EUA querem envolver a Polônia para prolongar conflito na Ucrania

Nessa quinta-feira, 24 de março, um mês após o início da Operação Especial Russa em território ucraniano, o Alto Comando da Rússia afirma que responderá se a Polônia enviar militares para Ucrânia.

De acordo com um plano do Ministério da Defesa polonês vazado para o site de notícias olonês Onet.pl, o governo do país pretende lançar unilateralmente uma “missão de paz” para Ucrânia, com um efetivo de até 10.000 soldados.

As relações entre Rússia e Polônia já são conflitava à muito tempo e estão prestes a ruptura total. Neste contexto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo alertou a Polónia através de um comunicado divulgado esta quinta-feira que ambos países enfrentam “uma perigosa escalada de tensões”. Na semana passada, o governo polonês expulsou 45 diplomatas russos acusados ​​de espionagem e confiscou propriedades russas no país, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo qualificou esta decisão como um passo consciente para a destruição definitiva das relações bilaterais entre ambos os países.

Em reação, o Comitê de Defesa da Duma (Parlamento) da Rússia, Vladimir Shamanov, disse que os estágios finais da Operação Especial russa “serão realizados perto da fronteira ucraniana-polonesa” e que os poloneses receberão uma resposta caso tente intervir no conflito, que incluiria o uso de mísseis hipersônicos.

A Polônia é uma das bases mais importantes dos Estados Unidos para continuar o conflito entre Moscou e Kiev. O país tem sido uma importante ponte para chegada e saída de mercenários, nazistas e armas para alimentar o suicídio coletivo da Ucrania, chamada pela imprensa de “resistência”. De acordo com o chefe do Gabinete de Segurança Nacional da Polónia existem cerca de 5.500 soldados norte-americanos destacados neste país.

Por sua vez, o governo polonês tem pressionado a NATO e está pedindo uma “missão de paz” da Aliança na Ucrânia. O vice-primeiro-ministro polonês Jaroslaw Kaczynski enfatizou que a eventual missão da NATO deve ser “protegida pelas Forças Armadas” para possibilitar a manutenção da paz e fornecer ajuda humanitária na Ucrânia. O que levaria inevitavelmente ao conflito direto entre NATO e Rússia.

Por sua vez, o presidente Zelensky, que diz que está vencendo a guerra contra os Russos, se contradiz e afirma que a “Missão de Paz na Ucrania é questão de vida ou morte”. Fazem poucos dias, que Kiev havia solicitado uma Zona de Exclusão Aérea, proposta que foi rejeitada pelos Estados Unidos de imediato, pois claramente que não estão dispostos a entrar em uma guerra com a Rússia pela irrelevante Ucrania. Para os EUA, Ucrania é apenas um peão que pode ser sacrificado em benefício de construir a nova ordem de poder mundial.

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