Enquanto Brasil dorme, mundo escala para uma guerra nuclear

Na última quarta-feira, dia 21 de setembro, o almirante da Marinha dos Estados Unidos, Charles Richard, comandante do Comando Estratégico do Pentágono, declarou que pela primeira vez desde o fim da Guerra Fria, os EUA enfrentam a possibilidade real de uma guerra nuclear contra uma ou mais potências nucleares de igual poder.

O almirante norte-americano afirmou que os EUA teriam que se preparar para escalar rapidamente contra possíveis oponentes nucleares e proteger sua pátria. Isso vai de encontro com informações divulgadas por Moscou, segundo apontam que os EUA planejam um ataque nuclear preventivo contra a Rússia e China. Em fevereiro, bombardeiros nucelares norte-americanos fizeram exercícios militares nas fronteiras da Rússia, inclusive com a violação de seu espaço aéreo.

“Rússia e China podem escalar para qualquer nível de guerra que escolherem em qualquer local com qualquer instrumento”, continuou ele. “Nós simplesmente não enfrentamos concorrentes e adversários assim há mais de 30 anos.”

Por sua vez, o vice-presidente do Conselho de Defesa da Rússia, Dmitri Medvedev, rotulou o Almirante dos EUA de “idiota”. Ele destacou que a atual doutrina nuclear da Rússia permite o uso de armas nucleares somente no caso de um primeiro ataque nuclear em seu território ou infraestrutura, ou se a existência do estado russo for ameaçada por armas nucleares ou convencionais. Porém, a doutrina americana permite um ataque nuclear preventivo em “circunstâncias extremas para defender os interesses vitais dos Estados Unidos ou de seus aliados e parceiros”.

De fato, ele enfatizou que as armas hipersônicas garantem atingir alvos na Europa e nos Estados Unidos muito mais rapidamente. “O establishment ocidental e todos os cidadãos dos países da NATO devem entender que a Rússia escolheu seu próprio caminho. Não tem volta”, frisou. Rússia está à 15 anos na frente dos EUA no desenvolvimento de armas hipersônicas.

O presidente russo, Vladimir Putin, reiterou esta posição, declarando que o Kremlin “sem dúvida usará todos os meios disponíveis para proteger a Rússia e nosso povo”, caso o território russo seja ameaçado. Já o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, também alertou que os EUA estão à beira de fazer parte diretamente do conflito na Ucrânia, com Washington arriscando “uma colisão direta entre potências nucleares”.

Conforme o conflito se alarga e toma mais tempo, mais países podem ser arrastados e há o risco de uma escalada da guerra entre EUA e Rússia. Nesse sentido, o presidente da Turquia, Erdogan, afirmou que se deve chegar à um “acordo de paz honrado” para por fim à guerra na Ucrânia, antes que seja tarde demais.

Avisos semelhantes também vieram de dentro dos EUA, principalmente do ex-presidente Donald Trump, que declarou que o conflito entre EUA e Rússia na Ucrânia, que ele disse “nunca deveria ter acontecido”, poderia “acabar sendo a Terceira Guerra Mundial”. Dentro dos EUA, muitos tem chamado a guerra de Biden contra a Rússia sem sentido e louca, pois joga o país eslavo próximo à China.

Entretanto, à medida que as tensões em torno da Ucrânia aumentam, o establishment norte-americano parece não estar disposto à ceder, mesmo sendo impossível a vitória sobre a Rússia. O presidente dos EUA, Joe Biden, fez um discurso na quarta-feira (21) na Assembleia Geral da ONU ameaçando à Rússia sobre o uso de armas nucleares e químicas. No mesmo sentido, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, reconheceu em agosto que seu país poderia usar armas nucleares em qualquer guerra em circunstâncias extremas para defender seus “interesses vitais”. Enquanto isso, Estados Unidos e seus parceiros na NATO continuam alargando o conflito enviando mais armas e ajuda militar para o regime nazista de Kiev. Segundo dados do próprio Congresso estadunidense, os EUA já destinaram US$ 70 bilhões para Kiev.

Mais recente, a guerra escalou com o anúncio do presidente russo Vladimir Putin sobre uma “mobilização parcial” de tropas, observando que as Forças Armadas russas reforçarão significativamente a proteção de todos os territórios. Essa medida não é tomada da Rússia desde 1945, durante a Segunda Guerra Mundial.

Enquanto isso, o Brasil vive suas eleições mais despolitizadas desde 1989, onde debates internacionais não existem e todos os lados alucinam com retóricas entre “Democracia e fascismo”, sem debater os problemas reais do país que nunca são abordados. O mundo caminha para um conflito nuclear, assim o Brasil é envolto em incertezas para que lado seremos arrastados, pois ao mesmo tempo que somos parceiros comerciais da Rússia nos Brics, o Brasil é dominado internamente pelos Estados Unidos, que deram um golpe aqui à 6 anos atrás. O que falará mais alto dentro das Forças Armadas, vassalagem ou comércio?

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