Crise Econômica Internacional

Por Gabriel Araújo

O jornal burguês norte-americano The Wall Street Journal, apontou que o EUA chegou à um recorde de déficit comercial. Isso significa que a economia norte-americana mais importou produtos estrangeiros, do que exportou. Revelando uma enorme dificuldade de recuperação econômica que o principal país imperialista tem encontrado, que é comprovada com a selvageria com que tem travado uma guerra comercial contra a China e principalmente pelo choque de juros que já foi assumido como medida pelo Banco Central Norte-Americano (FED) através de seu Presidente, Jerome Powell.

Esse choque de juros se dá justamente por conta da elevada inflação que o país tem sofrido, a maior desde 1982. E foi justamente próximo à este período que o choque de juros ocorreu, causando grandes prejuízos aos países de capitalismo atrasado, intensificando o saque de suas riquezas e que veio posteriormente desembocar na política econômica neoliberal.

Essa crise encontrou terreno fértil para se expandir, através da elevação do preço do barril de petróleo, pela crise dos semicondutores e também pela escassez de uma maneira geral provocada pela crise portuária. 

A taxa de desemprego nos EUA em 2020 chegou a 14,7% (para se ter uma comparação, na Alemanha esse número saiu de 3,5% para 3,7%; e na Inglaterra de 4,0% para 4,1%). Apesar de reduzida à 3,9% atualmente, a inflação tem jogado um balde de água fria na suposta recuperação. Todo o pacote de dinheiro que deveria ser injetado para a contenção de danos causados pela pandemia, foi parar nas mãos de quem já concentra a riqueza no país, e tal questão foi assumida pelo próprio jornal burguês The Economist.

Essa situação tem explicado toda ferocidade do governo de Joe Biden no terreno internacional, promovendo ofensivas militares no Leste Europeu, Ásia e Oceania, para impor suas vontades políticas e econômicas.

O processo de bancarrota da economia norte-americana e as escaladas belicistas no campo internacional, demonstram que o imperialismo dos EUA irá iniciar uma intensa campanha para conseguir reagrupar forças e se manter enquanto maior país imperialista do globo. 

As lições que nós brasileiros devemos tirar de tal questão, é que não travaremos uma batalha anti-imperialista em um terreno favorável, tendo em vista a selvageria que os EUA irá se lançar e a atual destruição de nosso país que foi promovida diretamente pelo próprio Departamento de Estado Norte-Americano em conjunto com suas marionetes locais. 

Logo, a esquerda deve parar de entrar em polêmicas histéricas e morais, que não levam a lugar algum e alertar o povo sobre os problemas concretos que precisamos resolver. Nesse sentido, reestabelecer nossa soberania nacional com um forte programa de industrialização, refundação das Forças Armadas que são controladas pelos EUA e a convocação de uma nova constituinte que refunde a República, são tarefas primordiais para se falar concretamente em uma recuperação econômica de fato. Algo fora desses pilares, é mera confusão que visa iludir os elementos mais atrasados e manter as estruturas do golpe de 2016 sob uma fachada democrática.

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