Mercenária que acusou a China de criar o novocoronavírus é funcionária de Steve Bannon

Para impor o governo único neoliberal, o bloco imperialista, liderado pelos Estados Unidos escolheram como alvo a China, a Rússia e uma série de países que não são integralmente alinhados com o bloco dominante.

A propaganda belicista contra a China tem se agravado à medida que o cenário militar na província Chinesa de Taiwan se desenvolve, causando provocações aéreas e marítimas das Forças Armadas japonesas, britânicas e norte-americanas.

No entanto, a narrativa contra a China não é de agora, mas antes do governo Trump, as relações normais com o gigante asiático foram rompidas, sancionando funcionários do Partido Comunista Chinês e do governo. Foram proibidas empresas chinesas de tecnologia como a TikTok e a Huawei, interrogaram e monitoraram acadêmicos e cientistas chineses, e até forjaram o fechamento do consulado chinês em Houston.

Trump conseguiu “surfar” em 2020 na má gestão da pandemia gerada pelo Covid-19 chamando-o de “vírus chinês”. Ao introduzir esse componente xenofóbico no debate político, ele conseguiu intensificar os ataques contra o povo chinês e seu governo.

É o mesmo país que, durante a Segunda Guerra Mundial e depois de Pearl Harbor, colocou 120.000 nipo-americanos em campos de concentração, enquanto os germano-americanos não foram incomodados. É o mesmo país que tinha leis de segregação racial até os anos de 1970, que apoiou e financiou o Regime do Apartheid e as Ditaduras Militares da América Latina e África, que usou napalm contra a população do Vietnam e que lançou bombas atômicas contra Hiroshima e Nagasaki. O racismo anglo-saxão dentro do Regime norte-americano é tão forte que no Pentágono generais defendem a tese que os EUA não precisam impulsionar guerras pelo mundo para manter os países do terceiro mundudistas atrasados, pois a inferioridade civilizacional faz com que os países se destruam sozinhos.

O governo do “democrata” Joe Biden não só deu prosseguimento as política de ataques a China como as intensificaram. Pois é uma maneira de desviar a atenção da população norte-americana da crise interna para um inimigo imaginário. Essa política do Estado norte-americano afetou grande parcela da população norte-americana e também foi replicada em outros países satélites ou colonizados pelo imperialismo estadunidense. Segundo o estudo do instituto Pew Research Center, publicado em outubro de 2020, relatou que, após o início da presidência de Trump, as opiniões anti-China aumentaram 20% nos Estados Unidos. Em suas principais cidades, os relatos de violência e assédio contra as comunidades da Ásia e das Ilhas do Pacífico aumentaram quase 150% desde o início da pandemia.

Em 2020, quando os recordes de mortes nos EUA eram quebrados diariamente, os cartéis da mídia norte-americana forjaram um depoimento de Li-Meng Yan, uma “cientista” que havia “desertado” da China para o Ocidente após expor que o “covid-19 foi criado por pelas autoridades chinesas”. De acordo com sua versão, ele trabalhou na Universidade de Hong Kong e já deu várias entrevistas afirmando a “verdade sobre o covid-19”.

O artigo de Li-Meng Yan com o seu título é “Características incomuns do genoma do covid-19”, sugerem uma modificação sofisticada em laboratório, porém o artigo não foi aceito por nenhuma revista científica por falta de provas, inúmeras alegações infundadas e um caso científico fraco.

Uma declaração da Universidade de Hong Kong diz que Yan “nunca conduziu qualquer pesquisa sobre a transmissão do novo coronavírus durante dezembro de 2019 e janeiro de 2020″ e que o artigo não tem base científica, e está baseado em rumores.”.

Além disso, Li-Meng é filiada à Rule of Law Society, um grupo fundado por Steve Bannon, o ex-conselheiro do Trump, e o incorporador imobiliário chinês Guo Wengui, que teve que deixar a China em 2015 após ser acusado de 14 crimes, tais como: estupro, sequestro, lavagem de dinheiro, suborno ou fraude.

Li-Meng também defendeu a utilização da hidroxicloroquina como eficaz contra covid-19, apesar de extensas evidências científicas que provam o contrário.

A explicação para essa frente narrativa de ataque está na existência de 30 bilhões de m³ de petróleo, 10 bilhões de m³ de gás natural e diversos metais não ferrosos tanto na região da china e fronteiras quanto em suas áreas de influência, isso inclui cobre e ouro. Além disso, Xinjiang faz fronteira com a Mongólia, Rússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão, Afeganistão, Paquistão e Índia, o que lhe confere uma posição única para alcançar uma influência desejada pelo Ocidente há muito tempo, ainda mais após sua estrondosa derrota no Afeganistão, a partir de onde os Estados Unidos se retiraram.

É assim que a propaganda de guerra opera, a partir dos interesses das empresas armamentistas e das elites políticas que dirigem o Pentágono, embora o governo chinês tenha declarado explicitamente seu desejo de uma relação pacífica e cooperativa com os Estados Unidos. Este negócio é financiado por estados ocidentais, fabricantes de armas multimilionários e grupos de pressão conservadores que inundam a mídia com mensagens que tentam convencer o público de que uma Nova Guerra Fria contra a China é do seu interesse. Essa cena não mudou nem um pouco com Biden, antes de ser aprofundada.

Muitos são os generais do Pentagono e think-tanks que consideram “a tentativa da China de dominar a Ásia é a ameaça mais importante do século 21”, eles insistem que a política dos EUA dever ser “se organize para negar a hegemonia regional de Pequim e deter qualquer aventureirismo militar. Em primeiro lugar, por meio de um compromisso maior com a defesa da ilha de Taiwan “. Essas frases foram exprimidas do livro do membro do Departamento de Defesa dos EUA, Elbridge Colby colocou em seu livro The Strategy of Denial: American Defense in the Age of Great Power Conflict. O autor serve no Pentágono desde Trump e tem ajudando a projetar a estratégia de defesa anti-china.

Como já foi dito, Biden mostrou sua disposição de ser tão agressivo ou mais agressivo que Trump com as nações consideradas não alinhadas aos Estados Unidos, apesar do fato de que durante a campanha presidencial ele sistematicamente como “democrata e civilizado”.

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