Candidatura Moro: uma arma usada pelos EUA para destruir o Brasil

No Brasil, segundo a subnotificação do governo federal, o país atingiu a marca de 611 mil mortos pela covid-19. Na economia, o desemprego chegou à 14,1%, enquanto metade da população economicamente ativa está submetida à informalidade. E na política social, mais de 20 milhões brasileiros estão passando fome.

Diante desse quadro aterrador, em 5 anos no governo, os golpistas não podem se eximir dos seus crimes e se desresponsabilizam que todas essas mazelas são frutos da “herança” petista. Corretamente, a presidente Dilma alertou que o golpe de 2016 não era apenas contra o seu governo, mas contra o Brasil.

A Operação do FBI (Agência Federal de Investigação, em sua sigla em inglês) no Brasil, denominada Operação Lava-Jato cumpriu seu papel de destruir as empresas nacionais, para posteriormente serem compradas pelos Estados Unidos, derrubar o governo e impedir que Lula fosse candidato em 2018.

Agora, os membros da Lava-Jato postulam serem candidatos nas eleições 2022. Desnudando o que a Lava-Jato sempre foi, um partido político togado à serviço dos interesses geopolíticos dos Estados Unidos dentro do Brasil.

No ano passado, Moro saiu fugido do Brasil para viver nos Estados Unidos. Isso após o derretimento da Lava-Jato, levado à cabo pelas denúncias divulgadas pelo site The Intercept. Aqueles que se diziam “bastiões da luta contra a corrupção” usavam a operação para encher os próprios bolsos e assaltar o poder. A máfia de Curitiba, Moro, Dallagnol e Cia pretendiam criar uma “Fundação” administrando o dinheiro dos acordos de leniência firmados na justiça. Apenas da odebrecht foram R$ 6,8 bilhões , R$ 2,5 bilhões da Petrobras e muito outros bilhões de empresas processada na Lava-Jato para financiar sua estratégia de tomar o poder.

Após um ano vivendo nos Estados Unidos, o despudorado Sérgio Moro volta para o Brasil pleiteando à Presidente da República. Moro está desde novembro de 2020 trabalhando como Diretor Executivo da Alvarez & Marsal Disputes and Investigations, uma empresa estadunidense especializada em recuperação judicial e gestão de ativos, cujo entre seus clientes se encontram a Odebrecht e o Grupo OAS. Como um contrato de 1,7 milhões de dólares ao ano, Moro atua como advogado extorquindo a empresa que ele ajudou a condenar e destruir.

A Lava-Jato atuou como uma filial do FBI no Brasil. São diversos documentos comprovando como a Operação foi criada e instrumentalizada para impôr os interesses geopoliticos estadunidenses, com a colaboração criminosa e vassala dos juizes, procuradores e militares brasileiros.

As manifestações orquestradas em 2013, que não tiveram nada de espontâneas, visto que o complexo colonial de imprensa estava convocando para as mesmas, se converteram em manifestações contra o governo do Partido dos Trabalhadores. E que se concretizou em 2016 foi a instrumentação politica do judiciário para um golpe de Estado.

Segundo o próprio currículo de Moro, ele trabalhou em instrução de Advogados na Faculdade de Direito de Harvard, em 1998, e foi treinado em curso promovido pelo departamento de Estado dos EUA, que inclua visitas a agências como FBI, CIA e DOJ e Departamento de Estado, em 2007.

A tática foi a seguinte: o Departamento de Justiça distribuiu multas, que as autoridades norte-americanas impuseram de acordo com suas leis às empresas brasileiras. O povo brasileiro foi duplamente assaltado pelos Estados Unidos, primeiro porque tiveram suas empresas compradas, como por exemplo a Embraer, e segundo, para pagar as multas, os empresários brasileiros recorriam aos cofres públicos do BNDES.

O suborno dos EUA para os juízes e procuradores que permitiram essa destruição da industria nacional foi a partir de visita secreta de membros do FBI à Curitiba, em 2015, esses agentes tiveram acesso aos advogados dos empresários chamados de “colaboradores” com a justiça dos Estados Unidos, sem informar ao Estado brasileiro. O preço das multas impostas às empresas brasileiras teria que incluir uma parte destinada a Brasília, mas também para a operação Lava Jato. Forjando assim, um mercado dos acordos de leniência para desmontar as empresas brasileiras, em especial, na construção civil e aeroespacial, no petróleo e gás, na engenharia naval e agronegócio.

Sergio Moro foi projetado pela mídia colonial fundada pelos Estados Unidos no golpe de 64, principalmente a Rede Globo ao promove-lo como bastião da campannha contra a corrupção, e agora, sete anos depois, o Supremo Tribunal Federal do Brasil considera que ele foi “parcial” nos julgamentos contra o ex-presidente Lula mostra a farsa da campanha contra a corrupção.

Moro se postula ser o candidato da terceira via, ou seja, uma opção para concorrer entre Bolsonaro e o Presidente Lula, porém, Moro e Bolsonaro defendem exatamente o mesmo projeto neoliberal e de subordinação ao imperialismo norte-americano. Não existe terceira vía, Moro é a via de continuidade do golpe contra o Brasil.

Com o desgaste do seu governo, os militares lançaram a estratégia desde 2015: “se for para fazer oposição, que seja uma oposição que nos controlamos”. Dessa forma, foram se “desacoplando” do bloco golpista diversas figuras, organizações e partidos para dirigir uma “oposição” controlada. Porém, de fato, é tudo uma farsa pois todos defendem exatamente as mesmas coisas: neolibaralismo, colonização dos EUA e polícia para os pobres.

Assim como Bolsonaro teve Heleno como tutor e Temer teve Etchegoyen, outro militar está tutelando a campanha de Sergio Moro, tratasse do general treinado nas missões da ONU, Santos Cruz, que agora pretende coordenar a campanha do lavajatista e preservar o Gabinete de Segurança Institucional como verdadeira forma de governo no país.

Assim como os EUA jogaram bombas no Iraque e Afeganistão, Moro é a “bomba” dos estadunidenses para destruir o Brasil. Enquanto o povo brasileiro não despertar que o Brasil e o continente Latino Americano estão em guerra contra o imperialismo pela libertação nacional não avançaremos para construção soberana do Brasil. Por isso, é condenável que a candidatura do Presidente Lula faça pedidos de vacina para Joe Biden e conversação com a União Europeia, aqueles mesmos países imperialistas que dirigem o golpe de 2016.

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