Visita de Nancy Pelosi é uma Provocação dos EUA para militarizar à Ásia

Nessa terça-feira, dia 02 de agosto, a Presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, do Partido Democrata, se tornou pivô de mais um episódio na escalada de conflitos entre os Estados Unidos e a China. Uma provocação direta dos Estados Unidos à sua política de “Uma só China”, por conta da sua visita à ilha chinesa de Taiwan.

Pela constituição americana, Pelosi é a terceira autoridade na linha de sucessão da presidência dos Estados Unidos, então esta é uma visita de Estado. E resulta na reação chinesa.

A ambiguidade em torno da visita de Nancy Pelosi à Taiwan pode ser entendida como uma estratégia de Washington para colocar a China em estado de alerta máximo e fabricar um quadro de propaganda no qual pinta Pequim como agressora.

O domínio da propaganda norte-americana nos meios de comunicação no mundo joga um papel fundamental à favor dessa narrativa, mesmo que Pequim nunca tenha mostrado nenhuma evidência de agressão militar contra aeronaves norte-americanas. A propaganda diz que: “os indefesos separatistas taiwaneses, que representam o ‘mundo democrático’ na Ásia, estão sendo atacados pelos malvados chineses”. Um discurso bem maniqueísta babaca. Esta versão é similar à adotada contra a Rússia na Ucrânia. Só que a diferença fundamental é que Taiwan é parte da China.

Outro objetivo seria pressionar para que Japão, Coréia do Sul, Cingapura e Malásia concordem em aumentar a militarização dos EUA contra a China, e participar de uma nova rodada de cerco, o que os norte-americanos estão estabelecendo na Ásia-Pacífico.

A mídia chinesa Global Times noticiou na última sexta-feira, 29 de julho, uma reunião do governo chinês para avaliar às possíveis opções militares e as contramedidas que vão desde a economia à diplomacia.

As respostas vão desde manobras de dissuasão aérea e de mísseis, até exercícios militares ao redor da ilha e “mesmo nas águas entre a ilha de Taiwan e o Japão, bem como entre a ilha de Taiwan e Guam”. Os exercícios durarão entre 4 a 7 de agosto, detalhou a rede de notícias chinesa em inglês CGTN.

No campo diplomático, O Ministério das Relações Exteriores da China convocou o embaixador dos EUA em Pequim para explicar a visita da presidente da Câmara dos EUA.

A data da visita de Pelosi à Taiwan não poderia ser mais provocativa. Ocorrer justamente quando o Exército de Libertação Popular da China (PLA) está comemorando seu 95º aniversário de sua criação.

O próprio presidente Xi Jinping conversou por telefone com Joe Biden para pedir que as provocações cessem. Em meio a crise mundial, a escalada no conflito vai influenciar de maneira negativa na cooperação bilateral sino-americana na economia, na cadeia global de suprimentos, segurança energética e alimentar, vértices que estão na vanguarda da crise no momento. Como também terão um impacto negativo em toda a Ásia e na região do Pacífico e a recuperação da economia no Mundo, já abalada pela crise, as sanções ilegais contra a Rússia e a Pandemia.

As relações entre os Estados Unidos e a China sofreram mudanças essenciais depois que Trump lançou sua guerra econômica e comercial que foi acompanhada por um alto grau de propaganda anti-chinesa. Essa direção nas relações não mudou com o governo Biden, pois Washington vê a China como uma fonte consistente de ameaça para conter suas ambições imperiais.

A reunificação de Taiwan pela China é de longo prazo, porém, se a China resolvesse atacar, os Estados Unidos não fariam nada, assim como não fizeram nada pela Ucrânia, mas serve para ampliar os interesses geopolíticos dessa ordem internacionalista.

É importante lembrar que Taiwan sempre foi parte da China, e foi tomada pelo Império do Japão em 1895, estando a ilha ocupada pelos japoneses até o fim da Segunda Guerra Mundial. Em 1949, após a vitória da Revolução Chinesa, os Estados Unidos transportaram o Ditador Chiang Kai-shek, conhecido como “carrasco do povo chinês”, e seus seguidores para ilha, onde fundaram uma Ditadura nos moldes fascistas, que permaneceu no poder até 1975, sendo sucedido pelos seus seguidores que mantiveram a Lei Marcial até 1990 e mesma constituição. Apesar dos separatistas não controlarem a China continental, eles se proclamam como o verdadeiro governo chinês, uma das primeiras versões de Juan Guaidó da história.

Mais uma vez os Estados Unidos são culpados por instigar guerras pelo Mundo. Estão aproximando perigosamente a infraestrutura militar perto das fronteiras chinesas, e no caso, fomentar o separatismo dentro do seu território. Na mesma semana, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, em clara provocação à Rússia e China declara que os EUA não descartam utilizar armas nucleares para defender seus interesses geopolíticos.

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