Secretário dos EUA vem na América Latina para saquear Amazônia e invadir a Venezuela

Por Gabriel Araújo

O Secretário de Estado Norte-Americano, Antony Blinken, na semana passada, veio na América Latina para realizar visitas oficiais ao Equador e Colômbia.

A vinda de Blinken à esses dois países, que são governados atualmente pela direita capacha do imperialismo norte-americano, tem o claro objetivo de reorganizar a ofensiva dos EUA contra os interesses nacionais de todos os demais países da América Latina. A declaração do Subsecretário para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Brian Nichols, para a Agencia EFE antes da viagem, inclusive confirma essa questão, quando diz que: “A visita do secretário a Colômbia e Equador envia um sinal claro de que apoiamos democracias vibrantes e inclusivas que respeitem os direitos de seus cidadãos”.

O Equador, através de seu atual Presidente, Guilherme Lasso (Movimento CREO), vem em um momento onde o mesmo tenta aprofundar o processo de Golpe de Estado por meio do estabelecimento de um Estado de Sítio, onde tenta dissolver o parlamento para concentrar o poder estatal completo em suas mãos e portanto, dos norte-americanos. Golpe este que começou com a perseguições orquestradas e chefiadas pelos norte-americanos junto ao ex. Presidente, Lenin Moreno, contra o Presidente Rafael Correa (Movimento Revolução Cidadã) e demais lideranças nacionalistas.

A visita de Blinken, curiosamente, coincidiu com o decreto do Estado de Sítio. Ele se encontrou com Lasso e seu corpo diplomático. Recentemente, através de Moreno, os EUA retomaram a articulação política e militar para instalar uma Base Militar no Equador na Ilha de São Cristovão em Galápos. Entre 2008 e 2009 os militares norte-americanos foram expulsos do Equador onde mantinham base aérea em Manta, e ficou proibida a instalação de bases militares estrangeiras no país, algo que qualquer país sério faria para manter sua soberania.

Na Colômbia, o Secretário de Estado teve encontro com o Presidente fascista, Iván Duque (Centro Democrático) e diplomatas colombianos. Nesse país também está ocorrendo uma intensa luta política, onde esse ano ocorreram várias manifestações e greves dos trabalhadores contra a agenda neoliberal de Duque e por conseguinte, pela derrubada de seu governo lambe botas do imperialismo. A Colômbia é um dos países que mais possuem bases militares norte-americanas no continente e serve sempre docilmente para as aventuras imperialistas dos EUA em nosso continente.

As visitas foram acobertadas pela demagógica e identitária pauta climática, pauta esta que os EUA e os países imperialistas não tem compromisso nenhum, e que à utilizam para justificar sua intervenção nos países de capitalismo atrasado. Nesse sentido, por detrás de toda essa fachada moralista, se esconde o objetivo de saquear o território amazônico. 

A fala de Nichols deixou muito claro que o Estado Norte-Americano prepara a ofensiva contra os países governados pela esquerda nacionalista e principalmente à Venezuela, tendo em vista quando o assunto se trata da Amazônia, onde os yankees tem tentado sucessivamente, junto ao governo do Chile, Equador, Colômbia e Brasil, invadir o país e assassinar o legitimo Presidente, Nicolas Maduro, para colocar fim na Revolução Bolivariana.

Apesar de não ter vindo ao Brasil, para evitar um desgaste com a base identitária do governo Biden nos EUA, os norte-americanos vem intensificando a presença militar em nosso país, conforme fica verificado com os treinamentos militares realizados no Mato Grosso do Sul e que outro que ainda vai ocorrer na região do Vale do Paraíba.

Em 2017 ocorreu o treinamento chamado Amazonlog e no ano de 2020 a Operação Amazônia, ambos realizados conjuntamente entre as Forças Armadas Brasileiras e efetivos norte-americanos. Esse processo de relações militares bilaterais entre Brasil e EUA, tem sido cada vez mais frequente desde que este último país derrubou a Presidenta Dilma (PT) e fraudou as eleições de 2018 para colocar o miliciano no Planalto.

A Professora Monica Hirst, em artigo publicado na Carta Capital em maio deste ano, constata que o efetivo brasileiro nas fronteiras da Região Norte triplicou de 2016 para cá. Em 2017, foi aventada a possibilidade de uma instalação na Amazônia de uma base militar conjunta entre Brasil, Colômbia, Peru e EUA. Essa questão certamente deve está tramitando por debaixo dos panos, tendo em vista a constatação do crescimento das tropas na região, bem como os treinamentos militares junto aos norte-americanos.

Nesse sentido, o que se pode constatar, é que os norte-americanos estão preparando o terreno para invadir a Venezuela e estabelecer por meio de golpes de Estado, cada vez mais governos fascistas e neoliberais alinhados com os interesses de Washington. 

A classe trabalhadora brasileira deve cumprir um papel fundamental de organizar a defesa de nossa soberania nacional e assumir a tarefa de liderança política regional. Esse processo só pode se dar através da luta contra o golpe de Estado, que é chefiado pelos norte-americanos. A ação mais contundente de solidariedade com nossos irmãos latino-americanos que tem sido assediados pela ingerência estadunidense, é realizar a luta política pela derrota do imperialismo e de seus lacaios em nosso país, para que a posição norte-americana seja enfraquecida e posteriormente completamente minada.

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