Cúpula militar é traidora, entreguista e não tem nada de nacionalista

No dia 21 de setembro, foi realizado o discurso oficial do Estado Brasileiro na 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU. Para além das declarações cheias de mentiras e mediocridades, do teatro grotesco tripudiando sobre a morte de 600 mil brasileiros para forçar responsabilização exclusiva do miliciano no manejo da crise sanitária, a internacionalização das declarações do miliciano é um truque para escudar quem realmente está no poder no Brasil (militares) e para propagandear um falso nacionalismo.

Tentam criar uma cópia de “nacionalismo”, para destruir o verdadeiro nacionalismo. Logicamente, nossos militares não tem inteligência estratégica para pensar essa tática e isso nada mais é que uma tática operacional usada pela CIA que se chama o pseudo team. Essa tática nasceu do Império Britânico para administrar suas colônias na África e Ásia, e consiste em: criar uma cópia falsificada de um grupo que você quer destruir, e em seguida utilizar essa cópia para disseminar o caos.

Até as pedras sabem que nem o miliciano e nem os militares são nacionalistas. Ambos são traidores da pátria. É histórico que não existe nacionalismo e nem divisão entre as direitas na América Latina, porque todas elas são neoliberais e concordam com a vassalagem aos Estados Unidos. Então, porque se fala em divisão, se não for apenas uma armadilha do inimigo para gerar mais confusão e deixar a esquerda desnorteada? Onde realmente importa, o programa econômico, ambos querem a mesma coisa: encher os bolsos dos banqueiros a custo da miséria da população.

Os militares, o judiciário, Congresso e toda a mídia colonial são entreguistas. Em 2016, todos eles conspiraram com uma potência estrangeira (Estados Unidos) para derrubar o governo nacionalista da Presidente Dilma e sabotar o país. Deram apoio ao fim da Lei de Partilha, as Reformas que tiraram direitos da população, a PEC que congelou investimentos em políticas públicas, a entrega da Embraer, entre tantas outras medidas covardes e traidoras.

A mídia colonial fala em polarização, porém no outro polo, temos as esquerdas identitárias e as burocracias, que viciadas em eleições, ajudam a direita na administração do Estado colonial e que anulam a todo momento a revolta popular. O único diferencial é que temos o Partido dos Trabalhadores, que é um partido de esquerda, nacionalista e o único representante dos interesses nacionais. Entretanto, a burocracia dentro do partido subscrevem o projeto internacionalista que golpeia o nosso nacionalismo. Não querem uma constituinte, não querem destruir as estruturas herdadas de 1964, não pensam em mover um dedo contra o poder militar e se contentam em manejar uma colônia assistencialista.

No mundo existem dois tipos de internacionalismo, mas os dois convergem, são uma coisa só, mas são caminhos diferentes: temos o internacionalismo norte-americano, onde os EUA jogam o papel de sabotar o desenvolvimento das nações, e o internacionalismo multipolar, onde várias nações com semi interesses nacionais, mas subscrevem a um governo global sob a liderança da ONU onde a ordem econômica é o neoliberalismo. Nos dois casos, o Brasil mantem os seus status coloniais de ser o “fazendão” do mundo.   

Em 2016, os militares encontraram uma janela para dar o golpe de Estado que eles já vinham preparando desde a mutação da Ditadura Militar de 1964 em criação da República de 1988. Assim que os militares deram o golpe e começaram a destruir toda indústria nacional. Entregaram a Embraer para a Boeing, a espionagem americana pegou todas as informações internas da empresa e devolveram a Embraer falida para o Brasil. Também entregaram para as petroleiras internacionais os campos do Pré-sal. Desmontaram a indústria aeroespacial e naval. A prisão do almirante Othon acabou com o programa nuclear e nenhum militar se manifestou contra a prisão, mais uma prova que não existe setor nacionalista nas Forças Armadas. E também a destruição das empresas de construção civil pesada. Graças a traição dos militares o Brasil foi atrasado mais 20 anos.   

Frente Ampla e militares, se sabendo que são todos traidores, qual é o jogo? Querem roubar a narrativa de nacionalismo ou fazer do miliciano uma ameaça e assim, os militares aparecem como os salvadores da nação contra o fantoche que eles mesmos administram. Já é cogitada a participação dos milicos na chapa do PSDB do BolsoDória, que vem estreitando laços cada vez mais desde o golpe de 2016.

Os militares estão o tempo todo tentando destruir a identidade nacionalista brasileira. Mesma técnica usam contra o conceito de nacionalismo, os militares fingem ser nacionalistas, só que quem manda no Brasil é o Heleno, o general maçom que junto com seus irmãos maçons tentam privatizar as terras da Amazônia para si e converter o Brasil em uma indústria narcotraficante. E o miliciano é só uma distração, chantageado por inúmeros processos, faz tudo que os militares mandam, já que foram os militares que deram um golpe e tomaram o poder.

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