Argentina se curva aos EUA e prende avião e tripulação da Venezuela

Desde o dia 6 de junho, o avião cargueiro da Emtrasur, subsidiária da companhia aérea venezuelana Conviasa, modelo Boeing 747-300, está preso na Argentina. A aeronave de carga chegou em escala ao país com dezenove (19) tripulantes venezuelanos e cinco (5) iranianos, e desde então segue presa com sua população.

Como sempre, por trás dessa ação contra a Venezuela estão os Estados Unidos, cuja acusação infundada de “membros da Guarda Revolucionária Iraniana, declarados terroristas, estavam na aeronave”. Porque em 2020, durante o governo Trump caracterizou a Guarda Revolucionária Iraniana como organização terrorista. Entretanto, a Interpol, que em tese teria jurisdição para decretar uma prisão internacional, não tem acusação contra nenhum membro da tripulação.

Os Estados Unidos querem roubar o avião venezuelano, e para isso, estão instrumentalizando judiciário da Argentina. Por outro lado, o Governo Alberto Fernández mantem o silêncio e se curva aos desejos dos Estados Unidos, mostrando que ele é cumplice ou conivente com esse crime.

Esse avião venezuelano é o mais moderno e eficiente da Venezuela para transporte de cargas. Durante a pandemia, ele foi fundamental para trazer vacinas, respiradores e medicamentos para Venezuela, além de servir para enviar ajuda humanitária para outros países na África e América Latina. Recentemente, a Venezuela teve dificuldades para ajudar Cuba no combate ao incêndio à refinaria em Matanzas por causa da falta da aeronave. Esse roubo é parte da guerra econômica dos EUA contra a Venezuela através das sanções unilaterais e ilegais.

Autoridades argentinas emitiram declarações incongruentes e infundadas, tipicamente lavajatistas, (por não serem passíveis de prova) na imprensa. Da mesma forma a justiça argentina não guardou nenhuma conclusão do caso venezuelano, não escutaram a tripulação e tiraram deles o direito de defesa e a presunção de inocência.

O judiciário argentino tem instigado titulares nos jornais e na mídia, indicando textualmente as palavras “terrorismo”, “espionagem”, “suspeita” e “dúvidas” sobre o avião e sua tripulação. O juiz do caso chegou a fazer alusão aos ataques terroristas contra a Embaixada de Israel em seu país na década de 1990, criando um vínculo narrativo entre esses eventos e o presente.

Até o momento, depois de pesquisar a aeronave e os telefones da tripulação, e revisar os dados e nomes da tripulação, nenhuma entidade policial argentina provou qualquer evidencia ou atividades criminosa.

A embaixada de Israel comunicou o porta-vozes diplomáticos na Argentina e no Paraguai, indicando sua posição a favor da apreensão do avião por ter operado anteriormente sob a bandeira iraniana.

O presidente Alberto Fernández ainda não fez nenhuma declaração sobre o caso para reparar essa injustiça contra a Venezuela e a República do Irã. Esse caso é mais um sintoma da subordinação da esquerda cor de rosa ao imperialismo na América Latina.

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