Coreia do Norte aprova lei que permite o país usar seu arsenal nuclear 

Na sexta-feira, dia 9 de setembro, a Coreia do Norte aprovou uma lei declarando-se
oficialmente um “Estado com armas nucleares”. Essa lei permite que o país use sua capacidade
nuclear “automaticamente” caso seus líderes ou arsenal sejam atacados, informou a mídia
local e a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

A lei estabelece que o uso de armas nucleares, para fins defensivos, visa proteger os ativos
estratégicos do país, e se os sistemas de comando e controle das forças nucleares
considerarem que estão em perigo, um contra-ataque nuclear seria acionado.

Nos últimos meses, a Coreia do Norte realizou uma série de testes de mísseis, que segundo
especialistas, em uma tentativa de pressionar Washington para aliviar as sanções contra ela, e
devido à crescente preocupação com os frequentes exercícios militares conjuntos.
Mesmo assim, Pyongyang, apontou repetidas vezes, que a natureza de seu programa nuclear e
de mísseis não é “beligerante”, mas “defensiva”, uma forma de responder às provocações
militares estrangeiras.

A Coreia do Norte melhorou drasticamente as especificações de seus mísseis desde 2019,
tornando-os mais difíceis de interceptar. É o que indica um relatório publicado revista
japonesa Nikkei, afirmando que agora os mísseis norte-coreanos agora estão utilizando
combustível sólido, o que é destacada como uma das principais conquistas, pois complica a
vigilância por satélite e, assim, os mísseis podem ser lançados inesperadamente.

De fato, os mísseis de combustível sólido representaram 70% do total do arsenal nuclear
norte-coreano. Pyongyang agora está usando os novos modelos KN-23 e KN-24, semelhantes
aos usados ​​pelos EUA e pela Rússia. Analistas militares do Pentágono tem acusado Moscou de
transferir tecnologia russa para a Coreia do Norte desenvolver esses novos mísseis.

Analistas militares do Pentágono tem acusado Moscou de transferir tecnologia russa para a coreia do norte-desenvolver esses novos mísseis.  Recentemente, 100 mil soldados norte-coreanos foram enviados para Ucrânia para ajudar na reconstrução das áreas afetadas pela guerra.

Além disso, os norte coreanos desenvolveram tecnologia que permite que os mísseis sejam
manobrados em voo, tornando-os mais difíceis de interceptar. No primeiro semestre deste
ano, Pyongyang lançou pelo menos 28 mísseis, incluindo um míssil balístico de médio-longo
alcance Hwasong-12, que, segundo especialistas, pode atingir o território norte-americano.

Algumas estimativas sugerem que o país da península coreana gastou cerca de 2% de seu
produto interno bruto (PIB) em lançamentos até agora este ano. A Coreia do Norte continua
realizando testes de mísseis e fortalecendo seu poderio militar, garantindo que suas atividades
estejam no âmbito da autodefesa contra provocações dos EUA, Japão e da Coreia do Sul.

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