Referendos começam em Donbass, Kherson e Zaporizhia para se juntar à Rússia

Nessa sexta-feira, dia 23 de setembro, iniciou-se a votação de quatro regiões etnicamente russas na Ucrânia para decidirem sobre a sua adesão à Rússia.

O referendo começou às 08:00 (hora local) nas Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk (leste) e nas regiões de Kherson e Zaporizhia (sul) por um período de cinco dias (até 27 de setembro) para consultar os seus habitantes, se querem aprovação ou não a entrada dos territórios na Federação Russa.

De acordo com os lideranças políticas e militares que estão organizando os Plebiscitos, tudo está pronto para realizar a iniciativa com tranquilidade e máxima eficiência, até mesmo observadores russos e estrangeiros acompanharão o processo eleitoral. Essa declaração contrasta com as propagandas do Ocidente que dizem que a votação ocorre em meio à uma suposta “ofensiva ucraniana”, que é uma narrativa falsa.

Se confirmada a adesão dos territórios à Federação Russa, quase cinco milhões de pessoas etnicamente russas podem se tornar cidadãos russos nos próximos meses. As autoridades russas apoiaram em várias ocasiões a decisão das referidas áreas de realizar a consulta e qualificaram que “os povos dos respectivos territórios devem decidir seu destino”.

Por razões de segurança, durante os primeiros 4 dias a votação decorrerá fora dos locais de votação: os cidadãos podem votar em locais públicos, tais como praças e parques, ou em casa, onde os voluntários levarão as urnas. Entretanto, no último dia de votação, 27 de setembro, podem ir às assembleias de voto.

Além disso, foi ressaltado que todos os refugiados das regiões que estão na Rússia poderão participar do plebiscito e votar nos colégios eleitorais habilitados para esta consulta.

As regiões de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporozhie fazem parte do território da Noverossiya, que historicamente faziam parte da Rússia desde 1776. Após a Revolução Bolchevique, com acordo entre socialistas e nacionalistas ucranianos, as regiões de Nova Rússia foram cedidas e anexadas à República Soviética da Ucrânia em 1922 (Odesa e Donbass) e em 1958 (Criméia).

Em 1991, todos os russos que até então viviam em um só país se viram desgarrados da sua pátria mãe com o fim da URSS. O conflito ficou paralisado até em 2014, quando através de um golpe de Estado conduzido pelos EUA, o governo fantoche de Washington de Kiev começou a utilizar o território da Ucrânia para atacar a Rússia. Em uma série de iniciativas para aximiliar a população russa á força, foi proibido as populações russas de falar ucraniano dentro de escolas e espaços públicos, o banimento do alfabeto cirílico e ataques suas tradições russas. Além disso, Kiev promoveu uma guerra civil que levou à morte de 15 mil civis das regiões russas. Forçados a reagir, essas populações decidem agora voltar à sua pátria mãe através de um Plebiscito.

Estados Unidos e União Europeia contestam a realização do plebiscito dizendo que os territórios são ucranianos. Entretanto, em outros momentos e países, os Estados Unidos apoiaram a realização de medidas similares, como por exemplo a fragmentação da Iugoslávia.

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