Ucrania aceita cumprir termos fundamentais do acordo de rendição à Rússia

Nessa quarta-feira, 30 de março, na capital da Turquia, Istambul, as delegações da Rússia e Ucrania encerraram mais uma rodada de negociações, que foi iniciada ontem (29). O líder da delegação russa, Vladimir Medinski, afirmou que Kiev está pronta para cumprir os “requisitos fundamentais de segurança” de Moscou. Tratasse de: abdicar a anexação da Criméia e de Donbaas pela via militar, não ingressar na NATO e assumir estatus de neutralidade.

“A Ucrânia declarou sua disposição para cumprir os requisitos fundamentais que a Rússia tem insistido nos últimos anos”, esclareceu o diplomata russo. Medinski também explicou que, com a condição de que tais requisitos sejam atendidos pela Ucrania, a ameaça de que a NATO crie uma base no território ucraniano será eliminada.

De acordo com as declarações do líder da delegação russa, o lado ucraniano prometeu não aderir à NATO no futuro, não ter armas nucleares ou hospedar bases militares estrangeiras e também não realizar exercícios militares com a participação de forças estrangeiras, cumprindo assim com a exigência de permanecer em estado neutro.

Além disso, Medinski observou que, pela primeira vez em todos esses anos, a Ucrânia declarou sua disponibilidade para negociar com a Rússia.

Por sua vez, o Moscou descreveu como positivo que a Ucrânia tenha apresentado propostas concretas nas conversações em Istambul.

No final da reunião representantes ucranianos, Medinski disse à imprensa que seu país havia tomado duas decisões para diminuir as tensões na Ucrânia: “reduzir drasticamente a atividade militar na direção de Kiev e Chernigov”, bem como aceitar um possível encontro entre os presidente russo e o ditador ucraniano, Vladimir Putin e Volodmir Zelenski, respectivamente, no momento da assinatura do futuro tratado de paz.

Por outro lado, a Ucrânia segue as decisões do governo dos Estados Unidos, liderado por Joe Biden, nos diálogos que mantém com a Rússia. O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, que de Rabat (capital marroquina) disse que as conversações entre Kiev e Moscou não devem ser tidas em conta, tendo em vista pôr fim a operação militar especial russa em território ucraniano.

O Ditador ucraniano, Zelenski, disse à sua equipe de negociação para adiar as negociações o máximo possível porque no fundo o Pentágono “o que está procurando é um espaço para guerra infinita.

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