A qualquer pretexto a missão da NATO é destruir a soberania nacional dos países

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, em inglês) é uma aliança concebida para garantir a dominação global dos Estados Unidos e não para proteção de seus membros, como diz a propaganda norte-americana. A doutrina de segurança dos Estados Unidos, é baseada na dominação e expansão constante, inclusive do espaço. Lembrando que em 1982 e 2020, o Pentágono criou a Força Espacial e os Fuzileiros Espaciais, respectivamente.

A propaganda da NATO ser uma organização para defesa já caiu por terra fazem muitas décadas. Em março de 1954, o presidente soviético Gueorgui Malenkov (sucessor de Stalin na presidência daquele país) mandou uma nota aos países membros da NATO propondo que a URSS entrasse na Organização, desde que a aliança se mantivesse status de neutralidade. Esse pedido foi negado pelo governo do então presidente norte-americano Eisenhower, revelando os interesses reais da NATO, que passam longe de buscar uma estabilidade da situação na Europa, mas sim criar o domínio hegemônico global.

Décadas depois, nos anos de 1990, durantes os governos de Gorbachov e Boris Iéltsin, com a URSS já desintegrada, a Federação Russa considerou a possibilidade de construir um sistema de segurança em conjunto com a entrada na NATO, porém essa proposta não teve sucesso, já que Washington apostou na via de enfrentamento com a Rússia um caminho muito mais lucrativo para sua indústria armamentista. Em 1993, enquanto o governo submisso de Boris Iéltsin cedia em tudo que podia para os Estados Unidos, não satisfeitos, os Washington armaram os terroristas na Chechênia para balcanizar ainda mais a Rússia.

Segundo o jornalista e escritor francês, Thierry Meyssan, os Estados Unidos querem criar uma área composta de “nações desintegradas”, onde os conflitos e o caos serão dia a dia. No entanto, para chegar a este ponto, é necessário um pré-requisito: a destruição dos Estados nacionais. Nisso, os EUA buscam criar dezenas de países dentro da Rússia.

No final da década de 1980, o presidente dos EUA, Bush pai, através do secretário de Estado, James Baker, manteve uma conversa com o Gorbachev e fez um acordo de boca, nunca quiseram firmar um acordo escrito, onde dizia que os EUA não iriam expandir nenhum milímetro para leste. Porém, desde o fim da URSS, a NATO só tem se expandido.

Em 1999, a NATO atacou a Iugoslávia, contornando a posição da ONU e ignorando a vontade claramente expressa da Rússia, que foi contrário a tais ações. Em em 2001, a NATO apoiou a invasão do Afeganistão, apoiou a invasão do Iraque pelos Estados Unidos e vários países da NATO se juntaram a eles. Todas as operações foram realizadas sem sanção da ONU. Os EUA que hoje dizem que a Rússia vai invadir a Ucrânia, estão mentindo o tempo todo. Em 2003, Bush invadiu o Iraque alegando que o país possuía armas de destruição em massa, que nunca foram encontradas, especialmente armas biológicas, quando na verdade são os EUA o país com maior arsenal de armas biológicas do planeta. A intervenção na Líbia e na Síria, em 2011, também foram guerras da nato NATO. Hoje, graças a guerra dos EUA contra a Líbia, o país se tornou uma base do hijadismo, aliados dos EUA, que desestabiliza todos os países do norte da África.

A partir da segunda década do século XXI, quando a Rússia tomou um rumo mais independente no cenário internacional e fortaleceu suas forças armadas, Washington e seus aliados europeus aproveitaram a crise ucraniana (provocada por eles mesmos) e a subsequente retorno da política de cerco e contenção de Moscou.

A NATO caminha para expansão para o Leste, causando instabilidade nos territórios pós-soviéticos que agora fazem fronteira com a Rússia e fomentando sentimentos anti-russos.

A Rússia é uma superpotência e a Ucrânia é parte da área de segurança russa. Se a Ucrânia aderir à NATO , Moscou terá que lidar com uma nova base militar e novos tipos de armas de ataque bem na fronteira. sob os auspícios da NATO , desencadearem conflitos que ameaçam a estabilidade da região. Por essa razão ,a diplomacia russa levantou a hipótese que diz: se os EUA veem como inaceitável os russos colocarem misseis na fronteira com o México, porque colocar misseis na Ucrânia seria plausível?

A NATO se tornou uma fonte de recursos indispensáveis para os EUA. Nos anos de pandemia de 2020 e 2021, os gastos militares da NATO aumentaram muito. Segundo o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, apesar do impacto negativo da pandemia nas economias dos estados membros da NATO, os gastos militares da aliança aumentaram 3,9% em 2020. Em termos absolutos, o valor dos gastos militares da aliança da NATO em 2020 foi de U$ 1.107 trilhão. Em 2020, 11,6% de todo o orçamento da NATO foi usado para comprar novos equipamentos militares, principalmente norte-americano. Embora o número seja absurdamente alto, em 2014, os EUA propuseram elevar os gastos militares da NATO para 2% do PIB em cada país participante. E o mais importante, querem que até 20% dessas despesas devem ser gastas na compra de novas armas.

Quem ganha com isso é o complexo militar-industrial norte-americano. Portanto, a festa de empresas como Raytheon e Lockheed Martin é compreensível ao comemorar a deterioração da situação política entre Moscou e Kiev. Os Estados Unidos continuam sendo o maior exportador de armas do mundo. Durante o período de 2016 a 2020, o complexo industrial militar dos EUA aumentou sua participação em escala global de 32 para 37%. Armas norte-americanas foram fornecidas a 96 países.

Desde os eventos de 11 de setembro de 2001, os gastos do governo dos EUA com o Departamento de Defesa chegaram a mais de US$ 14 trilhões, e entre um quarto e um terço do dinheiro acabou em nas mãos empresas mercenárias. Ramo que ganhou importância econômica para os EUA.

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