Enquanto mídia ocidental faz histeria contra Rússia, Arábia Saudita massacra civis no Iémen

Está claro que a crise na Ucrânia é artificial. O atual governo da Ucrânia é ilegítimo, pois é fruto do golpe de Estado de 2014. Golpe esse financiado diretamente pelo governo norte-americano de Obama/Joe Biden. A mídia ocidental existe uma opinião única, e quem ousa defender a Rússia está sendo censurado.

O conflito não tem nada a ver com a defesa da soberania ucraniana. Até porque, não se pode falar de soberania naquele país, já que se tornou uma colônia norte-americana e com um governo fantoche de Washington. Na Ucrânia, a versão deles da Lava-Jato conseguiu se institucionalizar. A ingerência norte-americana na Ucrânia é tão grande, que o FBI indica juízes para o tribunal anticorrupção. Já suas Forças Armadas são treinadas, armadas e tuteladas pela NATO.

Não é de hoje que Estados Unidos tentam sufocar a economia russa. Agora querem retirar sua principal rota comercial pelo Mar Negro. Washington já atacou a economia russa antes, quando invadiu a Síria para evitar os planos dos gasodutos russos no país. Essas tensões foram usadas pelos EUA e União Européia para ampliar o assedio criminoso através das sanções contra o povo russo. Querem com essas sanções desestabilizar a economia russa e criar uma revolução colorida para provocar uma mudança de regime.

Não é nenhuma novidade que a diplomacia norte-americana mente descaradamente o tempo todo. E a suposta invasão russa é mais uma dessas mentiras. Quem lembra quando o ex-Secretária de Estado dos EUA, Pompeo, dizia que o presidente venezuelano, Nicolas Maduro, estava na pista de voo pronto para fugir da Venezuela? Nessa hora não existe o discurso hipócrita da fake news.

E ainda com relação à Venezuela, o governo Joe Biden reconhece Juan Guaidó como presidente autoproclamado. Quem reconhece Guaidó não tem moral nenhuma de falar de ingerência. Em 2019, foram revelados planos dos Estados Unidos de invadir, dividir e criar um país dentro da Venezuela.

Fomentar separatismo não é nenhuma novidade para política norte-americana. Lembrando que o próprio Panamá foi criado pelos Estados Unidos estimulando conflito contra a Colômbia. Mais recentemente fizeram separatismo na Iugoslávia e na Síria. Então é uma inversão de discurso atacar a Rússia nesse sentido.

No Oriente Médio, os Estados Unidos e a União Europeia armam e financiam a Arábia Saudita, uma ditadura medieval, que exatamente nesse momento leva uma guerra de extermínio contra o povo do Iémen, desde 2015. Segundo a ONU, já foram mortas 400 mil pessoas naquele país, em sua maioria civis. O exército saudita bombardeia indiscriminadamente a população civil e bloqueia o acesso à remédios, comida, eletricidade e água, causando o que a própria ONU caracterizou como “tragédia humanitária”. Tudo isso ocorre sob o silêncio sepulcral dos EUA e Europa.

Enquanto de maneira hipócrita a mídia pinta a Ucrânia de vítima, quando seu regime fascista vem massacrando a população civil do Donbass, Israel bombardeia Síria e Líbano. Nessa hora nenhuma potência ocidental apela para a carta da ONU e ao direito internacional. Mostrando que a NATO é uma organização de cínicos, hipócritas e inimigos da humanidade!

Já no Brasil, o papel da mídia colonial brasileira comprova que sua existência não é compatível com os interesses nacionais. Ela existe à serviço da indústria de guerra do inimigo do Brasil, ou seja, os Estados Unidos. A mídia trata a questão de forma irresponsável e completamente subordinada aos interesses norte-americanos. O que para ela é apenas o um jogo geopolítico, para os Russos pode significar o fim do seu país. Já para o mundo, pode ser um holocausto nuclear.

Não podemos deixar de denunciar a postura perigosa adotada pela esquerda brasileira. O candidato a presidente Lula, faz deboche da situação (dizendo que temos que mandar o Bolsonaro para Rússia). Lula só fala o óbvio: “ninguém gosta de guerra”, ele tem largando a política para fazer propaganda. Enquanto o Partido dos Trabalhadores lança notas vazias falando de paz, sem ao menos fazer a defesa dos BRICS. Já o resto da esquerda, sem nenhuma vergonha da cara, abraça descaradamente a política de Washington, como foi o caso da deputada do PSOL, Sâmia Bomfim, e do Deputado do PSB, Marcelo Freixo, que de forma covarde atacou a Russia, mas depois apagou seu twitter para defender a paz universal com a NATO.

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