Jake Sullivan, o arquiteto da reorganização do crime organizado na América Latina

Em 2001, quando Bush decretou ‘guerra ao terror’, após os atentados nos EUA, cresceu o número de mercenários contratados por empresas privadas que operam nas linhas de frente no Oriente Médio e na África. Estima-se que esse mercado movimenta US$ 100 bilhões por ano, graças ao fim do bloco soviético, ao neoliberalismo e, em especial, a “Osama Bin Laden”.

São quatro os fatores que contribuíram para a recente valorização dos mercenários. Primeiro, o fim da Guerra Fria: estima-se que mais de 7 milhões de soldados foram dispensados por seus países — eles seriam a mão de obra do novo mercado. Além disso, sem concorrência, as empresas armamentista norte-americanas, francesas e britânicas tiveram crescimento com as guerras civis da década de 90.

Depois, a doutrina neoliberal: com parte do Estado caindo em mãos privadas, o setor militar seguiu o mesmo caminho. Para ajudar governos a treinar seus soldados e colaborar em suas operações de guerra, surgiram as primeiras Companhias Privadas Militares, como a americana DynCorp International LLC, a britânica Aegis Defence Services e a Russa Alpha Firm.

Em terceiro, os ataques de 11 de setembro de 2001: levaram os EUA a inaugurar as guerras no Oriente, em sequência o Afeganistão e o Iraque. Agora, as empresas já tinham onde atuar.

E por último, a primavera árabe, de 2008-2015: em países do oriente médio e África, abriram várias zonas de conflito até explodirem guerras na Líbia, Afeganistão, Síria, Iemen, Somália, Sudão e entre outros.

Essas empresas privadas atuam contratando mercenários para as zonas de conflitos no Mundo. Chamado de “O negócio da Guerra”, reservistas e militares são recrutados, sobretudo, através da internet. Programas de parceria entre governos da Europa, EUA e países do terceiro mundo também engrossam as fileiras das empresas de mercenários. Outra maneira, ainda mais frequente é a contratação em parceria com o crime organizado local, por exemplo, na Colômbia, onde o governo local garantiu a infra-estrutura, a mão de obra do crime organizado e o treinamento era dado pela empresa privada contratada pelo governo norte-americano.

Essas empresas oferecem a promessa de enriquecimento rápido. Em média, um soldado regular ganha a partir de 2.600, um capitão 6.000, e um major 12.000 dólares. Operações complexas aumentam os ganhos. Essa informação é publica e foi denunciada por diversos veículos de imprensa. Mesmo assim, os governos permanecem em silêncio sobre o tema.

As Empresas privadas militares e de segurança vêm explorando conflitos e a instabilidade nas regiões devastadas pela guerra, enquanto aferem lucros gigantescos. De acordo com o relatório, centenas de novas empresas foram criadas para explorar esse negócio lucrativo.

Com sede em Londres, a empresa G4S tem escritórios nas Américas, Europa, e Oriente médio. Faz contratação de pessoal na área de segurança é apontada pelo relatório da organização War on Want por agir nas brechas da lei.

Mercenários contratados por uma empresa de segurança privada posam no telhado de uma casa em Bagdá, em setembro de 2007

apelidados de “cães de guerra”, mais 400 mercenários atuaram na coalizão saudita, diz porta-voz do exército do Iêmen.

“O Reino Unido é um importante centro para a indústria de empresas privadas de segurança e militares. No auge da ocupação, cerca de 60 empresas britânicas operavam no Iraque. Agora, existem centenas de empresas militares e de segurança britânicas que operam em zonas de conflito em todo o mundo, trabalhando para assegurar o governo e a presença corporativa contra uma gama de ‘ameaças”, afirma o relatório.

Em Virgínia, a empresa Aquila Internacional, criada em 2016, apoia missões militares dos EUA e internacionais, operações especiais, aplicação da lei, segurança, antinarcóticos e humanitárias em todo o mundo. 

Em Bogotá, a empresa Global Qowa Al Basheria S.A.S, atualmente, promove a campanha denominada “mi futuro global”, destinado para contratação de pessoas que tenham “disponibilidade de viajar”.

Em Brasília, em 2016, surge a primeira empresa de Segurança Privada Militar (do inglês Private Military Company or PMC). Criada pelo general de Brigada Roberto Escoto, atua exclusivamente no exterior prestando serviço de segurança pessoal e patrimonial.

O Departamento de Estado dos EUA comanda todas as ações de mercenários pelo mundo. Jake Sullivan é atual secretário do Departamento de Estado e conselheiro de segurança nacional do governo dos Estados Unidos do presidente Joe Biden. Participou como diretor de campanha presidencial de 2016 de Hillary Clinton (Republicanos). Foi vice-chefe do gabinete do Departamento de Estado no governo Obama. Essa figura foi peça chave no financiamento e apoio à Primavera Árabe.

A missão do Departamento de Estado é promover a política externa coordenando ações conjuntas com embaixadas e consulados em todo o Mundo. Assuntos como: Anticorrupção e Transparência; Controle de armas e não proliferação; Clima e Meio Ambiente; Crise climatica; Combate às Drogas e Crime; Combate ao Terrorismo; Recuperação COVID-19; Problemas cibernéticos; Prosperidade econômica e política comercial; Energia; Saúde global; Questões Femininas Globais; Direitos Humanos e Democracia; Tráfico humano; O Oceano e Assuntos Polares; Refugiado e assistência humanitária; Ciência, Tecnologia e Inovação; e Tratados e acordos internacionais são áreas de interesse e atuação em parceria com aliados globais conforme o plano estratégico. Esse amplo leque de ramos de atuação justificam a ingerência estadunidense em diversos países do mundo.

Braga Neto contratou sem licitação por 40 milhões a empresa CTU Security, empresa acusada de estar afrente do assassinato do presidente do Haiti, Jonevel Moise. A empresa atuou durante a intevenção federal no Rio de janeiro, em 2018.

Durante 13 anos, oficiais brasileiros foram treinados em operações de sabotagem e golpe de Estado nas missões de “paz” da ONU, sob “as barbas” do governo petista. 37 oficiais das Forças Armadas do Brasil que atuaram no Haiti, ocuparam cargos no governo do miliciano. Incluindo general Heleno, que foi chefe da missão Brasileira no Haiti.

Braga Netto atuou como adjunto militar nos EUA durante 10 anos, na vespera do golpe, durante os jogos Olimpicos Braga Neto retornou ao Brasil. Em 2 anos, Braga Neto foi nomeado governador de fato do Rio de Janeiro, pelo então presidente golpista Michael Temer (fantoche do general Echetgoyen).

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