Presidente nacionalista vence e povo latino tem motivo de sobra para comemorar

Daniel Ortega obteve mais de 75% dos votos populares, provando o apoio popular ao processo de mudanças na Nicarágua. Entretanto, EUA resquenta retórica de fraude para promover golpe.

Na ultima segunda-feira, dia 08 de novembro, o Conselho Supremo Eleitoral da Nicarágua anunciou que, a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLM), partido político que lançou a candidatura do companheiro Presidente Daniel Ortega, obteve 75,92% dos votos.

O Partido Liberal Constitucionalista (PLC) ocupa o segundo lugar com 14,5%, seguido pelo Nicaraguan Christian Way (CCN) com 3,30%, a Aliança Liberal da Nicarágua (ALN, 3,15%), a Aliança para a República (APRE) com 1,78% e o Partido Liberal Independente (PLI, 1,70%). A participação foi de 65,3%, detalha o boletim do órgão eleitoral.

Diversas organizações, partidos políticos e governos no mundo saudaram a reeleição de Daniel Ortega . O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, saudou a reeleição do mandatário e da vice-presidenta Rosario Murillo, destacando que as eleições na Nicarágua foram uma “demonstração de soberania e civismo, mesmo diante da cruel campanha midiática que sofrem”.

O presidente golpeado da Bolívia, Evo Morales, também se pronunciou, caracterizando que a vitória de Ortega significa “a derrota do imperialismo ianque”. O Companheiro Evo Morales também condenou a posição do EUA que tenta “deslegitimar a vontade democrática e soberana do povo da Nicarágua”. Acusou os sucessivos “presidente” dos EUA de que “em lugar de atender o seu povo, segue ordens das transnacionais, industria armanentista e cia”. Evo também denunciou o golpista Almagro, seguindo a mesma trama do golpe de Estado na Bolívia em 2019, desconhece as eleições da Nicarágua para legitimar a política golpista dos EUA.

Lembrando que essa mesma retórica de “fraude” foi usada para o golpe na Bolívia. Até mesmo o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, que está a 70 anos produzindo tecnologia militar para o Pentágono, afirmou, em 2020, que o relatório de OEA era mentiroso e que não houve fraude nas eleições da Bolivia. Esse ano, a justiça na Bolívia já reconheceu que não houve fraude e que a posse da golpista Jeanine Áñez foi ilegal.

O governo da Federação Russa, através do seu chanceler, Sergei Lavrov, também felicitou a reeleição da Frente Sandinista e considerou inaceitável a posição dos Estados Unidos, que não reconhece o resultado das eleições presidenciais na Nicarágua. Reforçando que as eleições foram realizadas em conformidade com todos os requisitos da legislação nicaraguense.

Segundo a Constituição da Nicarágua, “o povo é o detentor da soberania e só ele tem o direito de julgar a legitimidade do processo eleitoral em seu próprio país”, lembrou Lavrov em entrevista coletiva que ofereceu após receber a primeira visita oficial de o Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Felix Plasencia.

Acrescentou que as eleições na Nicarágua foram realizadas “sob condições de pressão sem precedentes sobre as autoridades nicaraguenses”, enquanto os Estados Unidos realizaram “uma campanha de não reconhecimento de seus resultados muito antes das eleições”.

No dia 08 de novembro, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que antes mesmo do final das eleições declarou que as eleições da Nicarágua eram “farsa” que “não era nem livre, nem justa, e certamente não era democrática”. Reproduz, curiosamente, as mesmas críticas que os seguidores de Donald Trump fazem sobre a eleição presidencial que o elevou à Casa Branca.

A União Europeia, através do seu representante, Josep Borrell, assumiu posição semelhante, afirmando as eleições carecia de “legitimidade”, argumentando que as eleições gerais foram realizadas “sem garantias democráticas”. Ele destacou que a União Europeia vai avaliar a adoção mais sanções contra a Nicarágua.

Não é nenhuma novidade as posições criminosas de Joe Biden. Em seu histórico criminoso, quando era senador, apoiou a invasão dos EUA na Iugoslávia, Afeganistão e Iraque, neste último caso em violação a uma resolução do Conselho de Segurança da ONU. Como vice-presidente, organizou as invasões contra a Síria e Líbia, onde “lutadores pela liberdade” patrocinados por Washington lincharam até a morte o presidente Muammar Gaddafi. Biden ficou calado nas tentativas de golpe na Bolívia 2008 e no Equador em 2010, enquanto apoiava o “golpe institucional” contra Zelaya em Honduras 2009. Também apoiou o golpe contra o Presidente Fernando Lugo no Paraguai 2012 e foi o “pai do golpe” na farsa do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff em 2016.

O imperialismo estadunidense está travando uma guerra contra a Nicarágua, utilizando numerosas organizações não governamentais, a mídia e outros mecanismos de interferência em sua campanha. Os Estados Unidos tentam projetar controlar a Nicarágua, especialmente porque o país, nos marcos da nova rota da seda, acordou com a China a construção de um novo canal que irá quebrar o monopólio norte-americano e despontar o Canal do Panamá.

A execução de táticas de guerra não convencionais na Nicarágua é financiada pelo governo dos Estados Unidos por meio de recursos alocados a várias ONGs. Desde 1990, os diversos governos dos Estados Unidos usam organizações de fachada da CIA para intervir na Nicarágua e impedir o avanço do movimento sandinista. Dentro de toda a estrutura política anti-sandinista está a Fundação Chamorro. Que recebe financiamento da USAID e do NED.

O Editorial do Voz Operária manifesta seu apoio a Revolução Sandinista, ao governo e ao povo da Nicaragua frente os ataques do Imperialismo. Fica para nós brasileiros a lição que so apenas uma mobilização real do povo pode garantir mudanças duradouras.

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