Repúblicas do Donbass agendam referendo para entrar na Rússia

Nessa terça-feira, dia 20 de setembro, os Parlamentos das Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk (na região de Donbass, leste da Ucrânia) aprovam a realização de um referendo popular sobre a adesão à Rússia.

Os parlamentares de Donetsk e Lugansk, órgãos consultivos de ambas as Repúblicas separatistas, convocaram seus líderes na terça-feira a realizarem “urgentemente” um plebiscito pela adesão à Federação Russa.

“A Câmara Pública da República Popular de Lugansk apelou ao chefe do Parlamento, Leonid Pasechnik, com a iniciativa de realizar imediatamente um referendo no território da República sobre o reconhecimento como entidade constituinte da Federação Russa”, informou o corpo legislativo de Luhansk.

Os responsáveis ​​pela região, sob controle russo desde julho, confiam que a população votará a favor da adesão à Rússia. De fato, eles consideraram que a iniciativa terá o total apoio dos habitantes de Lugansk, enfatizando que a entrada na Federação Russa não só constituirá um triunfo da justiça histórica, mas também garantirá a segurança da república.

Por outro lado, a Câmara Cívica de Donetsk solicitou no mesmo dia ao Presidente da República, Denis Pushilin, que adotasse “a decisão histórica e correta de realizar imediatamente um referendo” para a integração na Federação Russa.

A decisão vai de encontro com as medidas adotadas pelas províncias ucranianas de Jersón e Zaporizhia, que realizarão plebiscito sobre adesão à Rússia em novembro. A moção aprovada e assinada pelo presidente do parlamento, Alexei Kofman, pede que Donetsk seja novamente “parte da Grande Pátria, a Rússia” e que a fronteira russa fique entre a região e a Ucrânia.

Por sua vez, Pushilin pediu ao seu homólogo em Lugansk que unisse esforços para preparar um referendo de adesão à Rússia, pedindo que o referendo de adesão fosse realizado no mesmo dia em ambas as regiões.

De acordo com um vídeo postado nas redes sociais, Pushilin ressaltou em um telefonema com Pasechnik a necessidade de “sincronizar” suas ações, tanto a organização das consultas quanto as medidas de segurança para impedir o avanço das forças ucranianas.

Após o golpe de Estado de 2014, as pronvincias do Donbaas declararam interpendência por não aceitar o golpe de Estado. Desde então, a Ucrania se viu mergulhada em uma guerra civil que levou a morte de 15 mil civis das Repúblicas do Donbass assassinados por tropas ucranianas.

Em fevereiro desse ano, o presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu a independência de Donetsk e Lugansk, após alertar que os civis – muitos russos ou descendentes de russos – daquela região, chamada Donbas, enfrentaram o genocídio do regime de Kiev que havia acumulado forças e equipamentos militares, apoiados pelos EUA e NATO. Desde então, a Rússia iniciou sua operação militar especial em território ucraniano a pedido dos líderes da independência das repúblicas de Dontesk e Lugansk, com o objetivo de “desmilitarizar” e “desnazificar” o país europeu.

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