Rússia, Irã e Turquia chegam em acordo para resolverem conflitos no Oriente Médio

Após a cúpula realizada em 18 de julho, que reuniram os presidentes Ebrahim Raisí, Putin e Erdogan se buscou um acordo para que os países do Oriente Médio alcançarem um entendimento mútuo, resolverem suas diferenças e encontrarem uma solução para o caso palestino. Isso ocorreu um dia após a cúpula de Jeddah realizada entre Estados Unidos e Ditadura da Arábia Saudita.

Apesar das divergências entre Irã e Turquia em relação à Síria e Iêmen, além da insistência de Ancara em sua posição de manter ocupadas partes do norte da Síria, o encontro trilateral demonstrou a possibilidade de criar um novo eixo estratégico no Oriente Médio.

Sem dúvida, a situação na Síria foi um dos principais temas discutidos na cúpula. Já a questão da guerra saudita no Iêmen foi pouco debatida.

No aspecto comercial, certamente, a Rússia e o Irã, que são grandes exportadores de petróleo e gás, decidiram cooperar com Ancara no campo energético, em troca de receber apoio em outros objetivos que têm maior prioridade para a Turquia. Esse movimento cooperativo permitiria ao presidente Erdogan oferecer seu país como uma fonte primária e logística essencial para redistribuir a energia russo-iraniana para o continente europeu. Já que as alternativas buscadas pela União Europeia, tais como a gasolina e o gás argelinos, emirados e cazaquistanês podem não ser suficientes para atender às necessidades de fornecimento de energia.

De fato, Ancara poderia se beneficiar estrategicamente desse acordo e se tornar um centro de energia e ascender a uma importante posição estratégica para abastecer a Europa em energia.

Lembrando que, a Turquia também joga um papel importante para criar um acordo comercial com o Cazaquistão, na criação de um novo gasoduto pelo Mar Cáspio.

Outro ponto comercial debatido foi o acordo firmado entre a National Iranian Oil Company (NIOC) e Gazprom russa. Sinalizando as intenções desses países de quebrar o monopólio da indústria petrolífera ocidental em perfuração, extração e construção de refinarias de petróleo e gás.

Não há dúvida de que a presença da Turquia, que possui o maior exercito na NATO depois dos EUA é um passo crucial em relação a minimizar ou driblar parcialmente as sanções.

Ambos os presidentes, Raisí e Putin, concordaram em desenvolver um relacionamento com Erdogan e convencê-lo a acalmar a situação na Síria e no Nagorno karabakh, onde os três países tem interesses conflitantes.

Por outro lado, Moscou e Teerã desfrutam de forte influência e apoio do governo Bashar Al-Assad em sua busca para criar soluções para os casos palestino e sírio, e nisso a Turquia pode jogar um papel fundamental para conter as ofensivas de Israel, braço dos Estados Unidos na região.

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