Militares capachos de Washington tentam roubar o debate de defesa da Soberania Nacional

Quem mais ataca a soberania brasileira são os Estados Unidos e nossos militares trabalham para eles. Desde a recomposição da Ditadura Militar com a Constituinte de 1988, que os militares se preparavam para voltarem a ter o controle total do poder no Brasil. A tutela militar nas instituições republicanas sempre foi presente e os militares foram avançando gradativamente ao poder, naquilo que o general Mourão chamou de “aproximações sucessivas”.

Como toda operação militar, o golpe de Estado sempre vem acompanhado por uma ofensiva propagandística. Isso ocorre desde as guerras na antiguidade, por exemplo, Alexandre Magno, na sua ofensiva contra o Império Persa, espalhava na trilha do seu exército armaduras robustas afim de enganar os persas, que acreditavam que haviam gigantes compondo o exército macedônico. Com o passar dos séculos, a tática de saturar o psicológico do alvo e criar uma base de apoio sempre passou pela tática da propaganda de guerra.

Os militares se retiraram do Regime político em 1988, mas permaneceram presentes nos meios de comunicação, Globo, Folha, Estadão entre outros. Meios esses que foram criados pela Ditadura Militar e que sempre estiveram à serviço dos interesses dos Estados Unidos aqui dentro.

Para organizar o golpe de Estado de 2016, os militares do Alto Comando lançaram anos antes, ainda lá em 2005, uma campanha de propaganda. Criaram diversos canais nas redes sociais ligado à militares. São canais que visam atrair os mais diferenciados públicos para a agenda do golpe militar. Há desde militares fanáticos religiosos à aqueles com verniz de esquerda. Entretanto, qualquer divergência entre eles é falsa, porque nos temas fundamentais eles sempre se alinham para defender as pautas do golpe. Foi assim no golpe, na prisão do Lula, na eleição do miliciano e nos ataques contra a Venezuela.

Agora, com a candidatura do presidente Lula sendo articulada, chamamos atenção para a infiltração dos operativos de propaganda dos militares dentro dos círculos da imprensa de esquerda. O objetivo é claro, livrar a barra da responsabilidade do Alto Comando das Forças Armadas do desastre econômico, social e sanitário que é o seu governo, e também sabotar o debate de soberania nacional.

No dia 28 de janeiro, o Pré-candidato ao governo do estado do Paraná, Roberto Requião, promoveu um debate sobre “Soberania Nacional”. Entre os debatedores estava Robinson Farinazzo, militar aposentado que foi “comandante de um bote” na marinha do Brasil. Esse militar é um dos membros do operativo de propaganda do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e tem um canal nas redes sociais que defende qualquer porcaria imposta pelo Pentágono.

O canal desse falso nacionalista, porque ele é mais um militar covarde e traidor que defendeu o golpe de 2016, é repleto de propaganda alinhada à politica entreguista. Ele que hoje é chamado pela esquerda para falar de “soberania nacional” defendeu a entrega da Embraer para a Boeing. Em um vídeo publicado o militar afirmou: “A Embraer não tem saída, ou ela é comprada pela Boeing ou ela some”. Depois seguiu: “A Embraer tem que ser vendida, preservando os projetos militares da Aeronáutica”. Ou seja, defendeu regredir a indústria aeroespacial brasileira para patamares da década de 1950.

Esse não foi a única participação desse indivíduo no meio da esquerda. Há três meses atrás, esse militar vem ensaiando aproximações dentro da esquerda. O primeiro movimento foi ser chamado para dar uma entrevista para o canal Brasil 247, com o Leonardo Attuch, o tema também era “defesa da soberania nacional”. Semanas depois, o militar fez 3 encontros com o presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, onde debateram a questão da soberania e armamento da população.

Ele também esteve alinhado na prisão do presidente Lula. Em vídeo publicado em 24 de janeiro de 2018, esse militar elogiou o operativo de repressão para afastar os manifestantes petistas que foram acompanhar o julgamento farsa, dirigido contra o presidente Lula no TRF-4 em Porto Alegre. Esse militar também é lavajatista. Produziu vários vídeos defendendo e elogiando o Sergio Moro na condução dos processor contra o Lula e como Ministro da Justiça do governo do miliciano.

Em 2019, quando o governo do miliciano indicou o militar Alcides Valeriano de Faria Júnior para trabalhar no Exército Sul dos Estados Unidos, comandado pelo Almirante Craig Faller, o militar youtuber rasgou elogios dizendo que ‘era um grande feito’.

No mesmo ano, quando iniciou toda a pressão dos Estados Unidos para derrubar o governo nacionalista do Presidente Nicolás Maduro, o seu canal se alinhou na ofensiva de propaganda com Washington, atacando a Venezuela e espalhando contrainformação. Chegou a dizer que o governo da Venezuela só não caia porque haviam militares cubanos na Venezuela reprimindo o povo, uma pauta claramente defendida pela mídia ‘gusana de Miami’.

Agora, o militar youtuber é chamado para fazer debates com gente de esquerda, tais como Requião, gente do DCM, com Attuch do Brasil 247 e até Rui Costa Pimenta do PCO, que suspostamente se criticam.

Debater todo mundo debate, agora defender a Embraer nacional de fato, exigir a anulação da entrega da Base de Alcântara e a liberdade do Almirante Othon, pautas que realmente fazem parte de um programa de defesa da Soberania, esse militar nunca vai defender.

Já está provado pela história. Os comandantes das Forças Armadas do Brasil traíram o país, conspiraram com uma potência estrangeira, os Estados Unidos, derrubaram o governo do Partido dos Trabalhadores e permitiram que os norte-americanos roubassem nossa propriedade nacional.

A esquerda que já está acostumada a reciclar o lixo golpista, já que reciclou até o moribundo PSDB, se realmente quer ser sabujo dos militar, ser subordinado ao GSI, que sejam eficientes. Falem com os generais que realmente tenham poder dentro das Forças Armadas, não com o chorume que faz o papel de propaganda.

Na verdade, a esquerda quer fazer um jogo cínico de diálogo falso com os militares, para propagandear que há uma ligação republicana, quando na verdade não tem força nenhuma e nem querem intervir nas Forças Armadas.

A esquerda acha que equipando, dando altos salários e enchendo os militares de privilégios vão cooptá-los. Já fizeram isso e deu errado. Isso porque, os mais de R$ 100 mil que o general Heleno ganha não se compara com o lucro de avião de cocaína que ele manda para o Japão. Enquanto as Forças Armadas estiverem dominadas por generais associados ao narcotráfico, a maior preocupação deles será manter o poder para continuar seus esquemas, mesmo que isso custe a entrega da nossa soberania nacional.

Até hoje a esquerda nega o papel fundamental das Forças Armadas no golpe de 2016 e não dizem que o governo Bolsonaro é controlado pelo Gabinete de Segurança Institucional. Até que ponto isso seria ignorância ou então proposital. Na dúvida, sempre são as duas coisas.

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