Terroristas dos Estados Unidos se preparam para eleger bancada federal em 2022

Nas eleições de 2022, não é só a Lava-Jato que pretende formar uma bancada. Além da “bancada do boi, da bala e da bíblia”, as policias militar, civil e federal avançam numa política de relações públicas para tentar “humanizar” o seu trabalho e eleger seus representantes.

Canais diversos nas redes sociais relacionados a policiais e ex-policiais tentam vender uma polícia brasileira que não existe. Nem mesmo a polícia entende de onde elas vieram e qual é seu papel na sociedade brasileira. Para contextualizar, as polícias brasileiras atuais tem origem na fundação do Regime colonial Brasileiro com o golpe militar de 1964.

Para entender a política, não tem como fugir do entendimento da geopolítica. Brevemente contextualizando, isso aconteceu porque os Estados Unidos reorganizaram todos os blocos de poder dos antigos impérios coloniais, que haviam colapsado com o término da Segunda Guerra Mundial.

Esse colapso remonta a crise do poder de Roma no final da Idade Média. Com a primeira fase colonial (entre os séculos XVI e XVIII), Roma reorganizou os Regimes Monárquicos e derrubou as monarquias que não eram alinhadas a sua estratégia de poder. Durante a segunda fase desse processo, o colonialismo moderno (entre o século XIX e meados do XX), na sua fase imperialista, houve um remanejamento dessa estratégia. Com a Primeira Guerra e Segunda Guerra, todo esse esquema desmoronou e foi reorganizado no pós-guerra.

A partir dai, os EUA se tornam os herdeiros de todos os impérios coloniais e ativam sua inteligência militar, policial e civil para organizar os blocos de poder. Na segunda metade do século XX, a pretexto de combater o comunismo (que na realidade nunca foi uma ameaça), os EUA iniciaram um processo de invadir diversos países e promover golpes de Estado: Golpes em toda América Latina, Guerras na África e Ásia.

Em 1989, o muro de Berlim caiu, mas a política intervencionista dos EUA prosseguiu com total força. Apenas mudou o pretexto que se tornou o narcotráfico, terrorismo, democracia, meio ambiente e entre outras desculpas. Não importa o pretexto, o papel dos EUA é destruir o nacionalismo dos países para fortalecer o Governo Único Global.

Então, o presidente estadunidense Eisenhower adota a politica que todos os Regimes Militares da Região da América Latina e Caribe deveriam aderir à Política de Segurança Interna (Doutrina da Segurança Nacional) com o objetivo de forçar a Doutrina Monroe.

Assim, os EUA, com ajuda dos militares traidores e da burguesia vassala dão o golpe de 1964. Com a Ditadura, surgem as polícias que existem hoje. Não é atoa que essas polícias são controladas pelos EUA. Exemplo disso é a Polícia Federal, que orientada pelo FBI, nos marcos da Operação Lava-Jato, sabotaram empresas brasileiras para posteriormente elas serem compradas por empresas norte-americanas. A PF reclama por autonomia para manter o controle do FBI sobre ela.

Por esse controle dos EUA nas polícias da República, que os militares e policiais estão a todo momento ameaçando a população, dando golpes e aplicando o terrorismo de Estado contra o povo brasileiro.

Com a mutação da Ditadura Militar de 1964 em República de 1988, surgiram sob a tutela dos militares diversas facções criminosas que administram o narcotráfico. Os militares e polícias são sócios desses narcotraficantes desde então, até porque não existe fábrica da Tauros dentro da Rocinha e as armas usadas pelos traficantes são em sua maioria de uso exclusivo das Forças Armadas.

Mais recentemente, após toda a crise da polícia iniciada com o desaparecimento do pedreiro Amarildo e os constantes genocídios promovidos nas favelas dos Brasil, a polícias tiram uma decisão estratégica de tentar reciclar o lixo que é seu trabalho.

Falar que a polícia deveria cumprir a lei acabou se tornando uma piada no Brasil. Porque são eles que mais descumprem a lei. Se hoje qualquer cidadão precisar da ajuda da polícia não vai conseguir. Basta ver as estatísticas publicas que provam a ineficiência das policias. Até mesmo as ocorrências relacionadas à perturbação da ordem não são atendidas ou então a polícia demora para atuar. Quando atuam, muitas vezes resultam em casos de violência policial. No final, não existe diferença entre polícia e bandido.

O problema de quando eles adotam essa política de tentar “humanizar” o seu trabalho, é que quanto mais eles se assanham na mídia, mais eles se assanham contra a população pobre, que em um futuro breve, será toda a população, dado o avanço da política neoliberal.

A esquerda também tenta humanizar o trabalho da policia. Porém ao contrário do problema que ela aponta como sendo um “desvios de ordem moral”, a polícia tem uma estrutura de hierarquia. Para resolver a questão, é necessário destruir a tutela dos militares e o pilar econômico que é sustentado pelo narcotráfico à serviço da CIA.

A miséria neoliberal não afeta a polícia, porque ela é parasita do Estado e vão ter sempre seus privilégios garantidos, sejam pelos seus volumosos salários ou pelo monopólio do tráfico que eles administram através das milícias.

A polícia que é um elemento indispensável para proteger um Estado nacional soberano, no Brasil são apenas terroristas de Washington. Mais uma peça que o imperialismo usa para atacar nossa soberania.

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