Rússia recuperará todo seu território cedido em “avanço” ucraniano em Kharkiv

No dia 13 de setembro, terça-feira, o jornal norte-americano The New York Times divulgou que os EUA forneceram informações vitais, instruíram e participaram da preparação da atual “contra-ofensiva” com os militares ucranianos perto de Kharkiv, segunda maior cidade da Ucrânia.
Não importa as motivações do governo Joe Biden em divulgar seu papel no que a mídia ocidental está celebrando como uma “grande vitória”, presumivelmente de olho na política interna dos Estados Unidos, que passará por eleições legislativas em novembro.

A reportagem do New York Times confirma efetivamente que a inteligência americana ficou sabendo da discreta redução de tropas da linha de frente russa em Kharkiv que vinha acontecendo nas últimas semanas como parte de uma maior redistribuição de formações militares pelo Donbass. Além disso, um tropas menos treinadas de um exército de reserva russo ocupavam a região, realizando constantes ataques de teste contra as fortificações ucranianas em Kharkiv.

De fato, quase não houve combates como tal na região de Kharkiv durante esse “avanço” ucraniano, e o foco russo foi, sem surpresa, retirar as forças secundárias da linha de frente sob a cobertura de fogo de artilharia pesada. A operação russa garantiu que não houvesse baixas significativas para seu lado. Dessa forma, a nova linha de frente que estava sendo montada constantemente nas últimas semanas (ou meses) ao longo do rio Oskol se consolidou.

Segundo o Comando Militar russo nenhum propósito útil seria servido mantendo a linha de frente próximo a Kharkov. Na atual fase da Operação Z, a prioridade dos russos é o controle total Donbass. A realocação de tropas russas agora fortalecerá significativamente a ofensiva em Donbass, em vez de enfraquecê-la, como especulam a máquina de propaganda norte-americana.

Na realidade, a região de Kharkiv tem sido em grande parte um espetáculo à parte até agora. O fato de que não há planos para realizar qualquer referendo para entrar na Federação Russa em Kharkiv, ao contrário de Kherson e Zaporozhia no sul, que marcaram para novembro.

A classe política de Kiev está completamente alucinada e fora da realidade, pois seu plano militar é “libertar” completamente todos os territórios “ocupados”, incluindo Donbass e Crimeia, e nada menos! É patético quando vemos a propaganda ucraniana. De acordo com o secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, Danilov, Kiev já está considerando opções para aceitar a rendição da Rússia, além de dividi-la em vários pequenos estados! Tal nível de loucura e histeria de guerra tornará a situação extremamente difíceis para o governo Joe Biden. Curiosamente, Moscou não rejeita negociações de paz com os ucranianos, mas um novo atraso nas negociações de paz de Kiev complicará a possibilidade de chegar a um acordo, o que pode levar a Ucrania perder todo seu acesso ao mar.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou na segunda-feira (12) que as Forças Aeroespaciais Russas, tropas de mísseis e artilharia “continuaram a lançar ataques de alta precisão” às unidades ucranianas e forças de reserva na região de Kharkiv. As forças ucranianas que costumavam estar em posições bem fortificadas naquela região densamente arborizada agora se manifestaram e estão sendo alvo de ataques aéreos intensos, mísseis e artilharia.

Por isso, já está confirmado que 2.000 combatentes ucranianos foram mortos perto de Balakleya e Izyum apenas nos três dias de combate. Com certeza, mais alguns milhares de soldados também teriam sofrido ferimentos. Considerando que se estima que uma força ucraniana de 15.000 homens esteja envolvida em toda a operação de Kharkov, é uma perda muito pesada.

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