Propaganda da imprensa pró-NATO defende nazistas na Ucrania e oculta seus crimes

Desde o final de 2013, mesmo ano das Jornadas Pró-Golpe no Brasil, que os Estados Unidos mergulharam a Ucrânia em uma crise política na qual o assalto do poder pelos nazistas está à vista de qualquer um comprometido com a verdade.

Em 2014, as manifestações artificiais conduzidas pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, conhecida como Euromaidan, onde os EUA financiaram com cerca de US$ 2 bilhões esses protestos, foram o estopim para a proliferação de grupos de nazistas que, sob controle e/ou cumplicidade dos EUA e União Europeia, foram avançando cada vez mais no governo ucraniano. Desde então, o país se converteu em uma colônia, com um governo fantoche e uma base de desestabilização da Rússia.

O oligarca Igor Kolomoisky é um dos principais financiadores do Batalhão Azov desde sua reformação em 2014, cujo logotipo é até inspirado na SS nazista. Ele também financiou outras milícias nazistas como os Batalhões Aidar e Dnipro, destacando-os como seu esquadrão de choque pessoal para a proteção dos seus interesses financeiros. Saudações nazistas, exumação de membros da SS com honras militares, agressão a heróis ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial, citações de Hitler, uso de uniformes alegóricos ao exército nazista, entre outros, fazem parte do cotidiano ucraniano e também está se normalizando em outras partes da Europa.

Em 2019, Kolomoisky apareceu como o principal apoiador da campanha presidencial de Zelensky. Embora Zelensky tenha feito sua campanha pautada pelo falso combate à corrupção, assim como ocorreu com Bolsonaro no Brasil, o caso dos Pandora Papers revelaram que ele e membros de seu círculo de amigos no governo receberam grandes pagamentos de Kolomoisky de corrupção através de contas offshore no Panamá.

Em 2015, o Batalhão Azov foi incorporado ao Exército ucraniano e sua ala de vigilância nas ruas, conhecida como Corpo Nacional, foi implantada em todo o país sob a supervisão do Ministro do Interior, ao lado da Polícia Nacional.

Em novembro de 2021, um dos nazistas mais conhecidos da Ucrania, Dmytro Yarosh, era anunciado como conselheiro do comandante-em-chefe das Forças Armadas ucranianas. Yarosh é dirigente do Partido nazista Setor de Direita, resgatou as ideias de Stepan Bandera sobre a “desrussificação” da Ucrânia.

Desde o golpe de Estado de 2014, os nazistas foram ganhando cada vez mais espaço. Foram colocados em posições de comando nas Forças Armadas, em Ministérios e em meios de comunicação. Vimos como recentemente um jornalista ucraniano, no canal de televisão do governo, pediu publicamente o extermínio das crianças russas, invocando a doutrina nazista da “solução final” idealizada por Adolf Eichmann. Assim como, não bastando as sessões de tortura, espancamento e humilhações em publico, membros do governo ucraniano sugerem a castração de soldados russos capturados em batalha.

Em dezembro de 2021, Zelensky podia ser visto apresentando a condecoração de “Herói da Ucrânia” a um líder do Partido Nazista Setor de Direita, em uma cerimônia no Parlamento do país. Longe desse ser o único episódio de honras de Estado para nazistas no governo Zelensky, são os inumeráveis casos de condecorações, distribuição de medalhas, títulos e cargos para nazistas declarados.

Na Ucrania é uma ditadura que não permite oposição, recentemente, no dia 20 de março, o Regime de Kiev proibiu 11 partidos de oposição. Além disso, mantém-se a proibição do Partido Comunista e do Partido das Regiões (esse último era o partido governista golpeado), proibidos desde 2014.

É bastante conhecido o papel exercido pelos Estados Unidos na reciclagem dos nazistas após o término da Segunda Guerra Mundial, no processo que ficou conhecido como a acessão do IV Reich, e a situação da Ucrânia não é diferente.

A CIA e o FBI estão à frente de toda reorganização do nazismo por lá. São publicas as informações dos campos de instrução da CIA no país , onde oferecem treinamentos militares, de espionagem e de tortura (chamados de interrogatórios) aos nazistas. O Batalhão Azov se engajou no treinamento organizações supremacistas brancas nos Estados Unidos, de acordo com uma acusação do FBI contra vários nacionalistas brancos nos Estados Unidos que viajaram para Kiev para receber treinamento Azov.

Manifestações de racismo e intolerância religiosa são constantes na Ucrânia. Em 27 de fevereiro, a conta oficial do Twitter da Guarda Nacional Ucraniana postou um vídeo de “Combatentes Azov” lubrificando suas balas com gordura de porco para humilhar os combatentes muçulmanos russos chechenos. Os Azov também estão a frente dos ataques aos refugiados indianos, africanos e mulçumanos que tentam sair da Ucrânia.

A Imprensa pró-NATO censura todos esses acontecimentos, ao mesmo tempo que glorifica a imagem do colaboradores nazistas dos tempos de Hitler, como Teodoro Barabash, a lideres da Waffen SS na Ucrânia e Stepan Bandera. Essa campanha não começou hoje, lembrando que em 2017, a NATO prestou homenagem à resistência anti-soviética das chamadas repúblicas bálticas, que em algum momento colaborou com a invasão nazista. Da mesma forma, os autodeclarados países civilizados, da União Europeia e Estados Unidos votaram contra a resolução proposta pela Rússia na ONU que condenava o nazismo.

Enquanto a mídia ocidental usa a herança judaica de Volodymyr Zelensky para tentar refutar as acusações de ascensão nazista na Ucrânia, o presidente apoia as forças nazistas e agora confia nelas a continuidade do conflito. Na total neutralização das Forças Armadas da Ucrania pelos russos, Zelensky e os Nazistas estão interessados na continuidade do sofrimento do povo ucraniano, desde que isso signifique um dano à Rússia. Da mesma forma que, a imprensa pró-NATO desenforma e defende os nazistas ucranianos, porque no momento estão sendo usados e sacrificados para luta dos Estados Unidos contra a Rússia.

Quando o presidente russo, Vladimir Putin, enviou tropas ao território ucraniano em 24 de fevereiro, com a missão declarava sobre “desmilitarizar e desnazificar” do país, a mídia norte-americana embarcou em uma missão própria: negar o poder dos paramilitares nazistas sobre a política e militares ucranianos.

Nesse esforço para desviar a atenção da influência do nazismo na Ucrânia, a mídia norte-americana encontrou sua ferramenta de relações públicas mais eficaz na figura de Zelensky de origem judaica. Mas isso não significa absolutamente nada, até porque a Mossad, filial da CIA em Israel, trabalhou em colaboração com nazistas em diversos países. Já na Ucrania, Zelensky não apenas cedeu terreno aos nazistas nesse tempo, como também lhes deu um papel na linha de frente da guerra de seu país contra as forças russas e pró-russas.

Hoje, enquanto as tropas russas pressionam fortemente cidades como Mariupol, que estava efetivamente sob o controle do Batalhão Azov, fica evidente o tipo de guerra criminosa que esse grupo terrorista aplica. Unidades de artilharia pesada mobilizadas dentro de zonas residenciais, milhares de pessoas impedidas de deixarem as zonas de conflito para servirem reféns dos nazistas, centenas de pessoas servindo de escudo humano para cobrir a fuga de nazistas, prisões, tortura e execuções sumárias de cidadãos ucranianos acusados de colaboracionistas pró-russos.

Em 1º de março, Zelensky substituiu o administrador regional de Odessa por Maksym Marchenko, ex-comandante do Batalhão Aidar acusado de uma série de crimes de guerra na região de Dombas.

Além de autorizar a libertação de criminosos das prisões para se juntarem à batalha contra a Rússia, Zelensky ordenou que toda a população masculina em idade de lutar permanecesse no país. Militantes do Azov passaram a reforçar essa política brutalizando civis que tentavam fugir dos combates em torno da cidade de Mariupol, Kiev, Odessa e outras cidades pelo país.

Apesar da imprensa pró-EUA afirmar que os nazistas são patriotas defensores do seu país, é impossível censurar as centenas de vídeos que surgem postada pela população ucraniana relatando a brutalidade dos grupos nazistas ucranianos. Em um desses vídeos, mostrar membros uniformizados de uma milícia fascista em Mariupol arrastando violentamente os moradores da cidade para fora de seus veículos sob a mira de uma arma. Outro, mostra um idoso sendo balado na perna por violar o toque de recolher, outros mostram centenas de pessoas sendo amarradas em postes e essas atrocidades são ocultadas pela chamada mídia ocidental oculta.

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