Arthur Do Val e as operações de propaganda dos EUA no Brasil

No último dia 04 de fevereiro, foram vazados áudios do Deputado Estadual pelo estado de São Paulo, Arthur do Val (PODEMOS). Em primeiro lugar, é preciso contextualizar o papel do Mamãe Falei, MBL, Vem Pra Rua e entre outros. Todos eles chegaram ao poder via golpe de Estado de 2016. Foram operativos de propaganda na guerra de informação para desestabilizar o regime político brasileiro. Eles foram frutos das manifestações promovidas de 2013, inclusive com recursos da CIA, para derrubar o governo democraticamente eleito da presidente Dilma. Se não fosse o golpe, Arthur do Val e os outros neoliberais e nazistas desses grupos, seriam mais alguns playboys neonazistas fazendo campanha para o PSDB.

Com a declaração da Operação Especial Russa em território ucraniano, no dia 24 de fevereiro, a propaganda norte-americana atingiu o Brasil de forma avassaladora. É notório que todos os políticos brasileiros, de olho nos votos das eleições de 2022, adotaram uma posição de apoio a narrativa oficial de Washington e/ou simularam o apoio aos Estados Unidos com o discurso pela “paz mundial”, disputando o título de hippies do século XXI e de miss universo. Tudo de olho no impacto eleitoral que tem a publicidade dos Estados Unidos nesse conflito, que nem o Bolsonaro levou tanto em conta ao buscar a posição de neutralidade do Brasil.

Ninguém na imprensa golpista, os mesmos que levaram Arthur do Val e outros para o poder, ou na esquerda, questionou porque dentro do regime de ilegalidades que o Brasil vive, se considera como normal que conversas de um parlamentar sejam divulgadas sem autorização da justiça.

Entretendo, com o vazamento dos áudios, ele mesmo diz que foi para lá, entre outras coisas, para explorar sexualmente mulheres refugiadas pela guerra. É sabido, e até muito bem documentado, que em todas as guerras contemporâneas, organizações nazistas e ONGs entram em zonas de conflito para criar rotas de tráfico de mulheres, órgãos e até de crianças. Apesar de que não parecer que esse indivíduo, dada sua incapacidade cognitiva, tenha ido para lá com este objetivo.

Na véspera da sua ida à Ucrânia, o deputado tinha feito uma propaganda que iria para lá para acompanhar o conflito e apoiar a Ucrânia. Até porque, nada mais natural para um neoliberal defender nazistas. Mas essa atitude é um risco para o Brasil. Porque claramente ele estava indo para lá para ajudar na organização da extrema direita. Um deputado brasileiro, indo para um país em guerra e apoiando uma parte envolvida no conflito. Justo em um momento que o Brasil declarou neutralidade entre Ucrânia e Rússia e que há uma escalada do conflito. Esse elemento a imprensa irresponsável e nem os identitários toscos questionaram.

Como deputado, Arthur já agrediu fisicamente professores em São Paulo, ofende pessoas no Brasil o tempo todo, mas nenhum desses casos refletiu uma resposta na imprensa e nem dos parlamentares de São Paulo. Na lógica hipócrita e colonial dos políticos brasileiros é permitido ofender o povo brasileiro à vontade, porém ofender mulheres europeias gera uma comoção nacional.

Ficam claro duas coisas nesse episódio: Essas organizações do tipo MBL estão em crise e não tem como se manter no jogo politico nacional. Há uma manobra que parte da própria CIA, para anular posições destoantes da direita brasileira para as eleições de 2022; leis de fake news, censura à páginas de direita e até o fracasso da campanha do Sérgio Moro, são exemplos disso

Devemos lembrar, que desde o dia 24, e lá se vão mais de 10 dias, que não havia a “polêmica da semana”, porque todas as atenções estavam voltadas para a crise na Ucrânia. Com essa questão voltou à pauta os debates idiotizados aqui na colônia, Brasil.

Com a questão do Arthur os identitários voltaram ao centro da discussão outra vez, para confundir e jogar fumaça nos olhos da população. Durante dias, os indenitários tentaram apresentar Putin como machista, homofóbico, imperialista e que não deveria ser apoiado por isso. Não questionam Arthur do Val porque ele é um nazista lutando com nazistas ucranianos, mas sim porque ele foi fazer turismo sexual na Ucrânia com dinheiro público. Se ele fosse um nazista que pegasse realmente em armas seria chamado de ‘herói de ultima hora” e estaria ao lado dos identitários como aliado contra a Rússia.

Também não se fala que o Brasil precisa passar por uma desnazificação. Todo neoliberal é nazista, e eles estão ai o tempo todo propondo leis punitivistas, censurando as pessoas e com a policia que mata mais gente em um dia do que toda a guerra civil na Ucrânia. Assim como os EUA criaram esse conflito para destruir a Ucrânia, não tenhamos nenhuma duvida que o Brasil hoje é a possível Ucrânia do futuro, porque tudo faz parte da mesma operação para destruir o nascionalismo.

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