STF ataca novamente os direitos democráticos da população. Banir o Telegram é censura!

Em mais um episódio de autoritarismo do STF, o Ministro Alexandre de Moraes, determinou o bloqueio do Telegram em todo o Brasil, além de estabelecer que quem não obedecer à decisão fica sujeito à uma multa diária de R$100 mil. 

Vale lembrar que demagogicamente Alexandre de Moraes fala de respeito às leis, porém, é importante ressaltar que ele jamais seria Ministro do STF se não tivesse sido nomeado por Michel Temer no bojo do golpe de Estado de 2016, assumindo a vaga do Ministro Teori Zavascki, morto em um acidente de avião no mesmo ano. Portanto, ninguém precisa respeitar uma instituição que impõem suas vontades ilegalmente pela força da arbitrariedade policial.

Entretanto, cedendo à pressão da arbitrariedade no Brasil, em resposta ao STF, a empresa Telegram aceitou a decisão e pediu um prolongamento do prazo. Sob a ameaça de deixar de operar no Brasil. 

Segundo a decisão do Ministro, a censura ao Telegram se justifica por uma demanda da Polícia Federal, ou seja, por uma demanda do FBI que manda e desmanda na PF no Brasil, como ficou evidente no processo da Lava-Jato, que pediu para suspender perfis nas redes sociais de bolsonaristas. 

Nem vale muito o esforço de responder que o suposto combate as fake news não existe e que é mais uma forma de censura, basta apenas mostrar o que a imprensa imperialista faz. Fake news é termo que foi introduzido na campanha eleitoral de Hillary Clinton contra o Trump, em 2016, e que se tornou sinônimo no mundo todo para estabelecer a censura. Enquanto isso, a imprensa imperialista mente continuadamente, oculta informação e bloqueia opiniões divergentes, e ninguém questiona.   

Interessante notar que essa decisão de censurar o Telegram vem justamente nesse momento que se acelera os conflitos entre Rússia e Estados Unidos, sendo o Telegram um canal de fácil acesso para obter informações das mídias russas.

A rede social é notoriamente um meio de escape de um grande público que tenta burlar a política autoritária da Rede Meta, correspondente ao WhatsApp, Facebook e Instagram (redes do mesmo dono, Mark Zuckerberg), que tem demandas judiciais por vender informações de usuários e espionagem em diversos países. 

Assim como na Ucrânia, a nazificação do Brasil continua, conduzida pela censura, leis positivistas cada vez mais arbitrárias e um Estado policial e militar que tutela toda a vida cotidiana no Brasil. Todos os golpistas, militares, STF, Congresso e a Presidência do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) são ilegais, porque foram as mesmas instituições apodrecidas, herdeiras da Ditadura de 1964, que deram o golpe de 2016 em conspiração traidora com uma potência estrangeira, os Estados Unidos. Todos eles são ilegais e ilegítimos, apoiaram a Lava-Jato (operação do FBI para sabotar nossas empresas), deram o golpe, prenderam o Lula e permitiram a fraude eleitoral de 2018, que elegeu o miliciano, que hoje eles dizem se opor, mas que apoiam toda sua agenda econômica neoliberal e a vassalagem aos EUA.

Por sua vez, a esquerda que deveria se contrapor à essas arbitrariedades antidemocráticas, aplaude a decisão do STF, porque ela se tornou um instrumento do golpe para reabilitar o apoio social do judiciário, tão desmoralizado no Brasil após décadas introduzindo injustiças, golpes e apoiando a Lava-Jato.

Supostamente a esquerda se vende para o povo como “defensora dos interesses populares”, porém o povo não tem nenhuma defesa contra os golpistas no meio desses partidos políticos que estão ai. A esquerda adota uma postura ridícula e patética, em uma crise de credibilidade cada vez maior, aplaudiu a decisão do STF porque supostamente atinge os bolsonaristas. Para eles, se for contra o Bolsonaro eles apoiam, aderindo a uma espécie de oposicionismo imaturo e irracional. 

Não é porque deputados de direita condenaram a decisão, inclusive o general Mourão, que a pauta da denúncia da censura do Telegram tem menos crédito. Não se deve debater as pessoas que fazem a discussão, mas sim o tema em questão. E não é a primeira vez que a esquerda faz frente ampla com a ala tucana dos golpistas, vimos isso se repetir na crise da Amazônia e na questão da visita do Bolsonaro à Rússia.

A questão da liberdade de expressão é algo que povos durante séculos travaram inclusive guerras para defender. Ou todos tem o direito de falar o que quiserem ou ninguém tem direito de falar nada, sendo um conceito pacificado desde à época iluminismo, quando os povos romperam o autoritarismo dos inquisidores do Vaticano. Não se deve permitir que pessoas com a cabeça ainda na Idade Média limitem um avanço civilizacional da humanidade, para fazer um oposicionismo falso à um político que eles mesmos levaram ao poder.

O povo brasileiro não está disposto à entregar seu direito de liberdade de expressão, por causa de uma eleição totalmente manipuladas e que todos sabem que não vai mudar absolutamente nada.

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