Metade do Exército ucraniano já foi destruído pela Rússia

Nessa quarta-feira, 21 de setembro, em entrevista ao canal Rossía 24, o Ministro da Defesa russo, general Sergei Shoigu, afirmou que o seu país não está lutando apenas contra a Ucrânia, mas contra a NATO e o Ocidente, comandados pelos Estados Unidos, de manter um comportamento agressivo em relação à Rússia e, a título de exemplo, recordou que os países ocidentais rejeitaram as propostas de Moscou sobre a criação de um sistema de segurança na Europa, bem como a sua recusa em impedir a expansão da NATO para as fronteiras da Rússia.

“Não estamos mais em guerra com a Ucrânia, mas com o Ocidente coletivo […] Estamos vendo vítimas civis quase todos os dias. Hospitais, locais de aglomeração de pessoas estão sendo atacados. Este é o controle total de instrutores e manipuladores ocidentais”, disse o ministro da Defesa russo, Shoigu.

Segundo Shoigú, “cerca de 70 satélites militares e mais de 200 civis, toda a constelação da NATO, trabalham em favor dos interesses da Ucrânia”.

Mesmo assim, o ministro russo detalhou que, durante os confrontos, o lado ucraniano perdeu metade de seu exército. “A Ucrânia foi representada por cerca de 202.000 homens. Durante esse tempo, mais de 100.000 deles foram perdidos.” No total, Shoigu indicou que 61.207 de seus soldados foram mortos e outros 49.368 permanecem feridos. Por outro lado, as baixas russas são de 5.937 militares.

Por outro lado, o chefe da Defesa russo afirmou que 300.000 reservistas serão convocados em uma mobilização parcial anunciada pelo presidente russo Vladimir Putin. “Temos um grande recurso de mobilização. Temos quase 25 milhões de pessoas que serviram e têm profissão militar”, frisou.

O presidente russo, através de uma mensagem gravada, informou que o programa de mobilização daquele país euroasiático inclui apenas “aqueles que estão na reserva, serviram nas Forças Armadas e têm competências e experiência relevantes”, embora tenha comunicado que, as tropas receberá prática militar adicional antes de se juntar às unidades na batalha.

A Rússia vem afirmando constantemente que o principal motivo de Moscou no conflito é liberar totalmente o território da região de Donbaas, de maioria etnicamente russa. “Este trabalho continua, apesar das tentativas de contra-ofensiva do Exército ucraniano, a Rússia vai avançando em um ritmo lento, mas constante e gradual”, destacou.

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