China responde provocações dos EUA sobre envio de tropas para Taiwan

Nessa segunda-feira, 19 de setembro, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, em entrevista coletiva, manifestou o descontentamento de Pequim contra a Administração do Presidente norte-americano Joe Biden dos EUA por seu apoio expresso à Taiwan, em caso de ação militar de Pequim na província chinesa de Taiwan.

Apesar de Taiwan e China serem aliadas economicamente e o plano de Pequim ser reunificar a ilha até 2049, Washington insiste em militarizar a região para evitar uma suposta invasão chinesa na Ilha, que a China reivindica como sendo território.

Nesse sentido, por sua vez, o governo chinês destacou o princípio “Uma só China”, que os EUA concordaram em aceitar em 1972, durante a visita de Richard Nixon à Mao Tse-Tung. “Taiwan faz parte da China, e o governo da República Popular da China é o único governo legítimo na China”, enfatizou.

No domingo, o presidente dos EUA, Joe Biden, confirmou em entrevista ao canal de televisão CBS que as Forças Armadas dos Estados Unidos defenderão Taiwan, em caso de conflito com a China.

“Esta é uma grave violação do importante compromisso dos Estados Unidos de não apoiar a independência de Taiwan. Isso envia um sinal ruim e sério (de apoio) às forças separatistas em Taiwan”, enfatizou Mao.

Pequim considera Taiwan parte integrante de seu território, sob a política De “Uma Só China”, pela qual rejeita qualquer tentativa de questionar esse princípio. Além disso, ela rejeita abertamente as tentativas de Washington de fortalecer o apoio militar às forças taiwanesas separatistas, alertando que “tomará todas as medidas necessárias para salvaguardar sua segurança e integridade territorial”.

Biden também disse na referida entrevista à CBS que durante uma das chamadas para o presidente chinês, Xi Jinping, lhe falou sobre o risco de parar os investimentos “norte-americanos e de outros” na China se Pequim viola sanções contra a Rússia. ️️ “Liguei para o presidente Xi e disse-lhe: ‘Se ele acha que os americanos e outros continuarão a investir na economia chinesa em violação das sanções contra a Rússia, então está a cometer um grande erro'”, disse Biden.

As tensões entre a China e Taiwan estão no seu nível mais alto em anos, devido à visita de várias delegações de países membro da NATO recentemente, em particular após a viagem da presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi do Partido Democrata, a Taipei.

No entanto, ignorando os avisos da China, o governo Biden anunciou no início de setembro a aprovação de um pacote de ajuda militar e venda de armas para Taiwan no valor de US$ 1,1 bilhão. A China, por sua vez, alertou os EUA para “contramedidas”, se não revogar “imediatamente” a venda de armas a Taiwan.

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