Reciclagem do neoliberalismo e o Vaticano no golpe de Estado de 2016

Nos últimos meses, a mídia golpista tem espalhado a notícia que o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, seria o possível candidato à vice na chapa do Presidente Lula para as eleições desse ano. A informação não é negada e nem confirmada pela cúpula do PT, que por sua vez, postergou para final de março qualquer deliberação à respeito.

Primeiramente, não é possível simplesmente ignorar esse processo, até porque o próprio Lula aceita a hipótese. Apesar de muitos políticos e meios de propaganda da esquerda tentarem justificar a aliança com tucanos. A questão central da política no Brasil é o golpe de Estado de 2016. Como seria possível derrotar o golpe se aliando com golpistas? Ao contrário, repetidamente se fala em ” virar a página do golpe”, em uma postura negacionista.

De imediato, muitos tem considerado a proposta absurda, mas sem identificar o papel da Igreja Católica no golpe de Estado de 2016. A própria base petista não aceita aliança com tucano, não por causa da “política de alianças apontando à Direita” ou pela “conciliação de classes”. Mas porque se entende que o programa neoliberal, representado pelos tucanos, é o responsável pela situação de caos no País.

O Vaticano está envolvido na reciclagem do lixo neoliberal, que é considerado importante pelos dirigentes de esquerda para “garantir a estabilidade institucional”. O caminho institucional, na verdade não existe, porque a Lava-Jato, que foi apoiada pelas “instituições”, sepultou as leis republicanas. Não se pode traçar um caminho por meio do emaranhado de ilegalidades e deslegitimidade.

NEOPETENCOSTAIS: UMA CRIAÇÃO DA CIA SURGIDA NA LUTA CONTRA A GUERRILHA NA AMÉRICA CENTRAL

Nos últimos anos, muito se fala do crescimento das Igrejas Evangélicas no Brasil. Inclusive se diz da conversão do Brasil em país católico para evangélico, no bojo da norte-americanização das relações da sociedade brasileira. Por isso, é importante fazer um pequeno histórico de onde surgiu essa vertente do cristianismo.

No ano de 1979, os Sandinistas lançam a ofensiva para a conquista de Managua, capital da Nicarágua, após 10 anos de guerra civil contra as milícias financiadas com dinheiro do narcotráfico pelos Estados Unidos. No mesmo ano, no México, ocorre conferência dos bispos que reforçam o compromisso do vaticano com a agenda social na América Latina.

Em 1980, durante o governo do presidente norte-americano de Jimmy Carter, a CIA produz um memorando onde aponta a Teologia da Libertação como uma “ameaça a segurança interna” (considerando que os EUA veem a América Latina como colônias), em especial na América Central pela veiculação dos jesuítas com a luta armada. No mesmo ano, a CIA junto com os militares, assassinaram o bispo Óscar Arnulfo Romero, em El Salvador, quando esse realizava uma missa dentro da catedral.

A partir disso, em meados de 1970 e início de 1980, a América Central foi o trampolim para os EUA introduzirem suas igrejas neopentecostais em toda América Latina. Roubaram o discurso da teologia da libertação, para atender a agenda social, e sobre proteção das Ditaduras Militares essas igrejas proliferaram. Esse também é um processo onde a MOSSAD (filial da CIA de Israel sionista) está envolvido profundamente.

A cadeia de financiamento dessas igrejas neopentecostais é bem conhecida. Especialmente com a lavagem de dinheiro no narcotráfico, controlado pelos Regimes militares e seus sócios da DEA. Assim sendo, o movimento evangélico neopentecostal é um processo artificial, criado pela inteligência norte-americana para deturpar a religiosidade dos povos, dentro do que é a engenharia social norte-americana para dominação do planeta. Da mesma forma que deturparam o judaísmo, com os sionistas, e o islamismo com os hijadistas.

Em 1982, Ronald Reagan, encontrou o Papa João Paulo II, e criou um escândalo dentro dos Estados Unidos, porque reconheceu o catolicismo nas relações com o Estado. Para o Império Global que os EUA querem formar, já escolheram à muitas décadas o Vaticano como guardião da religião, enquanto deturpam a religião nos países coloniais para atacar o nacionalismo.

IGREJA CATÓLICA CONSIDERA BRASIL COMO UM PAÍS VASSALO

No mundo existe uma série de países que a Igreja Católica considera como seus protetorados desde a Idade Média, e que ela não abre mão de sua influência política, entre esses países se destaca a Espanha, Polônia, México e o Brasil. O peso geopolítico no Brasil, pode mudar inclusive a correlação de forças religiosa na região, e o Vaticano sabe disso.

Apesar do avanço das igrejas neopentecostais, ligadas a teologia da prosperidade, no período do neoliberalismo, entendendo elas como filiais de igrejas neopentecostais norte-americanas e do sionismo israelense, o Brasil está muito longe de ter uma maioria evangélica. Da mesma forma, a perda de influência e prestigio da Igreja Católica não implica necessariamente em menos de poder político. O que está acontecendo hoje no Brasil é justamente o contrário, como vamos explicar ao longo do texto.

Segundo o último senso pulicado pelo IBGE, de 2010, os protestantes (dentro disso se encontra os evangélicos neopentecostais), representam cerca de 22,2% da população brasileira. Totalizam cerca de 42.275 milhões de pessoas em todo o país. No entanto, os católicos seguem sendo maioria, com 123.228 milhões, representando 64% de pessoas e todo o país.

Segundo o IBGE à uma tendência de queda da base fiel ao catolicismo no Brasil. Cerca de 89,2% declaravam católicos em 1980; Em 1990, esse índice era de 83%; em 2000, eram 73,8%; E 64% em 2010, um ritmo de queda muito aproximado a 1% ao ano nos dez anos seguintes.

Muitas são os estudos que explicam a queda da base católica. Entre elas, de 1980 para cá, o Vaticano foi gradativamente reduzindo o espaço de atuação da Igreja nas bases sociais, fruto dos 30 anos de reinado de dois papas conservadores. Historicamente os jesuítas, que criaram a Igreja da Teologia da Libertação, ocuparam um espaço junto as classes sociais mais pobres que os setores mais conservadores da Igreja não tinham acesso.

Porém, o fato mais significativo é o Consenso de Washington, o avanço do neoliberalismo, que junto a politica de esvaziar os setores progressistas da igreja por Roma, levou a uma migração acelerada para as igrejas evangélicas. Não é atoa que os neoliberais amam os evangélicos, e até por esse motivo Geraldo Alckmin seja um amigo dessas igrejas. Por um lado, as políticas neoliberais produzem cada vez mais pobres e pelo outro, as igrejas evangélicas conseguem mais “fiéis”, na promessa da agenda social e esperança.

Durante a Ditadura Militar e o neoliberalismo dos anos 1990, a destruição do emprego, da renda e da cultura nacional favoreceu a proliferação dos evangélicos neopentecostais. Não são poucos os estudos que relacionam diretamente o crescimento da pobreza e da desigualdade social com o avanço das dessas igrejas neopentecostais. O neoliberalismo destrói o emprego, a renda e a esperança. O principal fator de destruição das famílias está relacionado ao fator econômico. Com a destruição da família, entram as igrejas neopentecostais na conversão de novos “fieis”. Ocupando um espaço que antes era legado pela filantropia Estatal ou pelos jesuítas da Igreja Católica, que as décadas de aplicação de política neoliberal ajudou a destruir.

PARTIDO DOS TRABALHADORES, UM PARTIDO CONSTRUÍDO PELOS JESUÍTAS

O contexto histórico da fundação do Partido dos Trabalhadores se constitui logo após a ofensiva da Ditadura na primeira metade da década de 1970, que dizimou as organizações populares e de luta armada da época para assegurar a “abertura lenta, gradual e segura” do Ditador Ernesto Geisel. Na segunda metade dos anos de 1970, houve uma retomada das lutas populares no Brasil, mas que não foram conduzidas pelas organizações tradicionais de esquerda, tais como os comunistas e trabalhistas. Foram guiadas pelos estudantes, bases da igreja católica e pelo novo sindicalismo.

O processo de desindustrialização iniciado pela Ditadura Militar de 1964, foi acompanhado pela chegada das montadoras estrangeiras, que criaram uma nova classe operária, mais precarizada, com poucos direitos e que não tinham laços com as antigas organizações da esquerda nacional.

Nessa época, o movimento popular de base da igreja católica contava com mais de 100 mil comunidades de base eclesiásticas, 2 milhões de círculos bíblicos e centenas de pastorais que conduziam a luta pelo direito do menor abandonado, moradia, direitos humanos e entre outras frentes de luta.

Em 1978, eclode o movimento da greve do ABC Paulista, impulsionado pelos metalúrgicos e apoiados pela Igreja Católica, os sindicalistas e os jesuítas convergem para um dialogo que levaria a formação do Partido dos Trabalhadores. Nos anos seguintes, os jesuítas foram os formadores das principais lideranças populares surgidas nos anos de 1980, em sua grande maioria ligados a teologia da libertação.

A GUERRA RELIGIOSA, DO GOLPE DE 1964 AO GOLPE DE 2016.

Em memorando vazado pela CIA ( sigla par Agência Central de Inteligência em inglês), elaborado em 1969 e intitulado “A Situação no Brasil“, os Estados Unidos destacavam como inimigo fundamental no Brasil à Igreja Católica.

Apesar do Vaticano ter apoiado o golpe de 1964, o regime de exploração e escravidão imposto pelos Estados Unidos é contrário a existência de qualquer direito. A religiosidade do povo é um dos pilares que sustenta a identidade nacional brasileira, como o objetivo dos EUA é destruir o Brasil, eles atacam a religião. A existência de nações são barreiras para o projeto de governo global dos EUA, por isso eles estão impedindo que novos nações se libertem.

Assim, os EUA iniciaram uma guerra religiosa que consiste em diminuir o poder político da Igreja Católica, pois ela é um dos pilares fundadores do Estado brasileiro. Nesse sentido, as igrejas neopentecostais atuam para mudar a correlação de forças na sociedade e refundar o Estado pela via de uma ditadura teocrática.

Não é atoa que os Militares, incapazes de conduzir qualquer política econômica que favoreça a classe média e os empresários brasileiros, perderam toda a base social que os deram apoio no golpe de 1964, foram forçados à se aliar com as igrejas neopentecostais para dar o golpe de Estado de 2016.

A aliança entre EUA, sionismo, militares e evangélicos é estratégica. Por essa razão, o general Heleno, a mando do Departamento de Estado dos EUA, utilizou a ABIN [Agência Brasileira de Inteligência] para espionar bispos e cardeais, durante o Sínodo da Amazônia. O general chegou a afirmar que: “O Vaticano não pode dar palpite na Amazônia”. A ação visava afugentar a base social católica pelo medo de ser espionada. Esse trabalho sujo é feito de prontidão por Heleno, até porque ele e a maioria dos generais do Alto Comando tem ligação com a Maçonaria, que sempre divergiram da Igreja.

E esse não é o único exemplo de hostilidade dos generais maçons e dos lideres das seitas evangélicas que querem criar um Estado Teocrático Evangélico aqui. A presença militar das Igrejas Neopentecostais também se faz presente em áreas periféricas e nas favelas das grandes metrópoles. Avançam com sua guerra religiosa, criando e firmando acordos com as narcomilicias vinculadas aos militares do GSI (Gabinete de Segurança Institucional). É uma orientação conhecida que proíbe cultos de religiões não-evangélicas, que destrói centros religiosos de matriz africana e símbolos católicos dessas localidades. A denúncia das populações dessas regiões contra a criação de milícias neopentecostais é recorrente.

IGREJA CATÓLICA ESTÁ ENVOLVIDA NA ENTREGA DO PRESIDENTE LULA EM CURITIBA EM 2018

No dia 5 de abril de 2018, numa quinta-feira, Sergio Moro, juiz traidor que sabotou as empresas brasileiras para depois vende-las à empresas norte-americanas, que foi artífice do golpe de Estado de 2016 e da fraude eleitoral de 2018, havia determinado a prisão do Presidente Lula. Na noite daquele mesmo dia, Lula se dirigiu à sede do Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo, para se reunir com a direção do PT e do sindicato.

De maneira voluntária, a militância combativa do Partido dos Trabalhadores, se dirigiu ainda pela madrugada até a Sede do Sindicato dos Metalúrgicos. Muitos foram lá para resistir à prisão de Lula e garantir a segurança do presidente.

No dia 06 de abril, dia que Moro determinou para Lula se entregar, a militância já se encontrava em milhares rodeando o sindicato e disposta a tudo para Lula não ser preso. Aquele episódio poderia ter criado um ponto de inflexão ao golpe e derrubado uma decisão ilegal da operação criminosa Lava-Jato. Gleisi, na condição de Presidente do Partido, dizia à imprensa que Lula não ia se entregar e iria ficar com a militância. Naquela data, se debatia se Lula aceitaria a decisão arbitraria da Lava-Jato ou se ficaria na Sindicato em vigília com a militância, que estava vindo de todo o país. Nesse mesmo dia, chegou à sede do sindicato uma delegação de bispos, que defendiam que Lula se entregasse para “evitar um derramamento de sangue”, na palavras deles na época.

Como desdobramento das conversas entre a direção do PT e a Igreja, foi convocada para o dia seguinte, dia 07 de abril, sábado, um ato ecumênico com uma missa em memória da ex-primeira dama Marisa Letícia, falecida por culpa da Lava-Jato, onde participaram Lula e diversas lideranças do campo de esquerda e da Igreja Católica.

O bispo Dom Angélico Sândalo Bernardino, celebrou uma missa em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos, aconselhando publicamente Lula se entregar e não arriscar sua saúde. Ele no papel de emissário do Vaticano, apesar de não declarar isso oficialmente, mas que os fatos históricos posteriores comprovam isso, disse: “Não é que nos (Igreja) queremos, não é que muita gente no exterior quer (Vaticano), mas… Lula, você precisa cuidar da sua saúde”.

Por sua vez, o presidente Lula da Silva lembrou a forte ligação da Igreja na construção do PT. Segundo o presidente, ali (na Igreja) os trabalhadores tiveram proteção e retaguarda para aumentar as mobilizações grevistas no final da Ditadura Militar. Entretendo, em cima do carro de som Lula dizia que faria o que o povo achasse melhor, mas que por ele se entregaria. O impacto dessa declaração desmotivou grande parcela da militância que estava ali e que viu que a sua direção mais uma vez não conseguia entender o recado da base, que ao poucos foi se desmobilizando.

Ao terminar o ato em frente do Sindicato, a burocracia atuou para fazer valer a política da Igreja e desmobilizar a militância mais combativa que ali estava para impedir que Lula se entregasse. Assim, não criando um enfrentamento direto com os golpistas quando tiveram a oportunidade. Os chamados de “esquerda radical”, mas que na verdade estão sempre em sintonia completa com a burocracia, o PCO mas especificamente, chamou uma plenária para a sede do Partido, desmobilizando parcela significativa da sua militância que estava nos portões do Sindicato. Por outro lado, João Paulo, da Direção Nacional do MST, conduziu uma assembleia fajuta para decidir se Lula se entregava ou não, quando tudo já estava decidido pela cúpula. Ele apenas fez o trabalho sujo de retirar a militância que estava cercando o sindicato, papel que a Polícia não poderia fazer.

Assim, após três dias de vigília, acompanhamos de perto todos os episódios que seguiram na Prisão do Lula no Sindicato dos Metalúrgicos. Entre esses episódios, foi fundamental o papel dos bispos católicos para desarmar a militância. Como sempre, a esquerda deixou escapar mais uma oportunidade para povo se livrar todo o golpe de 2016. Nessa articulação, vieram duas boas noticias numa só para o Vaticano. Por um lado, a Igreja neutralizou a radicalização do movimento no Brasil e também preservou a imagem do seu principal articulador político, presidente Lula, que por estar na prisão ninguém pode associa-lo ao descalabro do governo militar.

EM CARTA PARA FRANCISCO PROMETEU LIBERTAR LULA

No dia 29 de maio de 2019, foi dado ao conhecimento do público uma carta enviada pelo Papa Francisco ao Presidente Lula, em Curitiba, onde ele prometia que o petista seria solto. Na carta o Papa escreveu: “o bem vencerá o mal, a verdade vencerá a mentira e a Salvação vencerá a condenação”. Não foi a primeira vez que o Papa se correspondeu com o Presidente Lula na prisão. Em agosto de 2018, ele escreveu uma carta a Lula e enviou junto um rosário com uma dedicatória na versão italiana do livro “A Verdade Vencerá”.

Coincidindo com as cartas do Papa, poucos tempo depois, em junho de 2019, o Site The Intercept divulgou mensagens vazadas entre Procuradores e Juízes da Lava-Jato, onde ficava comprovado o esquema criminoso para manipular sentenças e acossar o patrimônio das Empresas brasileiras em benefício dos interesses norte-americanos.

Glenn Greenwald estudou na Universidad de Georgetown, universidade jesuíta, e trabalhou como colunista The Washington Post (jornal onde trabalham centenas de agentes da CIA). Por duas ocasiões, durante seu trabalho no The Guardian divulgando os arquivos vazados no caso do Edward Snowden e aqui no Brasil, com os dados da Lava-Jato, documentos importantes quem podem escrever a história de um país, que por sua vez somente a inteligência norte-americana poderia ter acesso, foram parar nas mãos do jornalista. Além disso, um dos donos do The Intercept é o ex-diretor da CIA, John Bremann, a cabeça que está por trás da Primavera Árabe, que por sua vez também é católico conservador.

No Chile, em outubro de 2019, iniciaram as mobilizações no Chile. Foi pelo receio das Forças Armadas que essa situação chegassem no Brasil, que o STF deu a ordem para soltar Lula e apaziguar a situação política no Brasil. Lembrando que na prisão, Lula dizia que iria fazer caravanas pelo Brasil pra denunciar o golpe, mas desde quando saiu, até hoje, não fez nenhuma coisa e outra.

Após sair da prisão, a primeira viagem internacional do Lula foi ao Vaticano, encontrar o Papa Francisco. Ao solicitar a audiência com o Papa, Lula afirmou que gostaria de agradecer ao pontífice pela “solidariedade”. O presidente da Argentina, Alberto Fernández ajudou a promover o encontro entre os dois.

Hoje podemos falar sem dúvida que, a prisão do Lula, mais do que uma perseguição ao Partido dos Trabalhadores, foi na verdade uma operação para proteger o Lula de todos os desgastes políticos que enfrentou o regime político Brasileiro durante todo esses processo de golpe. Ele sai da prisão justamente como única pessoa que pode recuperar a reciclagem institucional da colônia brasileira. Não há politico no Brasil que tenha popularidade, o único que ainda possui algum apoio é o Bolsonaro e o próprio Lula. Por isso, o desejo dos neoliberais de voltar ao governo usando a própria base de apoio petista, já que sua base se desmanchou e sustenta hoje o governo Bolsonaro.

ALCKMIM UMA PROPOSTA DO VATICANO PARA GARANTIR A ENTREGA DA AMAZONIA

Geraldo Alckmin, além de um neoliberal é membro da Opus Dei, organização conservadora católica. A Opus Dai está organizada em mais de 68 países. Sua origem remonta à conjuntura da guerra civil da Espanha e cresceu durante a Ditadura de Franco. No Brasil, ela chegou um pouco antes do golpe de 1964, e aglutinou parcela importante do movimento Tradição, Família e Propriedade (TFP) para sustentar o golpe e a Ditadura Militar, sendo seu líder, Plinio Corrêa de Oliveira membro da Opus Dei.

A proposta de aproximar tucanos e petistas em um futuro governo, deve ser encarada na estratégia da Igreja para recuperar o espaço político, através da agenda social e ambiental que o PT propõem aplicar em conjunto com o Vaticano. Obviamente, mantendo o programa neoliberal, que Alckmin representa.

Desde a chegada do Papa Francisco ao trono no Vaticano, os jesuítas estão unificando todos os setores importantes dentro da Igreja em torno da sua estratégia de poder. Desde então, foram inumeráveis declarações da Opus Dei reafirmando o seu compromisso e a lealdade à Roma.

Na reunião com o Papa, realizada logo após a saída de Lula da prisão, a questão ambiental foi debatida. A questão ambiental, em especial a Amazônia, tem sido um elemento levantado pelos mundialistas para atacar a soberania nacional brasileira. O Vaticano quer, em parceria com a ONU, regulamentar e ampliar a instalação de suas ONGs, que já se encontram no território. A propaganda é se apresentar como defensora dos povos indígenas, mas ao mesmo tempo, infraestrutura, ONGs e empresas adentram no território.

No seu discurso na ONU, Lula reiterou que a Amazônia é um problema ambiental internacional, abrindo com esse discurso o atestado que vai permitir intervencionismo estrangeiro na Amazônia. Agora, para justificar a escolha do Alckmin, Lula fala que é para garantir a agenda internacional, ou seja, a questão ambiental. Desde a crise das queimadas na Amazônia, que ficou notório que o problema ambiental, desde então, é a senha para dar golpes e interver na soberania dos outros países da região, sobretudo o Brasil.

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