputas políticas entre a direita, enquanto o verdadeiro poder, o poder militar, dos bancos internacionais e dos monopólios de comunicação, avançam com a agenda de desmonte da soberania e de extermínio de todos os direitos. 

As siglas presentes nessa manifestação fazem parte ou apoiaram a base de sustentação do governo. PSDB por exemplo, deu voto favorável 90% dos projetos do governo, no congresso e também é o partido com maior números de cargos no segundo escalão. Então de que diabos de oposição estão falando? Democracia, nenhum dos dois lados do neoliberalismo (Bolsonaro e Frente Ampla) no Brasil defende, porque ambos deram golpe e estão sempre dispostos a dar outro.

O discurso adotado por Ciro Gomes (o autodeclarado “nacional desenvolvimentista”, mas que elogiou o general Heleno às vésperas de entregar a Embraer para a Boeing, e fundador do cirismo – o tucanismo com roupagem nacionalista) comprova que sua candidatura tem recebido apoio dos EUA para fragmentar o voto do PT no nordeste. Assim como o MBL, agora aliado dos ciristas, que recebeu recursos e treinamento do cato institute e da Americans for Prosperity, fundações dos irmãos Koch e CIA. Ciro Gomes sempre foi um abutre do imperialismo, tanto é que não hesitou em atacar greves e a indústria nacional, enquanto esteve à frente do Ministério da Fazenda do governo neoliberal de Itamar Franco (PMDB) e no PSDB de seu tutor, Fernando Henrique Cardoso (o Príncipe da Fome e do Entreguismo). 

Em seu discurso, o Presidente do STF empurra para o Congresso a análise do processo de Impeachment, enquanto o Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP) esta prevaricando ao sentar em cima de mais de 136 processos. Ao mesmo tempo, Fux saúda as manifestações fascistas dizendo que estão dentro da normalidade, comprovando a frouxidão do STF diante do domínio dos milicos sobre a suprema corte.

Ninguém vai fazer nada porque os militares são o poder, segundo confissão do próprio Temer e General Eduardo Villas Boas em livros publicados recentemente. Ou se demarca definitivamente uma luta contra o golpe de estado, a intervenção dos EUA e contra o projeto neoliberal, ou vão todos ficar brincando no teatro institucional arquitetado pelos militares desde 2016, vendo o poder dos gorilas se perduras, quem sabe, por longos 21 anos de chumbo e fome.   

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