Suécia e Finlândia podem entrar na NATO até o final do ano

Segundo matéria divulgada nessa segunda-feira, 11 de abril, pelo jornal britânico, The Times, Finlândia e a Suécia podem entrar na NATO até o final de 2022. Citando autoridades desses países, o meio de comunicação britânico afirmou que ambos os governos estão trabalhando para chegar à um consenso interno que leve ao ingresso à NATO.

O presidente finlandês, Sauli Niinisto, disse que não é necessário fazer um referendo para a adesão à NATO, argumentando que “existe apoio popular”. Em maio será apresentado ao governo um informe de segurança, que será levado ao Parlamento do país. Espera-se que a Finlândia se candidate à adesão à OTAN em junho, seguida pela Suécia.

A primeira-ministra da Suécia, Magdalena Andersson, do Partido Social-Democrata, afirmou que o país pode apresentar candidatura à NATO. Em março, a Primeira-Ministra havia rejeitado o pedido da oposição de entrar na aliança dizendo que a decisão “aumentaria o conflito com a Rússia”, porém voltou atrás, e argumentou recentemente que pretende rever os status de neutralidade do país, com base na nova reformulação de segurança que passa a Europa.

De acordo com o artigo, as fontes afirmaram que a adesão do bloco militar por ambos os países foi “um tema de conversa e múltiplas sessões” durante as reuniões entre os chanceleres da Aliança, ocorrido em Bruxelas nos dias 06 e 07 de abril, e que contaram com a presença de representantes de Estocolmo e Helsinque.

Por sua vez, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, manifestou que a expansão sem limites da NATO não contribuirá em nada para segurança da Europa, mas sim é uma ferramental de confrontação com a Rússia. Moscou já manifestou por inúmeras vezes que o rompimento dos status de neutralidade da Finlândia e Suécia não será aceito. A ameaça à Rússia é direta, por exemplo, Suécia tem a maior frota do planeta de caças Gripen, jatos desenhados para serem “caçadores de Sukhois”.

A permanência da neutralidade da Suécia e Finlândia é uma demanda de segurança secular da Rússia e que está sendo rompida agora. Em 1990, o então secretário de Estado dos EUA, James Baker, prometeu ao líder soviético Mikhail Gorbachev que a NATO não se moveria “uma polegada para leste”, porém a coalizão fez exatamente o oposto, e vem se expandido infinitamente. Desde então, o bloco incorporou 14 países: República Tcheca, Hungria, Polônia, Bulgária, Estônia, Letônia, Lituânia, Romênia, Eslováquia, Eslovênia, Albânia, Croácia, Montenegro e Macedônia do Norte.

Nos Estados Unidos, muitos analistas militares do Pentágono tem dito durante décadas que romper os status de neutralidade da Suécia e Finlândia, assim como aderir a Ucrânia e Geórgia na NATO é um erro. Entretanto, a liderança do Partido Democrata continua ignorando todas as advertências e ampliando sua linha de confrontação com a Rússia.

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