PSOL, PCB e UP: identitários criam mais uma frente ampla com os Estados Unidos

No dia 24 de fevereiro, os partidos políticos representantes da esquerda identitária se posicionaram sobre o conflito na Ucrânia. PSOL, PCB e UP falaram em suas notas contra a “invasão russa” e até de “guerra imperialista” da Rússia. Somaram-se à Frente Ampla internacional, encabeçada pelo Departamento de Estado Norte-Americano, que fala “não à guerra”, mas que induziram esse conflito de forma premeditada. 

É curioso notar que esses partidos se sentem “empoderados” e com “lugar de fala” para criticar o Lula e o Partido dos Trabalhadores (usando o vocabulário ridículo deles), mas eles fazem pior, eles não sentem vergonha de repetir as mesmas propagandas noticiadas pela Rádio Liberty (Imprensa da CIA). Se é verdade que Lula abaixa a cabeça para os mundialistas da Europa, esses indenitários seguem a política dos EUA de forma explicita. 

Em sua nota o PCB diz: “… emergiram crescentes contradições no interior do bloco imperialista ocidental, bem como o declínio dos EUA como potência absoluta.”. Aqui fica evidente que essa gente não consegue enxergar nada. Como é possível depois do golpe de 2016, alguém em seu juízo falar de “declínio” do poder norte-americano?

A crise na Ucrânia é um conflito induzido pelos Estados Unidos, foi Washington que deu o golpe de Estado de 2014 naquele país, colocou fascistas no poder, destruiu a economia do país e instigou Kiev ao conflito. A NATO provocou a Rússia e colocou a guerra como única opção para Moscou, e agora abandona a Ucrânia a sua própria sorte, que foi enganada pela propaganda dos EUA.

Que nossos leitores entendam bem e não se deixem ser contaminados pela propaganda norte-americana, os EUA não estão cruzando os braços na Ucrânia porque eles são fracos, mas sim porque o objetivo é destruir a Ucrânia. Desde o presidente norte-americano Eisenhower a política de guerra dos EUA é contra o nacionalismo, assim os Estados Unidos caminham para o governo único mundial e a existência de nações contradiz essa estratégia.

Absurda posição dessas organizações identitárias de falar de “imperialismo russo”. Não foi o Putin que deu o golpe de Estado de 2016 no Brasil e não foi o Serviço Secreto Russo que comprou o Sergio Moro para destruir as empresas do nosso país, foram os Estados Unidos.

Os Estados Unidos tem cerca de 742 bases militares fora do seu território espalhadas em outros 80 países. Os Estados Unidos concentram 85% das bases estrangeiras do mundo, seguidos pelo Reino Unido com 145 bases fora do seu território. Enquanto Rússia possui 12 bases e China apenas 8.

Os idenitários ignoram, seja por cinismo ou por ignorância, que Ucrânia é parte da Rússia. Os dois países possuem uma história de 1500 anos juntos, compartindo cultura, língua, religião e tradições. Não é a mesma coisa quando os EUA invadem o Iraque, Vietnã ou Coreia. Eles seguem a propaganda que diz: “a Ucrânia estava pacifica e foi invadida pelos Russos”. Prova mais uma vez que quando falam de “imperialismo russo” são apenas mais um operativo da CIA.

Já o PSOL exige de maneira imediata a libertação de “jovens pacifistas russos”, presos durantes “protestos pela paz”. Não importa se de forma sincera alguns russos se manifestaram contra a guerra, a questão é que essas manifestações tem o mesmo caráter do MBL no Brasil. E nos brasileiros deveríamos saber muito bem que essas manifestações servem para dar golpe de Estado. Quando iniciaram essas manifestações, de imediato meios ocidentais cobriram elas com entusiasmo, as direcionaram para atacar a soberania nacional e implementar a política golpista neoliberal de destruição do Rússia.   

PSOL, PCB e Unidade Popular ficam perplexos com a guerra na Ucrânia, mas não fazem nada para combater a polícia do Rio de Janeiro que mata indiscriminadamente a população das favelas. Eles cruzam os braços em um silêncio cumplice a toda política neoliberal e fascista do Estado brasileiro, e limitam sua intervenção política a fazer “bandeiraços”, notas de repúdio e participar de eleições. Identitários são ridículos e inimigos do povo na sua luta real por soberania.

Além disso, não podemos deixar de destacar que durante décadas, essas organizações identitárias pavimentaram a campanha anti-Rússia, com a embalagem da política de defesa dos direitos humanos, das pautas identitárias e da democracia. Atacaram a Rússia quando era clara a política de Washington de cercamento de Moscou, agora ficam comovidos com a guerra, se desresponsabilizando de terem feito o trabalho sujo da CIA.

A desnazificação do Estado ucraniano foi apesentado pela Rússia, apesar da justificativa da Rússia para a guerra seja geopolítica. Entretando, os identitários não mencionam que o regime ucraniano está aparelhado por nazista colocados lá por Washington. Eles não tem nenhum respeito pelos mais de 20 milhões russos mortos na Segunda Guerra Mundial ao comparar Putin com nazismo. Eles não fazem nada contra os fascistas no Brasil e nada querem fazer contra os fascistas na Ucrânia.

Essas organizações pós-modernas, buscam por meio do seu subjetivismo moralista e inquisitor, causar um divisionismo nas forças nacionalistas e calcar caminho para a destruição da unidade nacional, substituindo questões concretas fundamentais, por questões dispersas, ignorando as próprias contradições imanentes de uma sociedade capitalista. Todas as questões, nesse estágio desenvolvimento do imperialismo, devem ser observadas a partir do choque de forças entre os elementos nacionais e o imperialismo. E nesse choque de forças, as massas populares de todos os países, sempre deve aglutinar em uma posição oposta ao imperialismo. Esse é o bê-á-bá do leninismo.

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